"Os bons ideais aproximam as pessoas que olham o mundo não apenas para si, mas para todos"Rivaldo R. Ribeiro

RINDAT: Descargas Atmosféricas

28 de agosto de 2020

Ecology and economics for pandemic prevention ( Ecologia e economia para a prevenção da pandemia)

Tradução direta: https://science.sciencemag.org/

Os humanos fazem refúgios para animais que abrigam doenças

A maneira como estamos mudando as paisagens pode aumentar a probabilidade de patógenos passarem dos animais para os humanos. Os pesquisadores revisaram os dados de quase 7.000 locais onde os humanos alteraram os ecossistemas naturais , como desmatamento. Eles descobriram que pequenas criaturas como roedores, que podem abrigar agentes que causam doenças em humanos, têm maior probabilidade de se mover para essas áreas do que os animais maiores. (Não se sabe por que os patógenos são mais abundantes nesses animais menores.)

O estudo dá um peso crucial a um número crescente de vozes que pedem que governos e agências internacionais tenham uma visão holística da saúde pública e animal, do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável. No final do mês passado, a Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos sediou um workshop sobre a relação entre a perda de biodiversidade e doenças emergentes. E em 24 de julho, um grupo interdisciplinar de cientistas, incluindo virologistas, economistas e ecologistas, publicou um ensaio na Science argumentando que os governos podem ajudar a reduzir o risco de futuras pandemias controlando o desmatamento e restringindo o comércio de animais selvagens.
(Via revistas Nature e Science)

Reduzindo o desmatamento As bordas das florestas tropicais são uma importante plataforma de lançamento para novos vírus humanos. As bordas surgem à medida que os humanos constroem estradas ou desmatam florestas para a produção de madeira e agricultura. Os humanos e seus rebanhos têm maior probabilidade de entrar em contato com a vida selvagem quando mais de 25% da cobertura florestal original é perdida (4), e tais contatos determinam o risco de transmissão de doenças. A transmissão de patógenos depende da taxa de contato, da abundância de humanos e animais suscetíveis e da abundância de hospedeiros selvagens infectados. As taxas de contato variam com o perímetro (o comprimento da borda da floresta) entre a floresta e a não floresta. O desmatamento tende a criar tabuleiros de xadrez, com o que vemos um perímetro máximo a um nível de 50% de conversão da floresta. Depois disso, a abundância de animais domésticos e humanos rapidamente excede a de animais selvagens, portanto, embora esperemos que a transmissão diminua, a magnitude de qualquer surto resultante é maior (4). A fragmentação do habitat complica isso porque aumenta o comprimento do perímetro. A construção de estradas, campos de mineração e extração de madeira, expansão de centros urbanos e assentamentos, migração e guerra, e pecuária e monoculturas de lavouras levaram ao aumento da disseminação de vírus. A caça, o transporte, a agricultura e o comércio de animais selvagens por alimentos, animais de estimação e medicina tradicional compõem essas rotas de transmissão e acompanham de perto o desmatamento. Por exemplo, os morcegos são os prováveis ​​reservatórios do Ebola, Nipah, SARS e do vírus por trás do COVID-19. Morcegos frugívoros (Pteropodidae no Velho Mundo, o gênero Artibeus no Novo Mundo) têm maior probabilidade de se alimentar perto de assentamentos humanos quando seus habitats florestais são perturbados; este tem sido um fator chave na emergência viral na África Ocidental, Malásia, Bangladesh e Austrália (5–7). A ligação clara entre o desmatamento e a emergência de vírus sugere que um grande esforço para manter a cobertura florestal intacta teria um grande retorno sobre o investimento, mesmo que seu único benefício fosse reduzir os eventos de emergência de vírus. O exemplo em maior escala de redução direta do desmatamento vem do Brasil entre 2005 e 2012. O desmatamento na Amazônia caiu 70%, mas a produção da safra de soja dominante na região ainda aumentou (8). Contribuições internacionais, complementadas por um Fundo Amazônia, de cerca de US $ 1 bilhão apoiaram zoneamento do uso da terra, restrições de mercado e crédito e monitoramento por satélite de última geração. O programa do Brasil reduziu a fragmentação e a borda da floresta a um custo menor do que poderia ter sido alcançado por abordagens de precificação de carbono (9). Várias estimativas da eficácia e custo das estratégias para reduzir o desmatamento tropical estão disponíveis (8, 9). A um custo anual de US $ 9,6 bilhões, os pagamentos diretos de proteção florestal para superar o desmatamento economicamente poderiam alcançar uma redução de 40% nas áreas de maior risco de transmissão de vírus [ver materiais suplementares (SM)]. Vários programas de pagamento por serviços ecossistêmicos demonstram a eficácia dessa abordagem. Na extremidade inferior, a adoção generalizada do modelo de política anterior do Brasil poderia alcançar a mesma redução por apenas US $ 1,5 bilhão anualmente, removendo os subsídios que favorecem o desmatamento, restringindo o desmatamento privado e apoiando os direitos territoriais dos povos indígenas. Todos requerem motivação nacional e vontade política. Um forte apoio público para políticas semelhantes de prevenção do desmatamento pode surgir em outros países se recuperando da devastação da COVID-19.


