O fenômeno El Niño está se formando e deve se intensificar, segundo meteorologistas da NOAA
Biodiversidade, Desiquilíbrio Climático, Sustentabilidade, Desmatamento, Poluição, Fauna e Flora e a Importância da Água na Manutenção da Vida e Ciência.
4 de agosto de 2026
Previsão do Serviço Nacional de Meteorologia da NOAA dos Estados Unidos sobre o EL NIÑO
Brasil não está preparado para enfrentar essa onda de eventos climáticos extremos, diz professor
Paulo Ataxo afirma nesse vídeo que são os Municípios os responsáveis na adaptação para o enfrentamento da Crise climática e os Eventos extremos que iremos enfrentar.
ONU alerta: El Niño ganha força e eleva risco de eventos extremos
O fenômeno climático El Niño deve continuar se intensificando nos próximos meses e atingir uma fase de alta intensidade entre agosto e outubro de 2026, segundo uma nova atualização divulgada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da Organização das Nações Unidas (ONU) especializada em clima e meteorologia.
22 de julho de 2026
Moradores são removidos após cheia do Rio Taquari no RS | LIVE CNN
Brasil em Alerta: por que sua cidade pode ser pega de surpresa?
- Brasil em alerta;
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- Geografia e Meio Ambiente;
- Atualidades.
11 de julho de 2026
Super El Niño: Brasil se prepara para novo ciclo de eventos climáticos
9 de julho de 2026
El Niño chegou! Quais os riscos para o Brasil?
No dia 11 de junho de 2026, a chegada do El Niño foi oficialmente confirmada por centros meteorológicos internacionais. O fenômeno, que ocorre quando as águas do Pacífico Equatorial apresentam temperaturas acima da média, pode influenciar o regime de chuvas e as temperaturas em diversas partes do mundo – e o Brasil não está fora dessa.
Pelo contrário: por aqui, os impactos podem ser avassaladores, cobrando um preço alto da nossa infraestrutura e, principalmente, colocando milhares de vidas e comunidades inteiras em risco. Por isso, o diagnóstico acendeu o sinal de alerta máximo em governos estaduais, defesas civis e no setor do agronegócio.
Na semana passada, lançamos outro especial sobre o El Niño, que você pode conferir aqui:
• El Niño vai transformar o clima no Brasil;...
Hoje, vamos focar nos efeitos aqui no Brasil!
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Texto de autoria do canal "Olhar Digital"
4 de julho de 2026
Super El Niño: Brasil se prepara para novo ciclo de eventos extremos
Após enchentes históricas no Sul, secas severas na Amazônia e recordes de calor em diversas regiões do país, cientistas monitoram a formação de um novo El Niño que pode intensificar os extremos climáticos ao longo do segundo semestre de 2026.
FENÔMENO NATURAL PREOCUPA CIENTISTAS NO MUNDO E PODE AFETAR O BRASIL
Ondas de calor na Europa são reflexo do aquecimento global, afirma Carlos Nobre
Por Redação TMC04/07/26 às 15h39
O climatologista Carlos Nobre, pesquisador sênior da Universidade de São Paulo, em entrevista para a TMC, afirmou que as ondas de calor extremas registradas na Europa nos últimos anos estão diretamente ligadas ao aquecimento global, fenômeno que atinge o mundo inteiro, mas de forma mais intensa no continente europeu. Segundo ele, o aquecimento bateu recordes em 2023, 2024 e 2025, e nos primeiros meses deste ano as temperaturas já chegaram a 45 graus em algumas regiões.
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Nobre lembrou que a ciência vem alertando há décadas que, quando a temperatura global chegasse a 1,5 grau, eventos extremos como ondas de calor, chuvas excessivas, secas, incêndios florestais, vendavais e ressacas nas costas passariam a acontecer com muito mais força, exatamente o que vem ocorrendo nos últimos anos, de acordo com o climatologista.
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Segundo Nobre, as ondas de calor recentes também têm relação com um sistema de alta pressão originado no norte da África, que cruza o Mediterrâneo e atinge boa parte da Europa, principalmente a Europa Ocidental. Esse sistema impede a formação de nuvens, o que faz o sol aquecer ainda mais a região. Em vários países europeus, a temperatura passou dos 40 graus, chegando a 47°C e 48°C em alguns pontos.
O climatologista defendeu que a discussão sobre o clima não deveria ser tratada como uma questão ideológica ou política. “Sem dúvida, a ciência já mostra com clareza que nós atingiremos 1,5 graus de aquecimento permanentemente até 2030”, afirmou. Segundo ele, é preciso agir imediatamente para evitar o que chamou de “ecocídio” — um suicídio ecológico.
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Carlos Nobre citou que as emissões de gases de efeito estufa bateram recorde em 2025 e continuam aumentando neste ano. Na COP 30, em Belém, o Brasil apresentou uma proposta para reduzir o desmatamento e acelerar o fim do uso de combustíveis fósseis, mas não houve consenso entre os países.
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Caso as emissões não sejam reduzidas de forma acelerada, o pesquisador afirmou que o mundo pode chegar a um aquecimento de 2 a 2,5 graus até 2050. Nesse cenário, o Brasil perderia a Amazônia, o Cerrado, o Pantanal e a Caatinga, os recifes de coral seriam extintos, e o permafrost — solo congelado na Sibéria e no norte do Canadá — começaria a descongelar, liberando uma quantidade enorme de gases de efeito estufa hoje aprisionados no gelo. “Se isso acontecer, pronto, acabou”, disse Nobre, ao afirmar que, nesse cenário, o aquecimento pode chegar a 3 ou 4 graus, configurando o que ele chama de “ecocídio”.
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Questionado sobre o que pode ser feito para ajudar as pessoas que sofrem com o calor extremo, Nobre citou o exemplo de Barcelona, que após ondas de calor fortes em 2022 que mataram muitas pessoas, criou locais com piscinas, ambiente climatizado e atendimento médico. A cidade passou a mapear pessoas vulneráveis — idosos, doentes e bebês — para removê-las a esses locais sempre que há previsão de onda de calor.
O pesquisador também mencionou que, na França, onde pessoas morreram afogadas ao tentar se refrescar em rios durante o calor extremo, várias escolas retiraram áreas de estacionamento sem vegetação e reflorestaram os espaços, o que reduziu a temperatura local entre 4 e 6 graus durante as ondas de calor.
“O Brasil é um dos países que menos tem vegetação nas cidades. Nós temos uma enorme responsabilidade de fazer uma grande restauração florestal”, afirmou Nobre.
Europa pode enfrentar novas ondas de calor? Meteorologista faz alerta
Nações Unidas: Mudanças Climáticas
Durante o #TMC360, Carlos Nobre alertou que a onda de calor extremo na Europa pode não ser um evento isolado. Segundo o meteorologista, os recordes de aquecimento global registrados nos últimos anos aumentam a frequência e a intensidade desses fenômenos climáticos.
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