"Os bons ideais aproximam as pessoas que olham o mundo não apenas para si, mas para todos"Rivaldo R. Ribeiro

RINDAT: Descargas Atmosféricas

20 de novembro de 2022

A catastrofização, a securitização ambiental e o emprego das Forças Armadas na Amazônia brasileira


CATASTROFIZAÇÃO e SECURITIZAÇÃO

Em 22 de agosto de 2019, a questão ambiental e a Amazônia Brasileira entraram nos noticiários internacionais e nacionais quando o atual presidente da França declarou, por meio de rede social, que as queimadas na Floresta Amazônica constituem um problema de caráter internacional. A questão ganhou absoluta relevância em discussões no âmbito da 45ª reunião de cúpula do G7, realizada em 2019 e sem a presença do Brasil.

Em 2022, reforçando a teoria da “catastrofização” e robustecendo o discurso do mandatário francês, o Ministro do Comércio Exterior da França, Franck Riester, afirma aos senadores de seu país que “A Floresta Amazônica não pertence apenas aos brasileiros, mas à humanidade…”.

A teoria da catastrofização é, em suma, um processo em que forças políticas e sociais afirmam trabalharem juntos fatores naturais e artificiais para se criar efeitos devastadores em grande parte da população, garantindo o emprego de ações drásticas para evitar tal catástrofe.

Em contrapartida, quando alguma questão representa uma ameaça ao Estado, ao governo, ao território e à sociedade, são usadas medidas extraordinárias para resolver o tema. Essa teoria legitima o uso de ações de força para crises que não estão necessariamente ligadas à segurança e à defesa, a chamada “securitização”.

Assim, o governo brasileiro, na busca por realizar ações mais efetivas e de dar uma resposta clara à opinião pública internacional, determinou o emprego das Forças Armadas em Ações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) nos anos de 2019 (Operação Verde Brasil 1), 2020 (Operação Verde Brasil 2) e 2021 (Operação Samaúma).

Como uma evolução das Operações Verde Brasil, foi concebida a Operação Samaúma, pela primeira vez sob a coordenação do Conselho Nacional da Amazônia Legal (CNAL), cuja liderança foi exercida pelo Vice-Presidente da República, apoiado por sua estrutura, para coordenar as ações do Ministério da Defesa, das Forças Armadas, das agências do Ministério da Justiça e Segurança Pública e do Ministério do Meio Ambiente. A Operação Samaúma foi oficializada pelo Decreto nº 10.730, de 28 de junho de 2021, para o período de 28 junho a 31 de agosto de 2021, autorizando o emprego das Forças Armadas com o objetivo de realizar ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais, em especial o desmatamento ilegal em municípios dos estados do Amazonas, do Mato Grosso, do Pará e de Rondônia.

O balanço final da Operação Samaúma soma 705 escoltas, reconhecimentos e patrulhas; 17.005 hectares embargados; 191 ações preventivas e repressivas realizadas contra delitos ambientais; 309 inspeções, vistorias e revistas por meio de patrulhamento naval e terrestre; e 8 focos de incêndio combatidos, dentre outras ações. As principais apreensões foram de 8.536,56 metros cúbicos de madeira; 34.396 litros de combustíveis; 50 tratores, escavadeiras, caminhões, veículos diversos e embarcações; 28 armas; e 137 maquinários de serraria e mineração. Durante toda a ação, foram aplicadas 189 multas que totalizaram mais de R$ 270 milhões. Houve uma redução de 32% no índice de desmatamento histórico para o mês de agosto.


A AMAZÔNIA E A SOBERANIA BRASILEIRA

O General Meira Mattos, geopolítico de referência no Exército Brasileiro com reconhecimento internacional, constatou, em 1980, a ganância por parte de nações estrangeiras ou organizações internacionais pela Amazônia, e identificou, ainda, a escassez de população e a existência de riqueza mineral inexplorada como os maiores problemas geopolíticos brasileiros na Amazônia.

O General Villas Bôas, antigo Comandante do Exército Brasileiro, escreveu um artigo que aborda um mundo, no ano de 2030, em que a população terá aumentado em dois bilhões de habitantes, passando a consumir o dobro de recursos naturais.

Essa insondável origem da natureza tem que ser claramente associada com a soberania brasileira na imaginação da opinião pública internacional, ávida por questionar a nossa capacidade de gerir o que já é considerado como um patrimônio mundial.