13 de agosto de 2020

UMA FLORESTA É MAIS DO QUE UM CONJUNTO DE ÁRVORES

 

Moby - 'My Only Love' (Official Music Video)

 



The responses to the ‘my only love’ video have been really inspiring. So, thank you. Up until today it was only available on youtube, now it should be available on all video platforms. And again; my main interest in making and promoting the video is drawing attention to the fact that meat and dairy production are responsible for the majority of tropical deforestation.

A reminder I'll be on Twitch tomorrow with an amazing group of people to talk about the above issues: moby.la/twitchFa


As respostas ao vídeo ′′ meu único amor ′′ têm sido realmente inspiradoras. Então, obrigado. Até hoje só estava disponível no youtube, agora deve estar disponível em todas as plataformas de vídeo. E mais uma vez; meu principal interesse em fazer e promover o vídeo é chamar a atenção para o fato de que a produção de carne e leite são responsáveis pela maioria do desmatamento tropical.

Um lembrete de que estarei no Twitch amanhã com um grupo incrível de pessoas para falar sobre as questões acima: moby.la/twitchFa







24 de julho de 2020

22 de junho de 2020

PLANETA EM PAUTA- Ameaças socioambientais.

O aumento do desmatamento na pandemia e a situação dos povos indígenas foram abordados no #PlanetaEmPauta, com Anitta, Yane e Sâmela, que você confere na íntegra no nosso canal no Youtube.




https://www.facebook.com/GreenpeaceBrasil/


5 de junho de 2020

Guapuruvu de 85 anos é cortado em Rio Preto

Hoje dia do meio ambiente nos resolvemos fazer uma homenagem a uma grande árvore que existia em São José do Rio Preto-SP, ela havia sido tombada pelo patrimônio histórico municipal em 2014, isso por causa da luta de ambientalistas na época. 
Mas no dia 28 de fevereiro de 2019, numa quinta feira ela foi cortada, estava no local hã 85 anos e se não houvesse a interferência humana poderia ficar ali outros tantos 85 anos ou mais.
A alegação foi que havia o risco de cair por causa de partes podres, fungos e brocas. 
Eu só queria entender se isso ocorre também com as árvores das florestas, se assim ocorresse as florestas se destruiriam sozinhas atacada por fungos e brocas. 
Então concluímos se a razão de ter cortada essa grande árvore foi realmente porque ela estava doente e prestes a cair, sem dúvida a culpa é humana, da poluição urbana ou tomar seu espaço.  Fique a dúvida....





