"Os bons ideais aproximam as pessoas que olham o mundo não apenas para si, mas para todos"Rivaldo R. Ribeiro

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4 de agosto de 2026

Previsão do Serviço Nacional de Meteorologia da NOAA dos Estados Unidos sobre o EL NIÑO

O fenômeno El Niño está se formando e deve se intensificar, segundo meteorologistas da NOAA

Um período prolongado de temperaturas acima da média no Pacífico equatorial deverá atingir o pico neste inverno.



Imagens de satélite mostrando a diferença entre a temperatura média da superfície do mar no Equador, no Oceano Pacífico tropical (representada por vários tons de vermelho e laranja para indicar o calor), durante a primeira semana de junho de 2026, e a linha de base utilizada pelo programa Coral Reef Watch da NOAA. (Crédito da imagem: NOAA Satellites)


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Brasil não está preparado para enfrentar essa onda de eventos climáticos extremos, diz professor

Paulo Ataxo afirma nesse vídeo que são os Municípios os responsáveis na adaptação para o enfrentamento da Crise climática e os Eventos extremos que iremos enfrentar.

 

UOL


Paulo Artaxo, professor de Física Atmosférica e diretor do Centro de Estudos da Amazônia Sustentável da USP, alerta para a grave vulnerabilidade do Brasil diante da intensificação de eventos climáticos extremos e a carência de infraestrutura adequada
UOL News vai ao ar de segunda a sexta-feira em duas edições: às 10h e às 16h. 
Aos sábados, o UOL News é exibido às 11h e 16h, e aos domingos, às 14h. O programa é sempre ao vivo e traz as principais notícias do dia com entrevistas e análise de colunistas.

ONU alerta: El Niño ganha força e eleva risco de eventos extremos

 

Olhar Digital

O fenômeno climático El Niño deve continuar se intensificando nos próximos meses e atingir uma fase de alta intensidade entre agosto e outubro de 2026, segundo uma nova atualização divulgada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da Organização das Nações Unidas (ONU) especializada em clima e meteorologia. 

Olhar Digital

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22 de julho de 2026

Moradores são removidos após cheia do Rio Taquari no RS | LIVE CNN

 



O Rio Taquari em Lajeado, no Rio Grande do Sul, atingiu a cota de inundação com mais de 20 metros, na manhã desta quarta-feira (22). Em apenas uma hora, o rio acumulou 85 cm de água, mais da metade do esperado para o volume previsto para o mês de julho na região, segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). #cnnbrasil


Brasil em Alerta: por que sua cidade pode ser pega de surpresa?

 



O Brasil está em alerta climático. 

Mas isso não significa que todo lugar terá o mesmo problema ao mesmo tempo. Nesta aula do Aula Pronta Digital, vamos entender por que a previsão sazonal é tão importante para interpretar o clima dos próximos meses no Brasil. O vídeo mostra como o El Niño pode influenciar o padrão de chuva e temperatura, mas também explica por que não devemos transformar uma tendência climática em previsão exata para cada cidade.
. A pergunta central da aula é: 
De que lado do mapa está a sua cidade? Em algumas regiões, o risco pode estar ligado ao excesso de chuva, instabilidade e eventos extremos. Em outras, o problema pode ser o calor acima da média, a chuva abaixo do normal, a vegetação mais seca, o risco de queimadas e os impactos na agropecuária. . A aula também explica uma ideia importante:
Calor acima da média + chuva de menos = vegetação ressecada.
. Isso afeta cidades, áreas rurais, pastagens, culturas agrícolas, abastecimento, saúde da população e planejamento da Defesa Civil. O objetivo não é causar medo, mas mostrar por que acompanhar fontes oficiais, entender mapas climáticos e agir com antecedência pode evitar prejuízos. 
Aula Pronta Digital — aulas completas para estudar, ensinar e revisar. Temas abordados:
  • Brasil em alerta;
  • El Niño 2026;
  • previsão sazonal;
  • calor acima da média;
  • chuva irregular;
  • risco de fogo;
  • vegetação ressecada;
  • agropecuária;
  • Defesa Civil;
  • mudanças climáticas;
  • Geografia e Meio Ambiente;
  • Atualidades.    
Antes de usar dados numéricos em aula ou publicação, confira as atualizações em fontes oficiais como INMET, CPTEC/INPE, Cemaden, Defesa Civil e boletins estaduais.


