ALDEIA 7 : Natureza Meio Ambiente - Ciência - Política
Biodiversidade, Desiquilíbrio Climático, Sustentabilidade, Desmatamento, Poluição, Fauna e Flora e a Importância da Água na Manutenção da Vida e Ciência.
6 de setembro de 2026
3 de setembro de 2026
SUPER EL NIÑO NO BRASIL: o que esperar?
Esse personagem invisível mora no meio do Oceano Pacífico. Quando ele aparece, o Brasil se parte em dois: o Norte seca e pega fogo, enquanto o Sul se afoga. E os órgãos como INMET e NOAA já avisam que uma nova edição está chegando em 2026, com previsão de ser uma das mais fortes já medidas.
Para entender por que a de 2023 foi a pior seca da história da Amazônia, mergulhamos na ciência. O pesquisador Antonio Donato Nobre explica como a floresta fabrica a própria chuva em O Futuro Climático da Amazônia; um estudo da USP mede quanto o desmatamento pesou na estiagem; e o historiador Mike Davis mostra, em Holocaustos Coloniais, um padrão que se repete desde 1877. Só que aqui vem a parte que não depende do Pacífico. O aviso chegou meses antes da água ferver, o país tinha alerta, ciência e lei na mesa, e mesmo assim foi pego de surpresa.
Paulo Jubilut
23 de agosto de 2026
Super El Niño 2026: 10 fatos que você precisa saber
Saiba o que é o El Niño, sua relação com a crise climática e como se preparar para a seca, enchentes, queimadas e ondas de calor.
Os impactos do El Niño no Brasil costumam incluir o agravamento de secas, enchentes, ondas de calor, incêndios florestais, branqueamento de corais e aumento no preço de alimentos. Na última passagem do El Niño, em 2024, o país enfrentou a maior estiagem da história — com rios secos, queimadas intensas e muita fumaça na Amazônia e no Pantanal — e fortes chuvas, como as causadoras das enchentes no Rio Grande do Sul, o pior desastre climático do estado.
Quando esses eventos extremos se combinam com falta de planejamento público, os prejuízos sociais, econômicos e ambientais aumentam.
1. Como o El Niño afeta as regiões do Brasil?
Os impactos do El Niño variam entre as regiões. No Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o fenômeno agrava a seca, o calor extremo e as queimadas. No Sudeste, favorece ondas de calor, baixa umidade e insegurança hídrica. No Sul, geralmente provoca chuvas acima da média, enchentes e deslizamentos. Em todo o Brasil, os preços dos alimentos, da água e da energia podem aumentar.
2. O que significa El Niño?
Segundo a agência científica NOAA, o nome El Niño surgiu há cerca de 200 anos, quando pescadores peruanos observaram que as águas do Oceano Pacífico ficavam mais quentes em determinados períodos, geralmente próximos ao Natal. Em homenagem ao Menino Jesus, eles passaram a chamar o fenômeno de “o menino” em espanhol.
3. Qual a relação entre El Niño e mudanças climáticas?
O El Niño está associado ao aquecimento das águas do oceano. Em um planeta mais quente devido às emissões de gases de efeito estufa (GEE), os oceanos absorvem cerca de 90% do excesso de calor gerado pela crise climática, influenciando regimes de chuva e vento, e potencializando eventos extremos.
4. Super El Niño não é alarme, é alerta
Ainda não é possível prever a intensidade do El Niño, mas os sistemas de monitoramento indicam que o fenômeno chegou e que precisamos de ação climática urgente, como mostram os efeitos das fortes chuvas, secas e ondas de calor nos últimos anos. De acordo com a plataforma Adapta Brasil, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), 65% dos municípios brasileiros têm baixa capacidade de adaptação climática, um alerta do quanto precisamos nos antecipar antes das tragédias acontecerem.
5. Risco de queimadas e fumaça
A maioria dos incêndios florestais tem origem humana. Em anos de El Niño, as queimadas tendem a se intensificar, como foi em 2024, quando a fumaça atingiu 10 estados da Amazônia e do Pantanal, aumentando problemas respiratórios, especialmente entre populações indígenas, ribeirinhas e periféricas. Relatório do Greenpeace mostra que a qualidade do ar violou as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS). O desmatamento e a degradação da floresta favorecem a propagação do fogo, que amplia as emissões, retroalimentando a crise climática.
Apoie o Greenpeace Brasil e faça a diferença!
6. Conta mais cara: comida, água e luz
A chuva intensa e a seca severa afetam a produção agrícola e pressionam o preço dos alimentos. No El Niño de 2015, por exemplo, gastos com comida subiram 12%. Seca prolongada também reduz a geração hidrelétrica e pode elevar as tarifas de energia. No Sudeste, há risco de insegurança hídrica semelhante ao cenário de São Paulo em 2015, com reservatórios em níveis baixos.
7. Seca severa e ondas de calor
O Brasil enfrentou a pior seca de sua história no último El Niño, que atingiu mais de 80% dos municípios do país em 2024. Para 2026 e 2027, especialistas alertam sobre a possibilidade de novos períodos de estiagem intensa e temperaturas acima da média. O calor extremo também tem se tornado cada vez mais frequente: há 60 anos, o Brasil registrava 7 dias de ondas de calor por ano; hoje, esse número chega a 52 dias. Mais de 48 mil brasileiros morreram em duas décadas em decorrência do calor extremo, principalmente idosos, mulheres, pessoas negras e de baixa escolaridade (Fiocruz, 2024).
