"Os bons ideais aproximam as pessoas que olham o mundo não apenas para si, mas para todos"Rivaldo R. Ribeiro

28 de novembro de 2010

É preciso planejar com urgência o zoneamento agroambiental da Monocultura da cana-de-açúcar em São Paulo.

      Clique nas fotos para ampliar:

    Foto registrando a Poluição das queimadas ao fundo da cidade de José Bonifácio-SP: região de São José do Rio Preto.

Alem das queimadas naturais, acidentais e criminosas para facilitar o desmatamento.

Nós paulistas ainda temos que conviver com as queimadas também criminosas nos canaviais, o governo esqueceu que o Estado de São Paulo é o Estado que tem a maior densidade demográfica, e isso agrava os problemas de saúde obviamente em maior numero de pessoas.

Portanto pode-se dizer que quase toda a população do interior paulista vem sendo sufocada com a poluição causada pela queima da palha da cana.

Alem disso na regiao de São José do Rio Preto-SP que é uma das mais populosas do Estado,a maioria da cidades dessa região é servida pelo Aquifero Guarani que corre o risco de ser contaminado pelos agrotóxicos da monocultura da Cana de Açucar, atividade que se concentra da vez mais nessa região.

A promessa da mecanização pode melhorar, entretanto nunca irá solucionar o perigo das queimadas, pois os canaviais têm grande facilidade para se incendiar. Será um risco constante a uma tragédia, pois estamos diante de um fogo rápido e difícil de dominar.

Na  região de São José do Rio Preto-SP(Norte do Estado de São Paulo) inúmeros incêndios foram registrados como acidentais e criminosos, ou espontâneos por causa da seca prolongada que atinge a região ano após ano.

Seca que pode ter origem na quantidade de gases que sobem à atmosfera originados destas queimadas. Esses gases influem na pressão atmosférica e contribuem para baixa umidade do ar, desviando as frentes frias que vem do sul do país, estudo nesse sentido já foi feito em MS.

Alem da grande mortandade de animais carbonizados, é uma monocultura altamente modificadora dos biomas locais, pois modifica a fauna(morte de animais), flora(desmatamentos e incendios) e os rios(Sugados para irrigação).

E não podemos esquecer como já citei acima, que as grandes fazendas de cana de açúcar estão exatamente sobre um importante aqüífero: O Aquifero Guarani que supri de agua potável a milhões de pessoas, nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Goiás. E nos países Paraguai, Uruguai e Argentina.



O governo precisa pensar com urgência em um zoneamento agroambiental para que essa monocultura não aumente ainda mais a sua rejeição e antipatia das populações que sofrem seus efeitos negativos.

Mais duas usinas serão construídas na região de São José do Rio Preto.

A TV-TEM de São José do Rio Preto divulgou em setembro desse ano a construção de Duas usinas, uma em Brejo Alegre, outra em Promissão por um grupo estrangeiro Indiano, que irá proporcionar mais plantio de cana de açúcar na região, uma preocupação a mais com o já comprometido meio ambiente.

Serão gerados cerca 1,2 mil de empregos, uma noticia que não é necessariamente um alento, pois não leva o Brasil a um desenvolvimento sustentável, é uma indústria altamente dependente da água, tanto das chuvas como dos rios. Um paradoxo sendo o setor sucroalcooleiro uma das causas das alterações climáticas e assoreamentos dos rios.

Por falar nisso veja:
Condições de trabalho na India.


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