"Os bons ideais aproximam as pessoas que olham o mundo não apenas para si, mas para todos"Rivaldo R. Ribeiro

RINDAT: Descargas Atmosféricas

23 de agosto de 2026

Super El Niño 2026: 10 fatos que você precisa saber

 Saiba o que é o El Niño, sua relação com a crise climática e como se preparar para a seca, enchentes, queimadas e ondas de calor.

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El Niño é um fenômeno climático natural e recorrente que tem se tornado cada vez mais frequente e intenso. A queima de combustíveis fósseis, o desmatamento e o avanço da agropecuária contribuem para agravar seus efeitos, que são potencializados pela crise climática e pela desigualdade social. Como resultado, populações vulnerabilizadas e ecossistemas sensíveis ficam mais expostos a eventos extremos.

Os impactos do El Niño no Brasil costumam incluir o agravamento de secas, enchentes, ondas de calor, incêndios florestais, branqueamento de corais e aumento no preço de alimentos. Na última passagem do El Niño, em 2024, o país enfrentou a maior estiagem da história — com rios secos, queimadas intensas e muita fumaça na Amazônia e no Pantanal — e fortes chuvas, como as causadoras das enchentes no Rio Grande do Sul, o pior desastre climático do estado.

Quando esses eventos extremos se combinam com falta de planejamento público, os prejuízos sociais, econômicos e ambientais aumentam.

1. Como o El Niño afeta as regiões do Brasil?

Os impactos do El Niño variam entre as regiões. No Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o fenômeno agrava a seca, o calor extremo e as queimadas. No Sudeste, favorece ondas de calor, baixa umidade e insegurança hídrica. No Sul, geralmente provoca chuvas acima da média, enchentes e deslizamentos. Em todo o Brasil, os preços dos alimentos, da água e da energia podem aumentar.

2. O que significa El Niño?

Segundo a agência científica NOAA, o nome El Niño surgiu há cerca de 200 anos, quando pescadores peruanos observaram que as águas do Oceano Pacífico ficavam mais quentes em determinados períodos, geralmente próximos ao Natal. Em homenagem ao Menino Jesus, eles passaram a chamar o fenômeno de “o menino” em espanhol.

3. Qual a relação entre El Niño e mudanças climáticas?

O El Niño está associado ao aquecimento das águas do oceano. Em um planeta mais quente devido às emissões de gases de efeito estufa (GEE), os oceanos absorvem cerca de 90% do excesso de calor gerado pela crise climática, influenciando regimes de chuva e vento, e potencializando eventos extremos.

4. Super El Niño não é alarme, é alerta

Ainda não é possível prever a intensidade do El Niño, mas os sistemas de monitoramento indicam que o fenômeno chegou e que precisamos de ação climática urgente, como mostram os efeitos das fortes chuvas, secas e ondas de calor nos últimos anos. De acordo com a plataforma Adapta Brasil, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), 65% dos municípios brasileiros têm baixa capacidade de adaptação climática, um alerta do quanto precisamos nos antecipar antes das tragédias acontecerem.

5. Risco de queimadas e fumaça

A maioria dos incêndios florestais tem origem humana. Em anos de El Niño, as queimadas tendem a se intensificar, como foi em 2024, quando a fumaça atingiu 10 estados da Amazônia e do Pantanal, aumentando problemas respiratórios, especialmente entre populações indígenas, ribeirinhas e periféricas. Relatório do Greenpeace mostra que a qualidade do ar violou as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS). O desmatamento e a degradação da floresta favorecem a propagação do fogo, que amplia as emissões, retroalimentando a crise climática.
Apoie o Greenpeace Brasil e faça a diferença!

6. Conta mais cara: comida, água e luz

A chuva intensa e a seca severa afetam a produção agrícola e pressionam o preço dos alimentos. No El Niño de 2015, por exemplo, gastos com comida subiram 12%. Seca prolongada também reduz a geração hidrelétrica e pode elevar as tarifas de energia. No Sudeste, há risco de insegurança hídrica semelhante ao cenário de São Paulo em 2015, com reservatórios em níveis baixos.