Clique no link e veja mais sobre a história dessa árvore: 
Guapuruvu


Ambiente Amanhã - Revolução Verde (Portugal)



O ambiente em Portugal mudou muito em quarenta anos.
O Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia (MAOTE), com o apoio da APA, produziu o filme (2015) Ambiente Amanhã, com a duração de 23 minutos.
Num formato imersivo e inovador, o filme "Ambiente Amanhã" leva-o a viajar no tempo, indo do passado ao futuro, mostrando as conquistas dos portugueses e os desafios que enfrentaremos nas próximas décadas.

Fonte:http://lumeear.blogspot.com/

24 de maio de 2020

MINISTRO DO MEIO AMBIENTE VÊ NAS MORTES DO CORONAVÍRUS A OPORTUNIDADE DE MUDAR NORMAS E REGRAS DE PROTEÇÃO AMBIENTAL.

O aguardado vídeo divulgado nesta sexta-feira, 22, era esperado por conter informações sobre as acusações do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, contra o presidente Jair Bolsonaro, mas o conteúdo completo revelou também as intenções do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, para a sua área. 
Na reunião, Salles afirmou que, com o momento de “tranquilidade” na cobertura da imprensa, focada na pandemia da Covid-19, seria o momento de “ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas”.

VEJA MAIS CLICANDO AQUI

DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA E A CONSEQUÊNCIA DISSO PARA NOSSO PLANETA E NOSSA SAÚDE.



Greenpeace Brasil

Alguns dos maiores gamers de eSports do Brasil se uniram ao Greenpeace para alertar sobre o aumento do desmatamento da Amazônia e as consequências disso para nosso planeta e nossa saúde. 
Tem muita coisa em jogo! 
Veja a programação completa em nosso Twitch.Tv. https://act.gp/36jIKxq #ProtegendoOdesconhecido



23 de maio de 2020

Ricardo Salles na reunião: com imprensa focada na covid-19, é hora de 'ir passando a boiada'

 

Veja trecho da reunião ministerial de 22 de abril, divulgada pelo STF, em que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirma que foco da imprensa na crise do coronavírus é oportunidade para mudar regras no setor. 

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28 de abril de 2020

Cronologia: de pneumonia misteriosa a mais de 150 mil mortes por covid-19



Este vídeo, produzido pela BBC News Brasil, apresenta uma cronologia da maior crise de saúde enfrentada pelo mundo em um século.

Reúne erros, acertos e perguntas ainda sem resposta que marcam tanto a origem quanto o futuro da pandemia de covid-19.

Enquanto as mortes já ultrapassam a marca de 150 mil em todo o mundo, uma pergunta central manterá sua relevância nesta e em prováveis próximas epidemias. Que lições ficarão para o mundo?

BBC News Brasil
C News Brasil

22 de abril de 2020

Coronavírus: 'Vai acontecer uma tragédia nacional'- prevê Drauzio Varella

Veja no vídeo partir do minuto 10:50 até o minuto 14:20 a narrativa dramática do Dr. Drauzio Varella de como é a morte causada pelo novo Coronavírus quando os pacientes não são atendidos e colocados em respiradores,e o porquê do isolamento social. Afirma ele: Isso para impedir que mais pessoas morrem por falta de ar, "e morrer por falta de ar é uma morte horrível com um enorme sofrimento, é uma morte inaceitável"...
Se possível vejam o vídeo todo, pois a entrevista toda e muita esclarecedora em vários pontos dessa pandemia. 



Isolado em casa durante quarentena, médico diz que condições precárias em que vivem milhares de brasileiros ameaçam sociedade na luta contra a nova doença.

Curtiu? Inscreva-se no canal da BBC News Brasil! E se quiser ler mais notícias, clique aqui: https://www.bbc.com/portuguese

5 de abril de 2020

A PANDEMIA COLOCOU 20 COISAS EM EVIDÊNCIA.


