ALDEIA 7 : Natureza Meio Ambiente - Ciência - Política
Biodiversidade, Desiquilíbrio Climático, Sustentabilidade, Desmatamento, Poluição, Fauna e Flora e a Importância da Água na Manutenção da Vida e Ciência.
1 de junho de 2026
“Big Bounce”: Teoria do Rebote Muda Tudo Ao Sugerir que Big Bang Não Foi o Início do Universo | Nature & Space
21 de maio de 2026
Dia do Agro no Congresso ataca brutalmente a legislação ambiental
Em apenas duas sessões, entre os dias 19 e 20 de maio, a bancada ruralista na Câmara dos Deputados aprovou, em ritmo acelerado e sem debate público, uma série de projetos que desmontam mecanismos de proteção ambiental.
Apelidada pelos próprios parlamentares de “Dia do Agro”, a ofensiva ficou marcada como um dos maiores ataques à legislação socioambiental dos últimos anos. Na prática, os projetos fragilizam o combate ao desmatamento, favorecem crimes ambientais e ameaçam os biomas brasileiros.
“Mais uma vez, se confirma o avanço de uma agenda antidemocrática no Congresso, especialmente nas pautas socioambientais, abrindo caminho para mais desmatamento, mineração e insegurança pública. As decisões são tomadas de forma centralizadora, sem diálogo com a sociedade e ignorando alertas técnicos sobre os impactos ambientais e climáticos”, afirma Gabriela Nepomuceno, Especialista em Políticas Públicas do Greenpeace Brasil.
A ofensiva faz parte de um novo “Pacote da Destruição”, conjunto de propostas apoiadas pelo presidente da Câmara, Hugo Motta. Depois da aprovação pelos deputados, os projetos serão analisados no Senado.
Projetos aprovados no “Dia do Agro”
- Libera desmatamento em áreas não florestais (PL 364/2019)
- Autoriza a destruição de vegetação nativa não florestal para agropecuária e a mineração, colocando em risco cerca de 48 milhões de hectares na Amazônia, Cerrado, Pantanal e Pampa – uma área do tamanho de Pernambuco e Bahia juntos, e maior que a Suíça inteira! –, além de enfraquecer a proteção da Mata Atlântica. Esses ecossistemas são fundamentais para a proteção de nascentes, equilíbrio climático e conservação do solo. O avanço do desmatamento pode agravar crises hídricas, queimadase eventos extremos.
- Fim do embargo remoto com imagens de satélite (PL 2564/2025)
- Ameaça à Flona do Jamanxim, na Amazônia (PL 2486/2026)
Resgata o teor da antiga MP 756/2016, que propõe a redução da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, área historicamente pressionada pela grilagem na região da BR-163 e pela abertura à passagem do Ferrogrão. Parte do território seria transformada em Área de Proteção Ambiental (APA), a categoria mais frágil entre as unidades de conservação; e cerca de 660 mil hectares, equivalente a 900 mil campos de futebol, podem ficar vulneráveis ao desmatamento e à mineração.
- Amplia poder do Ministério da Agricultura (PL 5900/2025)
Ruralistas Inimigos do Povo
A ofensiva ruralista se soma a outros retrocessos recentes, como medidas que ampliaram a liberação de agrotóxicos, enfraqueceram o licenciamento ambiental e ameaçam direitos territoriais de povos indígenas e comunidades tradicionais.
Especialistas alertam que desmontar a proteção ambiental coloca em risco a vida das famílias em todo o Brasil — especialmente povos indígenas, comunidades tradicionais e populações do campo — ao agravar crises hídricas, comprometer a produção de alimentos e intensificar crise climática.
Faça a sua parte! Compartilhe e pressione o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, contra o pacote da destruição.
Sobre o(a) autor(a)
Comunicadora popular formada em jornalismo e meio ambiente, mestra em ecologia, economia e política. Nascida e criada no mangue, sou de Cubatão (SP), cidade símbolo de recuperação ambiental graças à luta do povo para combater a poluição.
Leia mais sobre o tema nos links abaixo:
Eventos extremos
20 de maio de 2026
10 de março de 2026
Enchentes em Minas Gerais expõem desigualdade e falta de adaptação climática
De https://www.greenpeace.org/brasil/
Sobre o(a) autor(a)Camila Doretto
Jornalista do Greenpeace Brasil e Analista de Engajamento na Campanha de Justiça Climática. Atua com reportagem, pesquisa de conteúdo, estratégia de engajamento e produção de comunicação sobre temas socioambientais, política e educação.
Não é a primeira vez. No início de 2022, a voluntária do Greenpeace Brasil Mariana Faria relatou como chuvas intensas atingiram a cidade de Juatuba entre os ias 5 e 10 de janeiro. Ela descreveu a sensação de medo e indignação que permaneceu mesmo após a água baixar, e criticou a falta de iniciativas de contenção de enchentes que poderiam ter mitigado os danos.
