"Os bons ideais aproximam as pessoas que olham o mundo não apenas para si, mas para todos"Rivaldo R. Ribeiro

RINDAT: Descargas Atmosféricas

18 de janeiro de 2026

Covid-19: Oxigênio continua não sendo suficiente para atender pacientes nos hospitais do AM

A pandemia da Covid-19 matava em Manaus- AM, as pessoas desesperavam pedindo socorro ao Governo Estadual e Federal presidente da época sr. Jair Bolsonaro.   

*Veja que o entrevistado afirma no minuto 13:34  que tem informações vagas sobre o abastecimento de oxigênio em Manaus e compara com as 03 carretas vindas da Venezuela a urgência desse produto para socorrer dezenas de vitimas da Covid-19...

Vídeo de 20 de janeiro 2021




Programa Amazonas Diário com Alex Braga 
Canal - 27.1 - NET - 78 - Portal d24am.com 



9 de janeiro de 2026

Venezuela, o petrodólar e a verdadeira guerra que nunca foi sobre democracia

O confronto com a Venezuela expõe como a hegemonia do dólar e o controle sobre o petróleo seguem no centro da política externa dos Estados Unidos

Há narrativas que se repetem com tanta frequência que acabam sendo naturalizadas. Sempre que os Estados Unidos decidem intervir em outro país, o roteiro é conhecido: combate ao narcotráfico, defesa da democracia, luta contra o terrorismo ou enfrentamento de um “regime autoritário”. A retórica é polida, moralizante e cuidadosamente embalada para consumo global. Mas, quando se observa a história com um mínimo de atenção, percebe-se que o enredo real costuma ser outro — muito mais cru, material e estratégico. No caso da Venezuela, ele atende por um nome pouco mencionado nos discursos oficiais: petrodólar. Uma publicação em um perfil no X, sediado na Alemanha, chamou a atenção para isso.
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A tese de que a ofensiva contra a Venezuela e o sequestro de Nicolás Maduro não têm como objetivo central a democracia ou o combate à corrupção ganha força quando inserida em um contexto histórico mais amplo. Como claramente explicado no livro de memórias de Henry Kissinger, Years of Renewal, em 1974, no auge da crise do petróleo, o ex-presidente norte-americano costurou um acordo silencioso, porém decisivo, com a Arábia Saudita: todo o petróleo comercializado internacionalmente seria cotado em dólares americanos. Em troca, os Estados Unidos garantiriam proteção militar ao reino saudita. Esse pacto criou uma demanda artificial e permanente pela moeda americana, transformando o dólar no eixo do sistema financeiro global.
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Desde então, qualquer país que quisesse comprar petróleo precisava, antes, obter dólares. Isso permitiu aos EUA financiar déficits colossais, sustentar um orçamento militar gigantesco e imprimir moeda em escala inédita, enquanto o resto do mundo precisava produzir para obter aquilo que Washington podia criar do nada. O petrodólar, mais do que porta-aviões ou bases militares, tornou-se o verdadeiro pilar da hegemonia americana.

É justamente aí que a Venezuela entra em cena. O país possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do planeta — cerca de 303 bilhões de barris, algo em torno de 20% de todo o petróleo mundial. Mais importante do que o volume, porém, foi a decisão política tomada a partir de 2018: Caracas anunciou que deixaria de negociar seu petróleo em dólares. Yuan chinês, euro, rublo — qualquer moeda, menos a americana. Paralelamente, buscou ingressar no BRICS, construiu canais de pagamento fora do sistema SWIFT e estreitou laços com China, Rússia e Irã, os principais vetores do processo global de desdolarização.

Para um sistema financeiro dependente do petrodólar, esse movimento é existencialmente ameaçador. Não por acaso, a história recente revela um padrão perturbador. Em 2000, Saddam Hussein anunciou que o Iraque venderia petróleo em euros. Três anos depois, o país foi invadido sob o pretexto de armas de destruição em massa que nunca existiram. O petróleo iraquiano voltou rapidamente a ser cotado em dólares. Em 2009, Muammar Gaddafi propôs o dinar de ouro africano para o comércio de petróleo. Em 2011, a OTAN destruiu a Líbia, e o líder líbio foi brutalmente assassinado. O projeto morreu com ele.
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Agora, Maduro. Com reservas muito maiores do que as de Saddam e Gaddafi somadas, vendendo petróleo em yuan e defendendo abertamente a superação do dólar. Não se trata de coincidência, mas de método. Desafiar o petrodólar tem sido, historicamente, um atalho para a mudança forçada de regime.