1. Estados Unidos deixou de ser líder.
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2. China ganhou a terceira guerra mundial, sem lançar um míssil e ninguém percebeu.
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3. Vladimir Putin é visionário.
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4. Na marra mesmo, pode ser feito muito pelo planeta e a humanidade.
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5. O pessoal da saúde pública vale mais que um jogador de futebol.
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6. O combustível a nível mundial não vale nada em uma sociedade sem consumo.
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7. A prevenção salva mais vidas do que agir na última hora.
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8. As crianças ocupam um lugar privilegiado na natureza.
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9. A morte não distingue raça nem status social.
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10. Funcionários da saúde pública estão sozinhos, abandonados e esquecidos, e mesmo assim não recuam.
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11. NÃO estamos preparados para uma pandemia.
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12. O ser humano é oportunista e desprezível, sem importância econômica ao SUBIR os preços das coisas básicas e necessárias.
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13. As crianças de hoje não sabem brincar sem internet ou TV.
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14. As redes sociais aproximam, mais também geram caos.
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15. Papel higiênico é mais importante que a comida.
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16. O planeta se regenera rápido sem humanos.
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17. A humanidade é um vírus para o planeta.
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18. O mundo está dividido sem necessidade de fronteiras.
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19. Começamos a valorizar um aperto de mão.
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20. A quarentena nos ensina como os animais no zoológico se sentem sem a liberdade.

Reflitam !!!

Fonte: Facebook Caroline Rocha

21 de março de 2020

Coronavírus: 5 recomendações para se proteger



Neste vídeo, a repórter Camilla Veras Mota, da BBC News Brasil, explica como o coronavírus é transmitido e o que é mais eficiente na hora de se proteger. Leia também a reportagem: https://www.bbc.com/portuguese


23 de fevereiro de 2020

CADÊ MEUS AMIGUINHOS DA LUZ? FORAM-SE?...




THE GUARDIAN

https://silentsparks.com/category/blog/


Muito triste! Aqui na minha região também não se vê mais esses "anjos" da Luz a noite. 
Saudade dos tempos de criança quando morávamos na zona rural e eles existiam as centenas. 
E eu sempre capturava um deles para brincar de lanterninha a noite. 
Essa noticia coincidiu com um comentário que fiz a minha esposa quando estávamos na varanda olhando o céu, e apontei a ela sobre a falta dos vaga-lumes. 
Triste realidade, o homem está acabando com o mundo e ainda não percebeu...Espero que acordem enquanto houver tempo para recomeçar... 
CADÊ MEUS AMIGUINHOS DA LUZ? FORAM-SE?...
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Nós temos que observar mais a natureza e notar as diferenças que está havendo com o passado e presente. 
Como nossos filhos e netos a encontrarão no futuro???

19 de fevereiro de 2020

Ações humanas alteram dispersão de sementes na Amazônia

Quando se fala em catástrofes ambientais, a primeira coisa que vem à cabeça é a perda de espécies – muitas vezes, irrecuperável. Um estudo publicado nesta terça-feira (18/02), com base na análise de 26.533 árvores de 846 espécies em 230 trechos da Floresta Amazônica demonstra que o dano ecológico causado pelas perturbações humanas é ainda maior.

"Nossos resultados demonstram que o efeito do distúrbio da floresta tropical vai além da perda de espécies", diz à DW Brasil o ecólogo Joseph Hawes, principal autor do trabalho, publicado no periódico Journal of Ecology.

Pesquisador da Universidade Norueguesa de Ciências da Vida, Hawes estava ligado ao Museu Paraense Emílio Goeldi, no Brasil, e à Universidade Anglia Ruskin, no Reino Unido, durante o desenvolvimento do estudo. Ele relata que foram observadas mudanças "na prevalência de características funcionais relacionadas à dispersão de sementes".

"A grande contribuição de nosso estudo é justamente mostrar que, quando as florestas são submetidas a queimadas, exploração predatória, fragmentação e outros distúrbios, elas acabam sofrendo mudanças no funcionamento de seus ecossistemas", complementa a bióloga Joice Ferreira, pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental.

