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1 de junho de 2013

Composição inversa nos rios.

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                  Riacho Cerradão-José Bonifácio-Foto Arquivo Rivaldo R.Ribeiro

A vida nos rios se origina nas matérias orgânicas decompostas nas suas matas ciliares e também da sua bacia hidrográfica, substancias estas que são levadas naturalmente pelas chuvas para seus leitos.

Regiões que antes eram compostas na grande maioria pelas matas nativas, cerrados, atualmente com o desenvolvimento foram substituídas pelas pastagens, pela monoculturas da cana de açúcar, soja,as queimadas agrículas que destrói o humo do solo, a impermeabilização das cidades que contribuiem com enchentes a arrastam o lixo urbano para os leitos desses mananciais.

Dessa forma onde antes as águas dos rios eram alimentadas por materiais orgânicos naturais em decomposição, agora alem da falta dessa fonte natural para a vida nos rios, as suas águas estão sendo poluídas pelos agrotóxicos, esgotos das cidades, lixo domiciliar, enfim os restos das atividades humanas.

Estamos invertendo as substancias essenciais para que haja vida nos rios: substituindo a decomposição orgânica natural produzida nos ciclos da natureza por nossos lixos e venenos de várias origens, é como se estivéssemos trocando o sangue do nosso corpo por um liquido tóxico e estranho ao nosso organismo. O que aconteceria com nossos órgãos? Nosso corpo? Sem duvida alguma: a morte.

Assim poderemos afirmar que estão levando nossos rios a uma inversão no seu metabolismo, trocando o seu “sangue” bom para um simples liquido morto e sem condições de gerar qualquer tipo de vida, porque em tudo que existe vida depende do oxigênio e nossos rios estão sendo sufocados: em primeiro lugar por falta da matéria orgânica e em segundo pela poluição desastrosa da ação humana.

Na sociedade atual dependemos de quase tudo que destrói a natureza que é finita, e disso ninguém quer abrir mão, até o momento crucial quando ocorrer o esgotamento das fontes naturais para a nossa sobrevivência. Isso realmente é o grande desafio e dilema do homem moderno...

Por: Rivaldo R.Ribeiro-José Bonifácio-SP

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