Declarações recentes de autoridades americanas tornam isso ainda mais explícito. Quando se afirma que o petróleo venezuelano “pertence” aos Estados Unidos porque empresas americanas o exploraram no passado, o discurso abandona qualquer verniz democrático e assume a lógica colonial e imperialista em estado puro. Pela mesma lógica, toda nacionalização de recursos naturais ao longo da história seria um “roubo”, e a soberania dos povos não passaria de um detalhe inconveniente.

O problema para Washington é que o mundo de 1974 já não existe. Rússia, Irã e China negociam energia fora do dólar. A Arábia Saudita discute abertamente aceitar yuan. O CIPS chinês cresce como alternativa ao SWIFT, e o BRICS avança na construção de sistemas próprios de liquidação financeira. Nesse contexto, a entrada da Venezuela no bloco, com seu petróleo abundante, teria um efeito catalisador.

A tentativa de impor pela força a sobrevivência do petrodólar pode, paradoxalmente, acelerar sua erosão. A mensagem enviada ao Sul Global é clara: negociar fora do dólar tem custo militar. Mas, para muitos países, essa constatação apenas reforça a urgência de criar alternativas. A história mostra que impérios raramente caem por um único golpe; eles se desgastam tentando manter, à força, uma ordem que já começou a ruir.

A Venezuela, portanto, não é o centro do mundo, mas um espelho. O que está em jogo não é Maduro, nem a retórica moral que o cerca. É a disputa entre um sistema financeiro construído há 50 anos e um mundo que começa, lentamente, a escapar de seu controle.


De Oliveiros Marques
Sociólogo pela Universidade de Brasília, onde também cursou disciplinas do mestrado em Sociologia Política. Atuou por 18 anos como assessor junto ao Congresso Nacional. Publicitário e associado ao Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político (CAMP), realizou dezenas de campanhas no Brasil para prefeituras, governos estaduais, Senado e casas legislativas


* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

7 de janeiro de 2026

"NÃO É O PETRÓLEO, ESTÚPIDO" 6 de janeiro de 2026

 




Míriam Leitão acerta metade em seu artigo.

1) Petróleo há de monte nos Estados Unidos e no mundo. Preço do barril cai. 
2) Geopolítica e imperialismo são conceitos que não explicam nada, todos estamos no Império, um mundo regido pelo capital financeiro e pela infosfera
3) As políticas de estado contra estado não são mais o que movem o mundo, e mesmo as corporações estão sob o domínio dos mercados financeiros. O século XX finalmente acabou! 
4) o que sobrou é a burguesa sem burgo, que não comanda, é comandada pelo dinheiro, e perdeu seu contado com a terra, com a nação, deixando os estados dominados por medíocres, e estes fazem as coisas a partir de interesses pequenos, de umbigo. Netanyahu fez guerra para se livrar da prisão, Trump faz sequestro para ficar bem com seu eleitorado, que acredita que ele está combatendo o narcotráfico. Acredita? Talvez não mais. Então, ele vai ter que triplicar a mentira.


Como a Colômbia enfrentou os EUA e mudou o jogo geopolítico na América Latina

 



Este vídeo traz uma análise detalhada de um dos episódios mais importantes da geopolítica recente na América Latina. A resposta da Colômbia à pressão econômica dos Estados Unidos não foi simbólica — foi estrutural. Infraestrutura, logística, energia e comércio passaram a ser usados como instrumentos de soberania.

Aqui explicamos por que essa estratégia não envolve guerra militar, mas sim uma reorganização profunda das cadeias de suprimento e das alianças globais. O que parecia um bloqueio tornou-se um catalisador para a mudança. O impacto não se limita à Colômbia: Brasil, Panamá, México e todo o continente sentem os efeitos dessa nova lógica multipolar.
Se você quer entender porque o medo deixou de ser a principal arma do poder e como a América Latina está aprendendo a negociar em novos termos, este vídeo é essencial.