Um dado marcante é que os recursos naturais da região podem chegar à impressionante cifra de 23 trilhões de dólares: 15 decorrentes dos recursos minerais e 8 proporcionados pela biodiversidade.

Cenários prospectivos mostram que o futuro do país passa pela manutenção da soberania da Amazônia Brasileira, por sua integração plena ao país e pelo seu desenvolvimento sustentável. Dessa forma, fica claro existirem análises científicas de cenários que visualizam, em um provável futuro, o emprego das Forças Armadas em ações de repressão a crimes ambientais que possuem relação com a soberania do Brasil na Amazônia.



PRESENTE E FUTURO

A semente da Operação Samaúma vem germinando. Observa-se a iniciativa do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e com o apoio logístico e meios especializados do Ministério da Defesa, de desencadear a Operação GUARDIÕES DO BIOMA, ação de combate às queimadas, iniciada em agosto de 2021. Este ano, desde março de 2022, a operação vem realizando ações com foco no combate ao desmatamento ilegal nos estados do Amazonas, do Pará, do Mato Grosso e de Rondônia.

Por fim, o emprego das Forças Armadas em Operações de Garantia da Lei e da Ordem e em ações subsidiárias será sempre uma escolha do poder público de acordo com o interesse do Estado Brasileiro. O que é importante ressaltar é que as Forças Armadas não se furtarão a dar o suporte à Nação, dentro dos certames legais, podendo empregar suas capacidades militares e estendendo seu Braço Forte e sua Mão Amiga, conforme o slogan do Exército Brasileiro.

O Coronel Rodrigo Oliveira Genial é oficial de Infantaria da Turma de 1997 da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN). Foi instrutor do Curso Básico da AMAN e do Centro de Instrução de Guerra na Selva.

Possui os cursos regulares de aperfeiçoamento e altos estudos. Serviu em ambiente amazônico em Tabatinga (AM), Manaus (AM) e Imperatriz (MA), tendo realizado o Curso de Operações na Selva do CIGS em 2006.

Foi o Comandante do 50º Batalhão de Infantaria de Selva, sediado em Imperatriz (MA), onde empregou sua tropa nas Operações Verde Brasil 2 e Samaúma. Atualmente, é aluno do Curso de Política Estratégia e Alta Administração do Exército da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. Seu Trabalho de Conclusão de Curso aborda a efetividade das ações das Forças Armadas na Operação Samaúma e as proposições para o futuro das operações de GLO de caráter ambiental.


Confira o texto do Coronel Rodrigo Oliveira Genial no EBLOG.




CATASTROFIZAÇÃO

 



Terapia Cognitiva Online

"Hoje quero falar com vocês sobre a Catastrofização. 

Se você não sabe, a catastrofização é uma das distorções cognitivas mais comuns de encontrarmos no nosso dia a dia e também no consultório dentro dos mais variados transtornos. 
A catastrofização envolve imaginar no pior resultado possível de um evento ou situação. 
É um erro cognitivo extremamente comum e é bem provável que você já tenha tido pensamentos com esse tema."

Mais detalhes veja o vídeo no YouTube. 





17 de novembro de 2022

“O Brasil vai voltar ao multilateralismo climático com toda a força”: entrevista com Marina Silva

 


Eleita deputada federal e cotada para assumir o Ministério do Meio Ambiente pela segunda vez, a ambientalista Marina Silva afirmou que a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência representa um novo ciclo de prosperidade para o país, “em que será possível fazer a transição para um novo modelo de desenvolvimento capaz de combater a desigualdade com democracia e sustentabilidade”. 
Marina conversou com exclusividade com Mongabay por uma hora, em São Paulo, em 1 de novembro. Confira a entrevista na íntegra.


Perda da araucária ameaça cultura indígena Kaingáng


O declínio das matas de araucária na região Sul traz consequências graves para a cultura Kaingáng, que faz do pinheiro importante fonte alimentar, cultural e de resistência. 
Este é um dos ecossistemas mais devastados do Brasil: restam apenas 3% de sua extensão original. 
A árvore ocupa espaço nobre na cultura Kaingáng, considerado o terceiro maior povo em população indígena do Brasil, com 45 mil pessoas vivendo no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e sul de São Paulo. 