11 de julho de 2026

Super El Niño: Brasil se prepara para novo ciclo de eventos climáticos

  



A previsão de um El Niño mais intenso levou o governo federal a reforçar as ações de prevenção às queimadas
Estados e o Distrito Federal terão trinta dias para apresentar planos de enfrentamento ao fenômeno climático. 
Isso significa que as forças de segurança e as defesas civis intensificam o alerta e o monitoramento.


10 de julho de 2026

Risco climático já influencia investimentos, operações e lucros das empresas no Brasil

Entenda como o risco climático passa a influenciar cada vez mais o sistema financeiro brasileiro.

Jade Ramos

15/06/2026 às 09:41


Eventos meteorológicos extremos na América do Sul terão impactos significativos na economia brasileira e risco climático passa a ganhar cada vez mais relevância no Brasil.
Os eventos meteorológicos extremos na América do Sul já começam a provocar uma transformação silenciosa e profunda dentro da economia brasileira.
Em meio ao aumento da frequência e intensidade de eventos extremos, como secas prolongadas, enchentes históricas, ondas de calor e tempestades severas, o risco climático deixa de ser tratado apenas como um impacto ambiental, e sim continuidade operacional, exposição financeira, resiliência da cadeia e capacidade de antecipação.
Hoje, as variáveis meteorológicas como chuva, temperatura, umidade e ventos, já influenciam diretamente operações logísticas, planejamento energético, produtividade agrícola, estratégias financeiras e a precificação de ativos e seguros. Com a evolução dessas análises nos últimos anos, o clima passou a ser considerado um fator de risco econômico e muitas empresas precisam introduzir dentro dos seus custos operacionais, um planejamento para eventos meteorológicos extremos, afim de mapear possíveis perdas financeiras em seus ativos associados as condições meteorológicas.
Diante desse cenário, o risco climático está cada vez mais evidente, na medida em que ocorrem sistemas meteorológicos com potencial extremo sobre a América do Sul.
Logo, estamos diante da vulnerabilidade de setores altamente dependentes das condições meteorológicas.
Com isso, a chamada “inteligência climática” ganha espaço nas estratégias corporativas e reforça a importância da previsão do tempo não apenas como ferramenta de monitoramento, mas como instrumento de perfomance financeira.

Mais do que antecipar chuva ou calor, empresas agora precisam prever impactos financeiros, operacionais e estruturais de maneira cada vez mais tecnológica, antecipada e precisa.

Setores mais afetados do mercado brasileiro

Entre os setores mais impactados, o Agronegócio segue como um dos mais sensíveis, já que depende diretamente do comportamento de chuvas, temperatura, umidade do solo e da ocorrência de extremos meteorológicos, as consequências, podem ser inevitáveis e difícies de digerir no sistema financeiro:
  • Quebras de safra,
  • Alterações no calendário agrícola,
  • Variações de custo logísticos,
  • Produtividade,
  • Preços mais competitivos,
  • Custo de exportação.
O setor de energia também entra no centro dessa discussão. Períodos prolongados de seca afetam reservatórios e a geração hidrelétrica, enquanto ondas de calor elevam a demanda por eletricidade e pressionam o sistema. Em um país com forte dependência de fontes expostas ao clima, a meteorologia passa a ser variável estratégica para segurança energética e previsibilidade operacional. 

  • Nas hidrelétricas, o regime de chuvas é decisivo para o nível dos reservatórios e para a vazão dos rios, o que influencia a capacidade de geração e o planejamento da operação, especialmente em períodos de seca prolongada ou de chuvas irregulares.
  • Na geração eólica, a intensidade, a constância e a direção dos ventos determinam a produtividade dos parques, de modo que mudanças no comportamento atmosférico podem alterar a previsibilidade da entrega de energia.
  • Já a fonte solar é sensível à nebulosidade, à radiação disponível e também à temperatura: embora dias mais quentes possam sugerir maior geração, o excesso de calor pode reduzir a eficiência dos painéis.
  • Entre as fontes não renováveis, as termoelétricas sofrem com ondas de calor e escassez hídrica, que podem elevar a demanda justamente quando aumentam as restrições de resfriamento e de operação.
  • No caso das usinas nucleares, a temperatura da água usada no resfriamento e a disponibilidade hídrica também são fatores críticos, já que extremos térmicos ou hidrológicos podem exigir ajustes operacionais por razões de segurança e eficiência.