Como a Colômbia enfrentou os EUA e mudou o jogo geopolítico na América Latina 


PAÍSES COM AS MAIORES RESERVAS DE PETRÓLEO- em 2025 (Bilhões de Barris)

 



PAÍSES COM AS MAIORES RESERVAS DE PETRÓLEO- em 2025 (Bilhões de Barris) 

6 de janeiro de 2026

Jeffrey Sachs arrebenta EUA por invasão e captura de Maduro em reunião histórica da ONU

 






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✅Reveja as publicações sobre a Venezuela nesse blog clicando AQUI.

“O agronegócio é negacionista da mudança climática”, afirma Carlos Nobre.


Em entrevista exclusiva à Repórter Brasil, o cientista descreve um país que se aproxima rapidamente dos chamados “pontos de não retorno”, limites a partir dos quais ecossistemas podem perder a capacidade de se recuperar, mesmo que a destruição seja interrompida. Segundo ele, esse risco já ameaça os principais biomas brasileiros: Amazônia, Cerrado, Pantanal e Caatinga.



Ao mesmo tempo, afirma Nobre, grupos econômicos com forte influência política seguem apostando na ampliação do desmatamento, na abertura de novas frentes de exploração de petróleo, e na ideia de que a crise climática pode ser contida sem mudanças profundas no modelo de desenvolvimento do país.

Aos 74 anos, Carlos Nobre tem longa trajetória na ciência. É formado em engenharia eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e doutor em meteorologia pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT). Coordenou o Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA), o maior projeto científico já realizado em uma floresta tropical, e integrou o primeiro relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), publicado em 1990.

Na entrevista, Nobre relaciona o aumento dos riscos ambientais à resistência de setores, como o agronegócio, em admitir evidências científicas sobre a gravidade da crise. Para ele, limitar as políticas públicas ao combate do desmatamento ilegal, manter permissões para desmatamento legal em larga escala e autorizar novas explorações de combustíveis fósseis são decisões incompatíveis com a estabilidade dos biomas e com a capacidade do país de enfrentar a crise climática.

Confira a entrevista completa em https://bit.ly/3Yxkm7p
Daniel Camargos


Tânia Rêgo/Agência Brasil

12 de dezembro de 2025

Ranking Ambiental Paulista PMVA – Programa Município VerdeAzul - CLICLO 2024/2025

Ranking Ambiental Paulista – Ciclo 2024 / 2025

Mais um Ciclo que José Bonifácio deixa de participar



A avaliação dos municípios no Programa Município VerdeAzul (PMVA) segue um rigoroso método de pontuação baseado no cumprimento de dez Diretrizes Ambientais. Os critérios operacionais e parâmetros para essa análise estão formalizados na Resolução Semil nº 036, de 31 de março de 2024.

O cálculo final, no entanto, não considera apenas os acertos. Municípios têm descontos em sua pontuação por passivos ambientais sob responsabilidade do Poder Público local, com penalizações que podem chegar a 20 pontos.

A classificação é realizada em um sistema de competição por grupos, estabelecidos conforme a faixa populacional de cada cidade. Os dados oficiais de população são os do último relatório da Fundação Seade, da Secretaria da Fazenda do Estado.

Dentro de cada grupo, os municípios são ranqueados em ordem decrescente de pontuação. O município mais bem classificado em cada grupo receberá o Prêmio Governador Franco Montoro.

Critério de Desempate

Em cada um dos grupos, os municípios serão classificados com base na pontuação que obtiveram, em ordem decrescente, sendo que, em caso de empate, será considerada a maior evolução em relação ao ranking do Ciclo PMVA anterior.

PVMA - Prêmio Franco Montoro

Resultados Completos por Grupo de Municípios


José Bonifácio mais uma vez deixou de participar
(Grupo 2 - 10.000 a 49.999 habitantes)
🌳🏝️💚

Ranking de Municípios Prêmio Franco Montoro, Certificados- Qualificados e Participantes dos Grupos 01, 02, 03, 04 e 5: 
Segue abaixo:

29 de novembro de 2025

O que os áudios revelam sobre a tortura na ditadura militar? I AO PONTO. 19 de Abril 2022

 