Clique :

Mongabay é uma plataforma de notícias de ciência ambiental e conservação sem fins lucrativos que produz reportagens originais em inglês, indonésio, espanhol, francês, hindi e português brasileiro. 
Confira https://www.mongabay.com/.

 _____________________________________

por  em 13 Outubro 2022 |

O declínio das matas de araucária na região Sul traz consequências graves para a cultura Kaingáng, que faz do pinheiro importante fonte alimentar, cultural e de resistência.

Ecossistema é um dos mais devastados do Brasil: restam apenas 3% de sua extensão original.

Árvore ocupa espaço nobre na cultura Kaingáng, considerado o terceiro maior povo em população indígena do Brasil, com 45 mil pessoas vivendo no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e sul de São Paulo.

“Esforços de revitalização da cultura Kaingáng devem estar alinhados à retomada do plantio da araucária nos territórios do povo Kaingáng”, avalia especialista indígena.

Para além de sua relevância ecológica, o desaparecimento da araucária (Araucaria angustifolia) na região Sul ameaça também a sobrevivência de todo um povo: os Kaingáng, terceiro maior em população indígena no Brasil, com um contingente de 45 mil pessoas.

A mata de araucária, também chamada de floresta ombrófila mista, é um dos ecossistemas mais devastados do Brasil. No passado, chegou a cobrir 40% do território do Paraná, 30% de Santa Catarina e 25% do Rio Grande do Sul. Hoje está reduzida a 3% de sua extensão original, conforme dados do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

“O [povo] Kaingáng precisa existir não só como pessoa, mas também como cultura produzida nesse ambiente da araucária, da floresta, do meio ambiente, sendo esta uma retomada cultural, de resistência”, diz Bruno Ferreira, historiador e doutor em Educação, além de integrante do povo Kaingáng.
.
A araucária ocupa espaço nobre na cultura Kaingáng, usada na alimentação, na educação formal, como matéria-prima para a produção de artesanato e como recurso para a manutenção da espiritualidade.

A semente colhida da araucária, o pinhão, por exemplo, é consumido de variadas formas: tostado, cozido ou socado no pilão e transformado em uma farofa chamada de pisé. Mas também as espécies vegetais que crescem sob a árvore servem como importante fonte nutricional, a exemplo do urtigão (pyrfér, em idioma Kaingáng); a samambaia (grỹ); o sinjir, uma espécie de trepadeira; e o cogumelo ka nĩgrẽg, retirado do tronco da árvore.

O descanso e as refeições geralmente acontecem debaixo da araucária, momentos em que são transmitidos oralmente os ensinamentos que promovem a manutenção da cultura Kaingáng.

A araucária também compõe os mitos Kaingáng e tem papel importante na composição das metades clânicas Kamẽ e Kanhru, os dois troncos familiares dos quais descendem todos os membros Kaingáng.

“[O pinheiro] traz ensinamentos para as famílias, para a população indígena e para o conhecimento espiritual dos kujá [líderes espirituais do povo Kaingáng], que foram sendo passados pelos nossos antigos”, conta o kujá Pedro Garcia, prestigiado pelo governo do Rio Grande do Sul com o prêmio Trajetórias Culturais em 2021.



Histórico de invasões

O problema é que a maioria das Terras Indígenas onde habitam os Kaingáng não possui mais araucárias.

“Ao distribuir mudas de araucárias, um cacique procurou ajuda e nos contou que as comunidades não tinham mais pinheiro e não poderiam derrubá-lo para o rito anual Kaingáng”, diz Flávio Zanette, pesquisador da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e referência no estudo da araucária no país há quase 40 anos. O ritual a que Zanette se refere é o Kiki Koj, cerimonial de honra aos mortos, em que o tronco do pinheiro é elemento fundamental para sua realização.

Além do caráter cultural e religioso, a araucária e o povo Kaingáng compartilham também um histórico de degradação do território, com os indígenas sendo expulsos de suas terras tradicionais ao longo de décadas por invasões conjuntas do governo, de posseiros e de pequenos agricultores — os mesmos que, não por acaso, desmataram vastas extensões de matas de araucária.

“No final dos anos 1970 e início dos anos 1980, os pinheiros foram derrubados porque se tinha a ideia de que, no lugar onde havia um mato de pinheiros, poderiam ser produzidas outras plantas. E o espaço deu lugar à produção da monocultura”, pontua Bruno Ferreira. Áreas inteiras no Rio Grande do Sul foram nomeadas de fág kava, “pinheiro ralo” em idioma Kaingáng — um indicativo dos danos causados à mata de araucária nos últimos séculos na região.