Em conjunto, essas variáveis mostram que o clima não interfere apenas no volume gerado de energia, mas na confiabilidade, no custo e na gestão estratégica de toda a matriz elétrica.
Na logística e na infraestrutura, a ocorrência de enchentes, tempestades e deslizamentos comprometem rodovias, portos, ferrovias e centros de distribuição, afetando prazos, custos e continuidade de operações. Enquanto no varejo e a indústria, por sua vez, sofrem os reflexos dessas rupturas ao longo da cadeia produtiva, seja na distribuição de mercadorias, no abastecimento de insumos ou no funcionamento das unidades.
O mercado segurador e o sistema financeiro também já sentem os efeitos de um cenário climático mais desafiador. O aumento da recorrência de eventos extremos pressiona a precificação de apólices, amplia a percepção de risco e exige modelos mais sofisticados para análise de exposição.
Para investidores e instituições financeiras, risco climático passa a influenciar concessão de crédito, avaliação de ativos, governança e decisões de alocação de capital.
Atualmente, a previsão do tempo já faz parte do planejamento operacional de diversos setores da economia. Porém, em um cenário de eventos climáticos cada vez mais extremos, monitorar apenas as condições meteorológicas não será suficiente.
As empresas precisarão evoluir para uma gestão mais ampla do risco climático, capaz de identificar vulnerabilidades e antecipar impactos que podem resultar em perdas financeiras, danos a ativos, interrupções na cadeia de suprimentos, redução de produtividade e maior pressão por parte de investidores e seguradoras.
O clima passa, assim, a ocupar uma posição estratégica dentro das decisões de negócio.

Parte dessas decisões serão influenciadas pelas mudanças climáticas, conforme o artigo da Revista Internacional de Análise Financeira:
“As mudanças climáticas geram uma série de flutuações financeiras, desencadeiam riscos financeiros sistêmicos e colocam em risco a segurança e a estabilidade do setor financeiro. Cientistas já apontam há alguns anos, que o risco climático pode ser a causa de perdas globais de ativos financeiros de até US$ 24 trilhões.“
Gestão de riscos climáticos, como as empresas podem se beneficiar da sustentabilidade corporativa?

Nesse momento, o clima passa a ser visto de forma uníssona ao cenário econômico e caminhar lado a lado com a gestão de riscos e a sustentabilidade corporativa.
Se antes, o clima era visto de forma secundária em um modelo de negócio.
Atualmente, a condição climática pode ditar as regras de uma empresa, de toda uma operação e de estratégias comerciais.
Isso exige das empresas uma visão mais integrada entre prevenção, adaptação, compliance, resiliência e planejamento de longo prazo.
Mais do que responder a desastres quando eles acontecem, a agenda corporativa passa a demandar capacidade de antecipação. Isso envolve monitorar vulnerabilidades, mapear impactos sobre ativos críticos, criar planos de contingência, revisar cadeias de suprimento e incorporar variáveis climáticas à tomada de decisão com mais consistência.
A previsão do tempo entra nesse jogo, porque é no monitoramento meteorológico que podemos garantir segurança em uma estratégia comercial.
E a medida em que avançamos em tecnologias de previsão do tempo, excelência no monitoramento e precisão, estaremos mitigando os impactos dos eventos extremos no Brasil.
A mudança é relevante também do ponto de vista reputacional e regulatório. À medida que investidores, clientes, seguradoras e o próprio mercado passam a exigir maior transparência sobre exposição e gestão de risco climático, empresas que tratam o tema de forma estruturada tendem a sair na frente. Não apenas por reduzir perdas, mas por melhorar sua capacidade de adaptação, proteger operações e sustentar competitividade em um cenário mais volátil.
Nesse contexto, a inteligência climática se consolida como aliada da gestão mais moderna. Ao transformar dados meteorológicos em informação aplicada ao negócio, ela ajuda empresas a agir antes do impacto, reduzir incertezas e tomar decisões mais qualificadas.
Em um país cada vez mais exposto a eventos meteorológicos extremos, apenas realizar uma previsão do tempo, já não basta: será cada vez mais necessário entender o que a previsão do tempo significa para a operação, para o fluxo de caixa e para o futuro das empresas brasileiras.