"Já sabíamos que essas perturbações causavam a diminuição da riqueza de espécies e da biodiversidade, mas o estudo traz o adicional de mostrar que não é apenas uma mudança na quantidade de espécies, mas nos serviços ecológicos importantes", diz.

Em outras palavras: desequilíbrio. 
As interferências em áreas florestais acabam diminuindo ou espantando animais maiores, como mamíferos. Por uma questão simples de cadeia alimentar, isso favorece o aumento das populações dos bichos menores. Essa mudança de fauna acaba influenciando a dispersão das sementes das plantas.
"Com a degradação, sobram os animais mais generalistas, menores, e eles acabam disseminando sementes menores", explica Ferreira. "Acaba ocorrendo uma retroalimentação, uma influência da fauna sobre a flora."

Com o aumento desses pequenos animais, proporcionalmente as sementes são mais dispersas por este grupo – mais até do que a disseminação que ocorre naturalmente pelo vento.

"A perturbação das florestas tropicais tem efeitos que vão além da perda de riqueza de espécies e incluem implicações importantes para a dispersão de sementes e para as relações mutualísticas animal-planta", comenta a ecóloga Ima Vieira, pesquisadora do Museu Paraense Emílio Goeldi.

Sementes e alimentos

A prevalência da disseminação das sementes menores acaba favorecendo determinados tipos de plantas em detrimento de outras. No médio prazo, haverá uma proporção cada vez menor de árvores adequadas para o sustento de animais maiores que comem determinadas frutas, por exemplo.

Afinal, as sementes espalhadas por passarinhos são justamente as daqueles alimentos que lhes apetecem. E se macacos e antas, por exemplo, não fizerem o mesmo trabalho de distribuição de sementes nas áreas perturbadas, haverá cada vez menos alimentos para eles. O estudo demonstra este cenário: a degradação rompendo um equilíbrio ancestral.

Há ainda um outro efeito colateral: a absorção de carbono. "Plantas com sementes menores tendem a ter densidade de madeira menor", explica Ferreira. "Árvores mais leves acumulam menos carbono, ou seja, retiram menos carbono da atmosfera. Isso tem implicação no cenário de mudanças climáticas."

"Nosso trabalho mostra que os distúrbios na floresta têm impactos profundos, não apenas nas espécies que estão lá, mas também em como ela [a floresta] funciona", prossegue ela. "E esse funcionamento tem implicações para toda a humanidade, como neste exemplo: floresta menos densa absorve menos carbono."

Recursos e políticas de recuperação florestal

O ecólogo Jos Barlow entrou para o projeto em 2010, por meio da Rede Amazônia Sustentável, iniciativa que integra mais de 30 instituições do Brasil e do exterior. Pesquisador das universidades Lancaster, no Reino Unido, e Federal de Lavras, no Brasil, ele conta à DW Brasil que dedicou "quase dois anos coletando amostras na floresta". Mas isso era apenas o começo do trabalho.

Depois foram três anos comparando sementes e frutos de bancos de dados com os identificados na mata. "Finalmente, analisamos e escrevemos o artigo", comenta ele, enfatizando que o trabalho segue em andamento, com acompanhamento científico das florestas em recuperação.

"É importante ressaltar que se trata de uma pesquisa de longa duração e que envolve uma rede com muitos pesquisadores, alunos de mestrado, doutorado. É importante manter essa estrutura para garantir a produção de conhecimento", afirma Ferreira.

"Redes de pesquisa fortes e apoiadas com recursos de projetos nacionais e internacionais, apoio a coleções biológicas e formação de banco de dados públicos são importantes para análises mais robustas sobre o funcionamento da floresta amazônica", ressalta Vieira. "Esse trabalho só foi possível porque tinha esses três ingredientes, que espero sejam fortalecidos no Brasil."

Os pesquisadores acreditam que uma faceta importante do estudo está no futuro direcionamento de políticas de recuperação florestal. A proposta é que não se olhe apenas para a flora, mas se compreenda a mata como um conjunto de relações interdependentes entre animais e vegetais.