Estudos climáticos também apontam que as enchentes de 2020 em Minas Gerais tiveram probabilidade ampliada pelo aquecimento global, um indicativo de que chuvas extremas tendem a tornar eventos como os da semana passada mais frequentes sem políticas robustas de adaptação climática e redução de emissões.
"Não é fatalidade. É a soma da crise climática com cidades despreparadas e políticas públicas insuficientes.
Após os alagamentos, o padrão se repete: decretos de calamidade, visitas oficiais e promessas.
"Prevenção não pode ser feita depois que a água baixa. A redução drástica de investimentos em ações relacionadas aos impactos das chuvas significa menos obras de drenagem, menos contenção de encostas e menos planejamento urbano, aumentando o risco para quem já vive em áreas vulnerabilizadas historicamente."
Dados do Portal da Transparência mostram que os investimentos estaduais em prevenção de desastres caiu drasticamente entre 2023 e 2025. Passou de mais de R$ 135 milhões para cerca de R$ 6 milhões em dois anos. Uma redução de quase 96%.
"Falta prioridade orçamentária.
Gilvan lembra ainda que o impacto é desigual. Enquanto áreas centrais se recuperam mais rápido, nas periferias a perda é total: móveis, documentos, memórias e segurança. Essa dinâmica revela o que especialistas chamam de racismo ambiental.
Para Gilvan, a crise climática não é apenas ambiental. “É sobre orçamento público. É sobre decisão política. É sobre quem pode se proteger e quem é deixado para trás.”
Minas Gerais não enfrenta um episódio isolado, mas um padrão que tende a se repetir. E Gilvan cobra:
“ A Zona da Mata mineira não precisa apenas de solidariedade após a tragédia. Precisa de compromisso permanente com adaptação climática, política habitacional e prioridade orçamentária
Antes da próxima chuva.
24 de fevereiro de 2026
O que são terras raras e por que despertam o interesse do mundo? O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, atrás apenas da China.
TV Senado
O que são as terras-raras?
PESQUISA FAPESP
11 de fevereiro de 2026
1964: Golpe ou Revolução? Como o Brasil Entrou em 21 Anos de Ditadura
HINSTORICO
Na madrugada de 31 de março de 1964, o Brasil entrou em um dos períodos mais longos e controversos de sua história.
Este vídeo reconstrói o caminho que levou ao golpe militar, desde a renúncia inesperada de Jânio Quadros, a crise sucessória e a Campanha da Legalidade, até o governo João Goulart, o comício das reformas e a ruptura final.
Em meio à Guerra Fria, à polarização ideológica e ao medo do comunismo, militares assumiram o poder sob o discurso da legalidade. O que se seguiu foi um regime que durou 21 anos e deixou marcas profundas na democracia brasileira.
⚠️ Algumas das imagens foram geradas por inteligência artificial; qualquer semelhança com pessoas vivas ou falecidas é pura coincidência. 🎙️locução gerada por IA Elevenlabs ⭐️Buscamos precisão nos fatos, mas se você ver algo que não parece certo ou quiser acrescentar alguma informação, deixe nos comentários 🗯️
HINSTORICO
REGIME / DITADURA MILITAR - Nostalgia História - Um vídeo esclarecedor para não cairmos no mesmo erro.
18 de janeiro de 2026
Ex-presidente da Anvisa chora ao falar das mortes em Manaus: “É inadmissível que isso fique impune”
Vídeo de 15 de Janeiro 2021
Covid-19: Oxigênio continua não sendo suficiente para atender pacientes nos hospitais do AM
A pandemia da Covid-19 matava em Manaus- AM, as pessoas desesperavam pedindo socorro ao Governo Estadual e Federal presidente da época sr. Jair Bolsonaro.
*Veja que o entrevistado afirma no minuto 13:34 que tem informações vagas sobre o abastecimento de oxigênio em Manaus e compara com as 03 carretas vindas da Venezuela a urgência desse produto para socorrer dezenas de vitimas da Covid-19...
Vídeo de 20 de janeiro 2021
9 de janeiro de 2026
Venezuela, o petrodólar e a verdadeira guerra que nunca foi sobre democracia
O confronto com a Venezuela expõe como a hegemonia do dólar e o controle sobre o petróleo seguem no centro da política externa dos Estados Unidos
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Desde então, qualquer país que quisesse comprar petróleo precisava, antes, obter dólares. Isso permitiu aos EUA financiar déficits colossais, sustentar um orçamento militar gigantesco e imprimir moeda em escala inédita, enquanto o resto do mundo precisava produzir para obter aquilo que Washington podia criar do nada. O petrodólar, mais do que porta-aviões ou bases militares, tornou-se o verdadeiro pilar da hegemonia americana.