E para continuar acompanhando mais atualizações sobre riscos climáticos no Brasil, consulte o site e os canais da Climatempo.



9 de julho de 2026

El Niño chegou! Quais os riscos para o Brasil?

 



Olhar Digital

No dia 11 de junho de 2026, a chegada do El Niño foi oficialmente confirmada por centros meteorológicos internacionais. O fenômeno, que ocorre quando as águas do Pacífico Equatorial apresentam temperaturas acima da média, pode influenciar o regime de chuvas e as temperaturas em diversas partes do mundo – e o Brasil não está fora dessa. Pelo contrário: por aqui, os impactos podem ser avassaladores, cobrando um preço alto da nossa infraestrutura e, principalmente, colocando milhares de vidas e comunidades inteiras em risco. Por isso, o diagnóstico acendeu o sinal de alerta máximo em governos estaduais, defesas civis e no setor do agronegócio. Na semana passada, lançamos outro especial sobre o El Niño, que você pode conferir aqui:    • El Niño vai transformar o clima no Brasil;...   Hoje, vamos focar nos efeitos aqui no Brasil! Olhar Digital Bem-vindo ao Olhar Digital, o maior canal de tecnologia do Brasil! Aqui você encontra notícias, análises e reviews. Tudo o que você precisa saber sobre inteligência artificial, gadgets, inovação, exploração espacial, astronomia, big techs, descobertas arqueológicas, games e tudo o que envolve o universo digital e da Ciência.

Texto de autoria do canal "Olhar Digital"


4 de julho de 2026

Super El Niño: Brasil se prepara para novo ciclo de eventos extremos

 

TV 247


Após enchentes históricas no Sul, secas severas na Amazônia e recordes de calor em diversas regiões do país, cientistas monitoram a formação de um novo El Niño que pode intensificar os extremos climáticos ao longo do segundo semestre de 2026. 
Embora ainda não haja confirmação de que o fenômeno atingirá a categoria de Super El Niño, o governo federal já mobiliza estruturas de prevenção e resposta para enfrentar possíveis impactos. 
Na reportagem da TV 247, o climatologista Paulo Artaxo e o diretor de Proteção Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Sotero, analisam os riscos e os desafios que o Brasil pode enfrentar nos próximos meses.

Apoie o 247 em brasil247.com/apoio:   




FENÔMENO NATURAL PREOCUPA CIENTISTAS NO MUNDO E PODE AFETAR O BRASIL

 

Instituto Conhecimento Liberta

No episódio programa de hoje, Gabriela Varella conversa com a pesquisadora Luciana Gatti sobre o El Niño, fenômeno natural que pode abalar o Brasil nos próximos meses.

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Ondas de calor na Europa são reflexo do aquecimento global, afirma Carlos Nobre

Pesquisador da USP explica que temperatura no norte do continente já subiu quase 4°C com o derretimento do gelo marinho e alerta que mundo pode atingir 1,5°C de aquecimento permanente até 2030

Por Redação TMC04/07/26 às 15h39

O climatologista Carlos Nobre, pesquisador sênior da Universidade de São Paulo, em entrevista para a TMC, afirmou que as ondas de calor extremas registradas na Europa nos últimos anos estão diretamente ligadas ao aquecimento global, fenômeno que atinge o mundo inteiro, mas de forma mais intensa no continente europeu. Segundo ele, o aquecimento bateu recordes em 2023, 2024 e 2025, e nos primeiros meses deste ano as temperaturas já chegaram a 45 graus em algumas regiões.
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Nobre lembrou que a ciência vem alertando há décadas que, quando a temperatura global chegasse a 1,5 grau, eventos extremos como ondas de calor, chuvas excessivas, secas, incêndios florestais, vendavais e ressacas nas costas passariam a acontecer com muito mais força, exatamente o que vem ocorrendo nos últimos anos, de acordo com o climatologista. 
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O pesquisador explicou que o norte da Europa, próximo ao Oceano Atlântico e ao mar de gelo, é uma das regiões que mais aqueceram no planeta. Isso porque o gelo reflete entre 50% e 70% da radiação solar, enquanto o mar, sem a cobertura de gelo, reflete apenas 6% a 7%. Com o derretimento, a temperatura na região já subiu quase 4 graus.
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Segundo Nobre, as ondas de calor recentes também têm relação com um sistema de alta pressão originado no norte da África, que cruza o Mediterrâneo e atinge boa parte da Europa, principalmente a Europa Ocidental. Esse sistema impede a formação de nuvens, o que faz o sol aquecer ainda mais a região. Em vários países europeus, a temperatura passou dos 40 graus, chegando a 47°C e 48°C em alguns pontos.

