Esse personagem invisível mora no meio do Oceano Pacífico. Quando ele aparece, o Brasil se parte em dois: o Norte seca e pega fogo, enquanto o Sul se afoga. E os órgãos como INMET e NOAA já avisam que uma nova edição está chegando em 2026, com previsão de ser uma das mais fortes já medidas.
Para entender por que a de 2023 foi a pior seca da história da Amazônia, mergulhamos na ciência. O pesquisador Antonio Donato Nobre explica como a floresta fabrica a própria chuva em O Futuro Climático da Amazônia; um estudo da USP mede quanto o desmatamento pesou na estiagem; e o historiador Mike Davis mostra, em Holocaustos Coloniais, um padrão que se repete desde 1877. Só que aqui vem a parte que não depende do Pacífico. O aviso chegou meses antes da água ferver, o país tinha alerta, ciência e lei na mesa, e mesmo assim foi pego de surpresa.
Por quê? A resposta tem 150 anos e ninguém quis aprender com ela.