"Quando se fala em restaurar floresta, as pessoas logo pensam em plantar muda. As conclusões mostram que é preciso pensar no ecossistema como um todo, utilizar a fauna como dispersor [de sementes]", diz Ferreira. "Não adianta plantar a muda e não pensar em como esses processos vão ocorrer."

4 de fevereiro de 2020

Departamento Municipal de Agricultura e Meio Ambiente de José Bonifácio- SP faz plantio de 4 mil mudas


A Prefeitura Municipal de José Bonifácio por meio do Departamento de Agricultura e Meio Ambiente está realizando serviços de plantio, manutenção, reposição e substituição de árvores não adequadas para a arborização urbana.

As atividades iniciaram com o plantio de 2.600 mudas de árvores nativas no CDHU Luiz Fachin, 750 mudas próximo ao Fórum, 250 mudas no novo Distrito Industrial, 400 mudas às margens do Córrego do Embira, 150 mudas em comemoração ao Dia da Árvore e por último 70 mudas no CCI (Centro de Convivência do Idoso).

Foram autorizados também serviços de manutenção, reposição e substituição de árvores não adequadas para a arborização urbana. Em três anos, cerca de 450 mudas já foram replantadas na cidade.

Ao todo, já foram plantados mais de 4.000 novos exemplares arbóreos.

"A conservação da vegetação nos perímetros urbanos é de grande importância para a qualidade de vida da população, desde questões estéticas e bem-estar psicológico até a prestação de serviços ecológicos"

FONTE TEXTO E FOTO: 
https://www.josebonifacio.sp.gov.br/


15 de janeiro de 2020

JORNADA DAS TARTARUGAS



Conheça a história da família de tartarugas que vive em um oceano cheio de ameaças, como a poluição por plásticos, a perfuração de petróleo e a pesca excessiva.

Quer apoiar a proteção dos oceanos?
Entre em nosso abaixo-assinado:
https://www.greenpeace.org.br/proteja-os-oceanos


Créditos do filme:

• Dublagem:
Pai: David Harbour
Mãe: Olivia Colman
Filha: Bella Ramsey
Filho: Ahir Shah
Estrela do Mar: Giovanna Lancellotti
Avó: Helen Mirren
Avô: Jim Carter

• Animação:
Fizemos uma parceria com o Estúdio Aardman - os criadores das amadas séries de stop motion, Wallace e Gromit e Shaun the Sheep, para dar a esta história o carinho que ela merece.


30 de novembro de 2019

RESERVA FLORESTAL ENTRE CLUBE DOS 30 E BR 153 JOSÉ BONIFÁCIO SP

Vejam a diferença desse vídeo do ano 2013 e as fotos abaixo feitas no dia 28/09/2019, a floresta que existia ali está totalmente destruída. 


Uma das mais importantes reservas florestais que se localiza em torno da cidade de José Bonifácio (SP). 
Notamos dentro dessa floresta árvores centenárias, inclusive a que destaquei parece estar contaminada por cupins e por cipós parasitas que podem estrangula-la , portanto cabe as autoridades ambientais averiguar se há risco ou não a árvore mostrada nesse vídeo. 

"Façamos uma reverência a essa rainha, que com certeza está ai há muitos anos antes de nós. Reverenciamos nossa rainha da vida, que ajudou a brotar essa pequena floresta a seu redor, e dai nos presentear com sua sombra, verde, ar puro. E ser o elo entre tantas gerações. Grato querida árvore, gigante no tamanho, mas sensível ao homem predador" 

Rivaldo R. Ribeiro (Aldeia Mundus)
















































29 de novembro de 2019

AUSTRÁLIA: Especialistas consideram coalas funcionalmente extintos após morte em massa nos incêndios

Por Eliane Arakaki, ANDA -29 de novembro de 2019



COALAS

Com cerca de 80% de seu habitat destruído pelas chamas, que já havia sido atingido por uma prolongada seca e desmatamento, a espécie, já ameaçada, pode ter perdido mais de mil animais desde o início do fogo


23 de novembro de 2019

PODAS DE ÁRVORES...