É preciso evitar um “Ecocídio

O climatologista defendeu que a discussão sobre o clima não deveria ser tratada como uma questão ideológica ou política. “Sem dúvida, a ciência já mostra com clareza que nós atingiremos 1,5 graus de aquecimento permanentemente até 2030”, afirmou. Segundo ele, é preciso agir imediatamente para evitar o que chamou de “ecocídio” — um suicídio ecológico.
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Carlos Nobre citou que as emissões de gases de efeito estufa bateram recorde em 2025 e continuam aumentando neste ano. Na COP 30, em Belém, o Brasil apresentou uma proposta para reduzir o desmatamento e acelerar o fim do uso de combustíveis fósseis, mas não houve consenso entre os países.
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Caso as emissões não sejam reduzidas de forma acelerada, o pesquisador afirmou que o mundo pode chegar a um aquecimento de 2 a 2,5 graus até 2050. Nesse cenário, o Brasil perderia a Amazônia, o Cerrado, o Pantanal e a Caatinga, os recifes de coral seriam extintos, e o permafrost — solo congelado na Sibéria e no norte do Canadá — começaria a descongelar, liberando uma quantidade enorme de gases de efeito estufa hoje aprisionados no gelo. “Se isso acontecer, pronto, acabou”, disse Nobre, ao afirmar que, nesse cenário, o aquecimento pode chegar a 3 ou 4 graus, configurando o que ele chama de “ecocídio”.
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Questionado sobre o que pode ser feito para ajudar as pessoas que sofrem com o calor extremo, Nobre citou o exemplo de Barcelona, que após ondas de calor fortes em 2022 que mataram muitas pessoas, criou locais com piscinas, ambiente climatizado e atendimento médico. A cidade passou a mapear pessoas vulneráveis — idosos, doentes e bebês — para removê-las a esses locais sempre que há previsão de onda de calor.

O pesquisador também mencionou que, na França, onde pessoas morreram afogadas ao tentar se refrescar em rios durante o calor extremo, várias escolas retiraram áreas de estacionamento sem vegetação e reflorestaram os espaços, o que reduziu a temperatura local entre 4 e 6 graus durante as ondas de calor.

“O Brasil é um dos países que menos tem vegetação nas cidades. Nós temos uma enorme responsabilidade de fazer uma grande restauração florestal”, afirmou Nobre. 
Ele citou ainda o exemplo de Singapura, onde um grande número de residências instalou telhados verdes, com plantas sobre as construções, como forma de amenizar o calor.



18 de junho de 2026

O que o El Niño 2026 reserva para o Brasil?

 

Climatempo

No fim de maio de 2026, a comunidade meteorológica mundial já não tinha mais dúvidas de que um novo El Niño estava em desenvolvimento no oceano Pacífico Equatorial e que influenciará o clima global no segundo semestre deste ano. Desde a primavera de 2025 já havia previsão de que 2026 seria um ano com El Niño. Este fenômeno oceânico-atmosférico é caracterizado pelo aquecimento acima do normal da água do mar, na região central e leste do oceano Pacifico Equatorial, e tem o poder de causar alterações no clima de vários países, tanto no Hemisfério Sul como no Hemisfério Norte. Mas qual será a intensidade deste El Niño? Poderá ocorrer um super El Niño
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A Climatempo lança agora o primeiro episódio da série "El Niño 2026". Nos próximos meses, você vai ficar sabendo mais sobre este importante fenômeno e seus impactos no clima do Brasil e do mundo.

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