8. Fim dos combustíveis fósseis
Reduzir o uso de petróleo, carvão e gás e frear novas explorações, como na Foz do Amazonas, ajudam a conter a intensificação da crise climática. A queima de combustíveis fósseis é a principal causa do aquecimento global e grande parte desse calor é absorvida pelos oceanos, agravando fenômenos climáticos como o El Niño. Ecossistemas marinhos, como os recifes de coral, ajudam a proteger o litoral — onde mora a maioria dos brasileiros — contra tempestades e erosões, mas o aumento de temperatura do oceano pode causar seu branqueamento, como ocorreu em 2024, gerando um impacto em cadeia: prejudica a renda de pequenos pescadores e a segurança alimentar da população, já que a pesca artesanal é responsável por mais de 60% dos pescados no país.
9. Agronegócio: vilão e vítima
A agricultura está entre os setores mais afetados pelos eventos climáticos extremos. Ao mesmo tempo, o avanço da agropecuária sobre os biomas brasileiros impulsiona o desmatamento, principal fonte de emissões do país, agravando os impactos do El Niño. Em vez de fortalecer ações de adaptação e mitigação, a bancada ruralista tem promovido medidas que enfraquecem a proteção ambiental, como mudanças no licenciamento ambiental e ameaças à Moratória da Soja.
10. Saiba o que fazer diante do El Niño
Em ano de eleição, devemos lembrar que o El Niño é natural, mas a gravidade de seus impactos não.
🟥Lembre-se: seu voto vale e faz a diferença!
20 de agosto de 2026
A biodiversidade e as mudanças climáticas | Um Pacto pelo Clima #4
6 de agosto de 2026
Michael Jackson - Earth Song ( Canção da Terra)
Nesse vídeo Machel Jachson faz uma profecia: As imagens nos remete a Amazônia e a situação que o Planeta poderá ficar se a humanidade não respeitar e proteger a natureza.
Hiroshima: Imagens raras de um mundo destruído
"Lembrar de grandes tragédias, episódios sombrios, erros históricos ou crimes chocantes, sem dúvida é doloroso, mas é um alerta essencial para que a humanidade não repita os mesmos atos..."
4 de agosto de 2026
Previsão do Serviço Nacional de Meteorologia da NOAA dos Estados Unidos sobre o EL NIÑO
O fenômeno El Niño está se formando e deve se intensificar, segundo meteorologistas da NOAA
Brasil não está preparado para enfrentar essa onda de eventos climáticos extremos, diz professor
Paulo Ataxo afirma nesse vídeo que são os Municípios os responsáveis na adaptação para o enfrentamento da Crise climática e os Eventos extremos que iremos enfrentar.
ONU alerta: El Niño ganha força e eleva risco de eventos extremos
O fenômeno climático El Niño deve continuar se intensificando nos próximos meses e atingir uma fase de alta intensidade entre agosto e outubro de 2026, segundo uma nova atualização divulgada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da Organização das Nações Unidas (ONU) especializada em clima e meteorologia.
"HERZOG: O CRIME QUE ABALOU A DITADURA" - DOCUMENTÁRIO ORIGINAL COMPLETO
Sequestrados políticos falam sobre torturas sofridas no DOI-Codi
22 de julho de 2026
Moradores são removidos após cheia do Rio Taquari no RS | LIVE CNN
Brasil em Alerta: por que sua cidade pode ser pega de surpresa?
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16 de julho de 2026
15 de julho de 2026
O GOVERNO TRUMP TIROU DO AR O SITE DO GOVERNO SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS, MAS OS CIENTISTAS RECONSTRUÍRAM O SITE E O COLOCOU NO AR NOVAMENTE
Quando um site público sobre clima saiu do ar e centenas de cientistas federais perderam seus cargos, parecia que anos de pesquisas, relatórios e dados ambientais simplesmente desapareceriam da vista da população.
Mas um grupo de ex-funcionários da NOAA decidiu não aceitar esse apagão científico.
À frente da mobilização estava Rebecca Lindsey, ex-diretora do programa responsável pelo antigo climate.gov. Com ela, mais de 80 pesquisadores voluntários começaram uma espécie de reconstrução contra o tempo: recuperar, organizar e recolocar no ar informações climáticas que antes estavam disponíveis ao público.
O resultado foi o climate.us, uma plataforma independente criada para preservar esse acervo. Mais de mil relatórios e conjuntos de dados sobre clima foram recatalogados e restaurados, impedindo que décadas de conhecimento científico fossem enterradas por decisões políticas.
A iniciativa só avançou graças ao apoio popular. Cerca de 2.500 doadores contribuíram coletivamente com US$ 250 mil, valor que cobriu aproximadamente um terço do orçamento operacional do projeto.
Para especialistas em clima, o novo site vai além de um arquivo digital. Ele ajuda cidadãos comuns a entenderem como grandes mudanças climáticas globais se conectam diretamente com suas cidades, seus bairros e suas vidas.
No fim, o que nasceu de uma tentativa de silenciamento virou um símbolo de resistência científica: um refúgio permanente para dados públicos essenciais sobre o planeta em transformação.
Fonte: Bonasia, C. (2026). Fired Scientists Revive the Climate Website Trump Shut Down. The Energy Mix.