É justamente aí que a Venezuela entra em cena. O país possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do planeta — cerca de 303 bilhões de barris, algo em torno de 20% de todo o petróleo mundial. Mais importante do que o volume, porém, foi a decisão política tomada a partir de 2018: Caracas anunciou que deixaria de negociar seu petróleo em dólares. Yuan chinês, euro, rublo — qualquer moeda, menos a americana. Paralelamente, buscou ingressar no BRICS, construiu canais de pagamento fora do sistema SWIFT e estreitou laços com China, Rússia e Irã, os principais vetores do processo global de desdolarização.
Para um sistema financeiro dependente do petrodólar, esse movimento é existencialmente ameaçador. Não por acaso, a história recente revela um padrão perturbador. Em 2000, Saddam Hussein anunciou que o Iraque venderia petróleo em euros. Três anos depois, o país foi invadido sob o pretexto de armas de destruição em massa que nunca existiram. O petróleo iraquiano voltou rapidamente a ser cotado em dólares. Em 2009, Muammar Gaddafi propôs o dinar de ouro africano para o comércio de petróleo. Em 2011, a OTAN destruiu a Líbia, e o líder líbio foi brutalmente assassinado. O projeto morreu com ele.
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Agora, Maduro. Com reservas muito maiores do que as de Saddam e Gaddafi somadas, vendendo petróleo em yuan e defendendo abertamente a superação do dólar. Não se trata de coincidência, mas de método. Desafiar o petrodólar tem sido, historicamente, um atalho para a mudança forçada de regime.
Declarações recentes de autoridades americanas tornam isso ainda mais explícito. Quando se afirma que o petróleo venezuelano “pertence” aos Estados Unidos porque empresas americanas o exploraram no passado, o discurso abandona qualquer verniz democrático e assume a lógica colonial e imperialista em estado puro. Pela mesma lógica, toda nacionalização de recursos naturais ao longo da história seria um “roubo”, e a soberania dos povos não passaria de um detalhe inconveniente.
O problema para Washington é que o mundo de 1974 já não existe. Rússia, Irã e China negociam energia fora do dólar. A Arábia Saudita discute abertamente aceitar yuan. O CIPS chinês cresce como alternativa ao SWIFT, e o BRICS avança na construção de sistemas próprios de liquidação financeira. Nesse contexto, a entrada da Venezuela no bloco, com seu petróleo abundante, teria um efeito catalisador.
A tentativa de impor pela força a sobrevivência do petrodólar pode, paradoxalmente, acelerar sua erosão. A mensagem enviada ao Sul Global é clara: negociar fora do dólar tem custo militar. Mas, para muitos países, essa constatação apenas reforça a urgência de criar alternativas. A história mostra que impérios raramente caem por um único golpe; eles se desgastam tentando manter, à força, uma ordem que já começou a ruir.
A Venezuela, portanto, não é o centro do mundo, mas um espelho. O que está em jogo não é Maduro, nem a retórica moral que o cerca. É a disputa entre um sistema financeiro construído há 50 anos e um mundo que começa, lentamente, a escapar de seu controle.
De Oliveiros Marques
Sociólogo pela Universidade de Brasília, onde também cursou disciplinas do mestrado em Sociologia Política. Atuou por 18 anos como assessor junto ao Congresso Nacional. Publicitário e associado ao Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político (CAMP), realizou dezenas de campanhas no Brasil para prefeituras, governos estaduais, Senado e casas legislativas
7 de janeiro de 2026
"NÃO É O PETRÓLEO, ESTÚPIDO" 6 de janeiro de 2026
Como a Colômbia enfrentou os EUA e mudou o jogo geopolítico na América Latina
Este vídeo traz uma análise detalhada de um dos episódios mais importantes da geopolítica recente na América Latina. A resposta da Colômbia à pressão econômica dos Estados Unidos não foi simbólica — foi estrutural. Infraestrutura, logística, energia e comércio passaram a ser usados como instrumentos de soberania.
Aqui explicamos por que essa estratégia não envolve guerra militar, mas sim uma reorganização profunda das cadeias de suprimento e das alianças globais. O que parecia um bloqueio tornou-se um catalisador para a mudança. O impacto não se limita à Colômbia: Brasil, Panamá, México e todo o continente sentem os efeitos dessa nova lógica multipolar.
Se você quer entender porque o medo deixou de ser a principal arma do poder e como a América Latina está aprendendo a negociar em novos termos, este vídeo é essencial.
Como a Colômbia enfrentou os EUA e mudou o jogo geopolítico na América Latina
6 de janeiro de 2026
Jeffrey Sachs arrebenta EUA por invasão e captura de Maduro em reunião histórica da ONU
“O agronegócio é negacionista da mudança climática”, afirma Carlos Nobre.
Daniel Camargos
Tânia Rêgo/Agência Brasil