OBS. Publicado anteriormente na postagem no dia  16/10/2011

Existem algumas árvores (fotos abaixo) na av. Joaquim Moreira, próximo a Associação Atlética do Banco do Brasil (BB), aqui em José Bonifácio (SP) com podas recentes.

Achei que estava vendo uma miragem, pois a maioria das árvores de José Bonifácio-SP, estão sendo podadas incorretamente.

Nessas fotos está um bom exemplo como devemos tratar nossas amigas, as podas devem ser feitas eliminando os galhos doentes e os que não estão à vista do sol para que a fotossíntese funcione bem (produção de açucares=alimento).

Os galhos que ficam a sombra funcionam como parasitas, pois consome sem produzir a seiva comum a toda a planta, portando devem se suprimidos junto com os galhos doentes e já secos.

Os galhos que recebem diretamente luz do sol ficam dessa forma responsáveis por toda produção de alimentos (seivas) que planta necessita.

Assim o ato de suprimir os galhos de uma árvore nunca deve ser aleatoriamente, deve seguir as técnicas de podas para que todos os galhos recebam a mesma intensidade de luz, se NÃO o fizer irá causar desequilíbrio na fotossíntese nessa planta. Comprometendo a produção de alimentos ( seivas da planta) que a planta necessita. E essa produção desigual da seiva enfraquece a planta favorecendo a incidência de doenças, necroses dos galhos, tronco e a morte.

"Vamos fazer uma experiência simples: cubram uma planta com uma lona escura e veja o que acontece, mesmo que ela seja irrigada não irá sobreviver. Isso porque todos os galhos dessa planta necessitam da luz para fotossíntese."

A poda mesmo que seja feita do modo correto pode trazer outro malefício à planta, se no ato da supressão dos galhos não for feito com instrumentos afiados ou agindo de modo desastrado venha causar fissuras e rachaduras profundas no tronco da planta, isso vem tirar a chance de defesa microbiano dessa planta.

Concluindo como todos os seres vivos as plantas também necessitam de muito cuidado e carinho, para que se tornem indivíduos saudáveis e com muita beleza.


Quem não exige o bom corte de cabelo?


Clique no link abaixo e vejam um estudo que encontrei no site da Secretaria do Meio ambiente do Estado de São Paulo sobre o assunto.

 Veja mais sobre PODA clicando aqui.

Clique nas fotos para ampliar:





Fotos Rivaldo R.Ribeiro- José Bonifácio-SP


JOSÉ BONIFÁCIO (sp):A importância das árvores nas cidades

OBS. Publicado anteriormente na postagem do dia 08/05/2013

Exageros estão sendo cometidos nas podas das  árvores em José Bonifácio (SP),  poda-se árvores sadias e sem motivo algum, com isso vamos ter mais frio no inverno e mais calor no verão, mais poluição, mais barulho e mais feiura.

Quantos meses vão levar para que elas se recuperem, até lá o frio do inverno já se foi, as fuligens e fumaças das queimadas nos canaviais já diminuíram.

O vídeo abaixo um especialista confirma isso: Fonte página do Facebook dos amigos da "Gonçalo de Carvalho" (Porto Alegre-RS)

José Bonifácio até quando vamos agir dessa forma?



Presidente da AGAPAN destaca a importância das árvores nas cidades. Prefeitura Municipal de Porto Alegre insiste em derrubar árvores usando a desculpa da Copa do Mundo. Moradores e ambientalistas resistem, com a subida nas árvores em 6 de fevereiro a prefeitura só conseguiu cortar 14 das 115 árvores marcadas para serem derrubadas.

VEJA MAIS SOBRE O ASSUNTO NO LINK:
http://aldeia-mundus777.blogspot.com.br/2011/10/voce-sabe-qual-importancia-de-uma.html