Data 19 de abril 2022

"Nesse processo, há prova documental da tortura. Há um laudo, firmado por médicos militares, atestando essa tortura". Essa frase foi dita em 20 de junho de 1977 e seu autor é o advogado Heráclito Fontoura Sobral Pinto, um dos nomes mais simbólicos da defesa jurídica dos presos políticos da ditadura no Brasil. Seu pronunciamento ocorreu dentro do Superior Tribunal Militar (STM), em Brasília, local onde eram julgados os recursos dos réus condenados pelo regime militar. Nessas sessões, muitas delas secretas, ministros, oficiais-generais ou togados, também falavam sobre os castigos e abusos praticados pelo Estado. Em alguns casos, havia preocupação com a repercussão negativas das denúncias fora do Brasil. Em outros, como no caso do julgamento do deputado Márcio Moreira Alves, os ministros reconheciam que o processo era ilegal, mas que seria preciso atuar como um "tribunal de segurança". Essas são apenas frações de relatos feitos no STM, entre 1975 e 1985, que expressam de forma cristalina a prática da tortura cometida pelo Estado no período de ditadura. Esse material foi coletado pelo historiador Carlos Fico, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e revelado, no domingo, pela jornalista Míriam Leitão, ela mesma torturada no regime militar. Ao todo, o historiador coletou 10 mil horas de gravações e as organizou de forma a demonstrar o que pensavam os julgadores do tribunal de apelação sobre torturados e torturadores. No Ao Ponto desta terça-feira, Carlos Fico conta como obteve esse material e de que forma esse conteúdo foi organizado. Ele também analisa o que se pode extrair das horas e horas de escuta das sessões do STM e da reação de autoridades nos dias hoje, como a do vice-presidente Hamilton Mourão, que debochou de uma possível investigação sobre o conteúdo desses áudios.



28 de novembro de 2025

Arqueologia no DOI-Codi: rompendo o silêncio

 



"Arqueologia no DOI-Codi: rompendo o silêncio" é uma produção jornalística audiovisual da Secretaria Executiva de Comunicação (SEC) da Unicamp. O filme retrata o trabalho de escavações arqueológicas realizadas em uma sede do extinto Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), local onde, estima-se, mais de 7 mil sequestrados políticos experimentaram tempos de tortura e horror. O complexo de cinco prédios, tombado em 2014 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) do Estado de São Paulo, funcionou de 1969 a 1983 como órgão de repressão da ditadura militar. 
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A produção integra uma edição especial do Jornal da Unicamp sobre os 60 anos do golpe militar que será lançada no dia 18 de março, exclusivamente em formato online. (www.jornal.unicamp.br) 
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Na elaboração do documentário, as equipes da SEC colheram depoimentos dos sequestrados políticos e acompanharam as visitas guiadas e escavações conduzidas por pesquisadores da Unicamp, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) entre os dias 2 e 14 de agosto do ano passado, no prédio do DOI-Codi situado na Rua Tutóia, 921, bairro da Vila Mariana, zona sul de São Paulo
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O vídeo exibe, em 53 minutos e 11 segundos de duração, o trabalho de busca dos pesquisadores por vestígios materiais e indícios da passagem das vítimas da repressão pelo local, como inscrições nas paredes, objetos pessoais e registros em papel, fundamentais para manter viva a memória sobre as atrocidades do regime militar. 

#unicamp #ditaduramilitar #documentário









A Comissão Nacional da Verdade (CNV) foi criada pela Lei 12528/2011 e instituída em 16 de maio de 2012. A CNV tem por finalidade apurar graves violações de Direitos Humanos ocorridas entre 18 de setembro de 1946 e 5 de outubro de 1988.


27 de novembro de 2025

Bolsonaro pregou tortura, ditadura, morte, enfim está preso, e a extrema-direita segue seu rumo

 



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9 de novembro de 2025

Tornado em Rio Bonito do Iguaçu no Paraná deixa seis mortos e destruição | Especial cobertura BAND

 


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NOTA DO BLOG(Editor-Rivaldo R. Ribeiro):

O negacionismo climático é uma das principais causas dos eventos climáticos que infelizmente serão mais severos a cada ano.
Para que essas tragédias diminuam é necessário um que haja radicalismo em defesa da natureza e manutenção das florestas.
Caso contrário a vida sofrerá sérias consequências por causa das tempestades e tornados, secas, calor excessivo, ciclo de chuva alterado que irá prejudicar a produção de alimentos e consequentemente a fome.