7. Seca severa e ondas de calor

O Brasil enfrentou a pior seca de sua história no último El Niño, que atingiu mais de 80% dos municípios do país em 2024. Para 2026 e 2027, especialistas alertam sobre a possibilidade de novos períodos de estiagem intensa e temperaturas acima da média. O calor extremo também tem se tornado cada vez mais frequente: há 60 anos, o Brasil registrava 7 dias de ondas de calor por ano; hoje, esse número chega a 52 dias. Mais de 48 mil brasileiros morreram em duas décadas em decorrência do calor extremo, principalmente idosos, mulheres, pessoas negras e de baixa escolaridade (Fiocruz, 2024).

8. Fim dos combustíveis fósseis

Reduzir o uso de petróleo, carvão e gás e frear novas explorações, como na Foz do Amazonas, ajudam a conter a intensificação da crise climática. A queima de combustíveis fósseis é a principal causa do aquecimento global e grande parte desse calor é absorvida pelos oceanos, agravando fenômenos climáticos como o El Niño. Ecossistemas marinhos, como os recifes de coral, ajudam a proteger o litoral — onde mora a maioria dos brasileiros — contra tempestades e erosões, mas o aumento de temperatura do oceano pode causar seu branqueamento, como ocorreu em 2024, gerando um impacto em cadeia: prejudica a renda de pequenos pescadores e a segurança alimentar da população, já que a pesca artesanal é responsável por mais de 60% dos pescados no país.

9. Agronegócio: vilão e vítima

A agricultura está entre os setores mais afetados pelos eventos climáticos extremos. Ao mesmo tempo, o avanço da agropecuária sobre os biomas brasileiros impulsiona o desmatamento, principal fonte de emissões do país, agravando os impactos do El Niño. Em vez de fortalecer ações de adaptação e mitigação, a bancada ruralista tem promovido medidas que enfraquecem a proteção ambiental, como mudanças no licenciamento ambiental e ameaças à Moratória da Soja.


10. Saiba o que fazer diante do El Niño



Em ano de eleição, devemos lembrar que o El Niño é natural, mas a gravidade de seus impactos não. 
União, estados e municípios têm responsabilidade de agir antes do pior acontecer, investindo em ciência, infraestrutura, defesa civil e proteção ambiental para reduzir danos e perdas humanas. Além de acompanhar alertas meteorológicos, cobre da prefeitura, da escola e dos órgãos públicos a existência de planos de adaptação climática e prevenção a desastres, principalmente para as famílias vulnerabilizadas.

🟥Lembre-se: seu voto vale e faz a diferença! 
Escolha candidaturas que se preocupam em salvar vidas e que têm propostas por moradias dignas e seguras, arborização e permeabilidade nas cidades, combate ao desmatamento e fiscalização contra crimes ambientais.




20 de agosto de 2026

A biodiversidade e as mudanças climáticas | Um Pacto pelo Clima #4​

 


Biodiversidade e desenvolvimento econômico podem coexistir?
No episódio de hoje, da série Um Pacto pelo Clima, vamos explorar a importância da biodiversidade, como ela é afetada pelas mudanças climáticas e de que modo podemos agir para protegê-la, contando inclusive com benefícios econômicos nesse processo.​



6 de agosto de 2026

Michael Jackson - Earth Song ( Canção da Terra)

Nesse vídeo Machel Jachson faz uma profecia: As imagens nos remete a Amazônia e a situação que o Planeta poderá ficar se a humanidade não respeitar e proteger a natureza.    




O curta-metragem de "Earth Song", de Michael Jackson — seu single mais vendido no Reino Unido —, rendeu a Michael o prêmio Doris Day Music Award, concedido pela organização Humane Society no âmbito do Genesis Awards. 
A necessidade urgente de abordar as questões que afetam o planeta e todos os seus habitantes estava no centro das preocupações de Michael ao criar essa música e o curta-metragem; questões que são ainda mais urgentes hoje.

Refrão:
Você já parou para notar
Todas as crianças mortas pela guerra?
Você já parou para notar
Esta Terra que chora, estas margens em pranto?
Ah, ooh
Ah, ooh

Para quem tiver interesse, abaixo o link dos vídeos utilizados: clipe Earth Song (remasterizado):

Hiroshima: Imagens raras de um mundo destruído

"Lembrar de grandes tragédias, episódios sombrios, erros históricos ou crimes chocantes, sem dúvida é doloroso, mas é um alerta essencial para que a humanidade não repita os mesmos atos..."




Em 6 de agosto de 1945, às 8h15, um clarão brilhante incendiou o céu de Hiroshima. Uma gigantesca coluna de fumaça sobe acima da cidade. A primeira bomba nuclear da história acaba de ser lançada na maior metrópole do oeste do Japão. Este novo documentário mostra essa tragédia por dentro, usando fotos tiradas naquele dia.


4 de agosto de 2026

Previsão do Serviço Nacional de Meteorologia da NOAA dos Estados Unidos sobre o EL NIÑO

O fenômeno El Niño está se formando e deve se intensificar, segundo meteorologistas da NOAA

Um período prolongado de temperaturas acima da média no Pacífico equatorial deverá atingir o pico neste inverno.



Imagens de satélite mostrando a diferença entre a temperatura média da superfície do mar no Equador, no Oceano Pacífico tropical (representada por vários tons de vermelho e laranja para indicar o calor), durante a primeira semana de junho de 2026, e a linha de base utilizada pelo programa Coral Reef Watch da NOAA. (Crédito da imagem: NOAA Satellites)


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Brasil não está preparado para enfrentar essa onda de eventos climáticos extremos, diz professor

Paulo Ataxo afirma nesse vídeo que são os Municípios os responsáveis na adaptação para o enfrentamento da Crise climática e os Eventos extremos que iremos enfrentar.

 

UOL


Paulo Artaxo, professor de Física Atmosférica e diretor do Centro de Estudos da Amazônia Sustentável da USP, alerta para a grave vulnerabilidade do Brasil diante da intensificação de eventos climáticos extremos e a carência de infraestrutura adequada
UOL News vai ao ar de segunda a sexta-feira em duas edições: às 10h e às 16h. 
Aos sábados, o UOL News é exibido às 11h e 16h, e aos domingos, às 14h. O programa é sempre ao vivo e traz as principais notícias do dia com entrevistas e análise de colunistas.

ONU alerta: El Niño ganha força e eleva risco de eventos extremos

 

Olhar Digital

O fenômeno climático El Niño deve continuar se intensificando nos próximos meses e atingir uma fase de alta intensidade entre agosto e outubro de 2026, segundo uma nova atualização divulgada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da Organização das Nações Unidas (ONU) especializada em clima e meteorologia. 

Olhar Digital

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"HERZOG: O CRIME QUE ABALOU A DITADURA" - DOCUMENTÁRIO ORIGINAL COMPLETO

 


HERZOG: O crime que abalou a ditadura - Assista ao documentário completo e original do ICL


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Sequestrados políticos falam sobre torturas sofridas no DOI-Codi

 

TV Unicamp


Neste vídeo, 5 sequestrados políticos, Emilio Ivo Ulrich, Michel Labaki, Ana Maria Estevão, Aton Fon Filho e Antônio Carlos Fon falam sobre as torturas sofridas no DOI-Codi, um dos centros de detenção e tortura mais ativos durante a Ditadura Militar, em São Paulo
O prédio foi tombado em 2014 e é objeto de ação civil pública para transformá-lo em memorial. 
Os sequestrados políticos foram ouvidos durante uma visita ao Laboratório de Arqueologia Pública da Unicamp, que possui a guarda provisória de cerca de 350 objetos encontrados durante escavações arqueológicas realizadas no DOI-Codi.

Ficha técnica
Produção e reportagem - Hebe Rios 
Imagens - Marcos Botelho Jr. e João Ricardo - Boi 
Edição - Kleber Casabllanca 
Edição de capa - Alex Calixto e Paulo Cavalheri

22 de julho de 2026

Moradores são removidos após cheia do Rio Taquari no RS | LIVE CNN

 



O Rio Taquari em Lajeado, no Rio Grande do Sul, atingiu a cota de inundação com mais de 20 metros, na manhã desta quarta-feira (22). Em apenas uma hora, o rio acumulou 85 cm de água, mais da metade do esperado para o volume previsto para o mês de julho na região, segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). #cnnbrasil


Brasil em Alerta: por que sua cidade pode ser pega de surpresa?