8 de novembro de 2025

Quem foi Brilhante Ustra? | Dilma Roussef | Comissão da Verdade

 

MyNews

Neste MyNews Explica, Gabriela Lisbôa explica quem foi Coronel Alberto Brilhante Ustra, coronel do Exército e chefe do DOI-CODI entre 1970 e 1974.

Ustra foi o único brasileiro julgado e condenado por praticar tortura na #DitaduraMilitar. Ainda assim foi chamado de herói nacional mais de uma vez pelo presidente Jair Bolsonaro. Ustra é conhecido por ser o torturador da ex-presidente Dilma Roussef.


Moradores se desesperam ao ver tornado destruir cidade inteira no Paraná | Alvo da Notícia

 


Um tornado de categoria EF3 devastou o município de Rio Bonito do Iguaçu, no interior do Paraná, no fim da tarde de sexta-feira, 7 de novembro de 2025. Com ventos acima de 250 km/h, o fenômeno deixou seis mortos, mais de 700 feridos e destruiu boa parte da cidade. Entre as vítimas está Julia Kwapis, uma adolescente de 14 anos que foi arremessada contra uma parede e não resistiu aos ferimentos. Os pais, em choque, contaram quem era a filha e a falta que ela faz. Famílias que perderam tudo ainda tentam recomeçar em meio à dor e à destruição. Rio Bonito do Iguaçu (PR) — Brasil 7 de novembro de 2025 🎥 Imagens: moradores e equipes de resgate



Município de Rio Bonito do Iguaçu foi atingido por um tornado, confirma Simepar

O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) classificou como um tornado a ocorrência que causou grande destruição no município de Rio Bonito do Iguaçu no fim da tarde desta sexta-feira (07). O município foi um dos mais atingidos no Estado durante o deslocamento de uma frente fria, que passou por todas as regiões paranaenses com vários núcleos de tempestade.

“Uma dessas tempestades, classificada como supercélula, gerou um tornado sobre o município de Rio Bonito de Iguaçu, causando danos bastante severos sobre a cidade. Foram registrados tombamentos de veículos, quedas de árvores inteiras e inclusive de casas de alvenaria. A classificação do tornado foi baseada na análise dos danos e também nas imagens do radar meteorológico do Simepar”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.

Dentro da escala Fujita, relacionada à intensidade dos ventos e aos danos associados ao fenômeno, o tornado foi classificado preliminarmente com o índice F2 - o que equivale a ventos entre 180 km/h e 250 km/h. Porém, existem fortes indícios de que o tornado pode, em alguns pontos da cidade, ter ultrapassado os 250 km/h, o que mudaria a classificação para F3.

“Vamos continuar monitorando, analisando as imagens das fotos, imagens aéreas, em conjunto com a Defesa Civil, e se for o caso poderemos reclassificar a intensidade do fenômeno, pois foi extremamente severo”, ressalta Kneib.

TEMPESTADES – Um intenso sistema de baixa pressão atmosférica formado entre o Paraguai e o Sul do País impulsionou ao longo da tarde e noite desta sexta-feira o deslocamento de uma frente fria, associada ao deslocamento de um ciclone extratropical do continente para o oceano. Por conta dessa combinação de sistemas foram registrados vários temporais severos sobre as regiões Oeste, Sudoeste e Centro-Sul do estado.

As rajadas de vento mais fortes foram em Dois Vizinhos (INMET): 82,4km/h às 19h; Cornélio Procópio: 76km/h às 20h30; Campo Mourão: 74,2km/h às 21h30; Candói: 73,1km/h às 17h; Planalto (INMET): 70,9km/h às 15h; Distrito de Horizonte, em Palmas: 70,6km/h às 18h45; Cianorte: 69,8km/h às 22h30; Clevelândia (INMET): 68,8km/h às 16h; Cascavel: 66,2km/h às 20h30; Japira (INMET): 64,1km/h às 22h; Laranjeiras do Sul: 61,6km/h às 19h45; e Londrina: 60,1km/h às 20h15.

O volume de chuvas passou dos 40 mm em cidades como Candói, Guarapuava, Pinhão, Campo Mourão, São Jorge D’Oeste, Capanema, Dois Vizinhos (INMET), Boa Esperança do Iguaçu e Coronel Domingos Soares. A previsão é de que a chuva siga na direção de São Paulo durante a madrugada de sábado (08).