 



O Brasil está em alerta climático. 

Mas isso não significa que todo lugar terá o mesmo problema ao mesmo tempo. Nesta aula do Aula Pronta Digital, vamos entender por que a previsão sazonal é tão importante para interpretar o clima dos próximos meses no Brasil. O vídeo mostra como o El Niño pode influenciar o padrão de chuva e temperatura, mas também explica por que não devemos transformar uma tendência climática em previsão exata para cada cidade.
. A pergunta central da aula é: 
De que lado do mapa está a sua cidade? Em algumas regiões, o risco pode estar ligado ao excesso de chuva, instabilidade e eventos extremos. Em outras, o problema pode ser o calor acima da média, a chuva abaixo do normal, a vegetação mais seca, o risco de queimadas e os impactos na agropecuária. . A aula também explica uma ideia importante:
Calor acima da média + chuva de menos = vegetação ressecada.
. Isso afeta cidades, áreas rurais, pastagens, culturas agrícolas, abastecimento, saúde da população e planejamento da Defesa Civil. O objetivo não é causar medo, mas mostrar por que acompanhar fontes oficiais, entender mapas climáticos e agir com antecedência pode evitar prejuízos. 
Aula Pronta Digital — aulas completas para estudar, ensinar e revisar. Temas abordados:
  • Brasil em alerta;
  • El Niño 2026;
  • previsão sazonal;
  • calor acima da média;
  • chuva irregular;
  • risco de fogo;
  • vegetação ressecada;
  • agropecuária;
  • Defesa Civil;
  • mudanças climáticas;
  • Geografia e Meio Ambiente;
  • Atualidades.    
Antes de usar dados numéricos em aula ou publicação, confira as atualizações em fontes oficiais como INMET, CPTEC/INPE, Cemaden, Defesa Civil e boletins estaduais.


15 de julho de 2026

O GOVERNO TRUMP TIROU DO AR O SITE DO GOVERNO SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS, MAS OS CIENTISTAS RECONSTRUÍRAM O SITE E O COLOCOU NO AR NOVAMENTE



Quando um site público sobre clima saiu do ar e centenas de cientistas federais perderam seus cargos, parecia que anos de pesquisas, relatórios e dados ambientais simplesmente desapareceriam da vista da população.
Mas um grupo de ex-funcionários da NOAA decidiu não aceitar esse apagão científico.
À frente da mobilização estava Rebecca Lindsey, ex-diretora do programa responsável pelo antigo climate.gov. Com ela, mais de 80 pesquisadores voluntários começaram uma espécie de reconstrução contra o tempo: recuperar, organizar e recolocar no ar informações climáticas que antes estavam disponíveis ao público.
O resultado foi o climate.us, uma plataforma independente criada para preservar esse acervo. Mais de mil relatórios e conjuntos de dados sobre clima foram recatalogados e restaurados, impedindo que décadas de conhecimento científico fossem enterradas por decisões políticas.
A iniciativa só avançou graças ao apoio popular. Cerca de 2.500 doadores contribuíram coletivamente com US$ 250 mil, valor que cobriu aproximadamente um terço do orçamento operacional do projeto.
Para especialistas em clima, o novo site vai além de um arquivo digital. Ele ajuda cidadãos comuns a entenderem como grandes mudanças climáticas globais se conectam diretamente com suas cidades, seus bairros e suas vidas.
No fim, o que nasceu de uma tentativa de silenciamento virou um símbolo de resistência científica: um refúgio permanente para dados públicos essenciais sobre o planeta em transformação.
Fonte: Bonasia, C. (2026). Fired Scientists Revive the Climate Website Trump Shut Down. The Energy Mix.

11 de julho de 2026

Super El Niño: Brasil se prepara para novo ciclo de eventos climáticos

  



A previsão de um El Niño mais intenso levou o governo federal a reforçar as ações de prevenção às queimadas
Estados e o Distrito Federal terão trinta dias para apresentar planos de enfrentamento ao fenômeno climático. 
Isso significa que as forças de segurança e as defesas civis intensificam o alerta e o monitoramento.