Com o tempo, as terras exploradas foram devolvidas ao povo Kaingáng em seu histórico de luta por ocupação territorial. Ainda assim, a população atual hoje se espalha por Terras Indígenas de tamanho reduzido, em acampamentos ou reivindicações à beira do asfalto e em zonas urbanas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e sul de São Paulo.,



Grupo de indígenas na Floresta Nacional de Passo Fundo (RS). À sombra dos pinheiros, são contadas as lendas do povo Kaingáng, onde a araucária está sempre de braços erguidos numa forma de agradecimento. Foto: Sônia Kaingáng

E mesmo as TIs oficialmente reconhecidas sofrem com uma prática que é nociva tanto à sobrevivência da araucária quanto da cultura Kaingáng. É o chamado arrendamento, uma parceria entre não indígenas e indígenas para alugar as terras dos povos originários ao agronegócio.

Expressamente ilegal de acordo com a Lei 6.001 de 1973, conhecida como Estatuto do Índio, o arrendamento foi introduzido pelo próprio governo brasileiro através do Serviço de Proteção ao Índio (SPI) e se mantém até hoje com o apoio da Fundação Nacional do Índio (Funai).

O recente dossiê Kanhgág Ga, que reúne informações sobre o arrendamento de Terras Indígenas do Rio Grande do Sul, enviado à Anistia Internacional e à ONU e protocolado em diversos órgãos de apuração competentes no Brasil, aponta a prática como a principal fonte de conflitos e violência nas TIs do estado, com cooptação e corrupção de lideranças indígenas pelas elites econômicas locais para promover crimes ambientais em prejuízo à saúde e à qualidade de vida do povo Kaingáng há décadas.

A erradicação do arrendamento vem sendo discutida de maneira a assegurar a subsistência das comunidades indígenas afetadas cultural e ambientalmente pela prática.

Leia também: Araucárias em rota de extinção são cortadas com aval dos órgãos públicos

Reafirmação do uso ancestral

Mesmo em um cenário difícil, a nobreza dos aspectos culturais e de valores do povo Kaingáng ainda resistem na figura da araucária. Um dos lugares onde isso é visível é na Terra Indígena Mato Castelhano/Fág Tỹ Ka, no norte do Rio Grande Sul, onde vive uma comunidade de cerca de 300 pessoas em uma área de 3.500 hectares.

A população de Fág Tỹ Ka possui um diferencial em relação a outras comunidades Kaingáng, que é o acesso à araucária pela Floresta Nacional de Passo Fundo, que se sobrepõe à TI — uma negociação que custou quase uma década para ser efetivada.

“Nossos antepassados passaram por aqui, meus avós moraram aqui e havia muitas araucárias. Nosso acesso foi difícil, houve bastante resistência de não indígenas e organizações, mas hoje colhemos o cipó, a taquara e o pinhão”, relata o cacique de Fág Tỹ Ka, Jonatan Pỹn Sá, citando diversos recursos da mata de araucária bem conhecidos pelo povo Kaingáng..



Dança Kaingáng na Comunidade Fág Tỹ Ka, em Mato Castelhano (RS). A araucária, sob risco de extinção, possui estreita relação com a cultura, a. tradição e os valores do povo indígena Kaingáng. Foto: Fabio Susin 

A reafirmação do uso ancestral da terra pelo povo Kaingáng a partir da araucária pode sinalizar uma intensificação da tomada de decisões responsáveis no sentido de evitar a perda da árvore nos próximos anos, como analisa Bruno Ferreira.

“A cultura Kaingáng precisa do pinheiro. É a nossa principal planta e seu desaparecimento traz consequências graves porque existe uma destruição da fonte cultural, de alimento e resistência do povo Kaingáng”, diz o historiador. “Esforços de revitalização da cultura Kaingáng devem estar alinhados à retomada do plantio da araucária nos territórios do povo Kaingáng.”

Embora o plantio e o desenvolvimento de araucárias venha ocorrendo nas terras Kaingáng, sua mensuração é dificultada pela informalidade da prática nos territórios indígenas.

Recentemente, notícias sobre plantios em maior escala envolvendo o povo Kaingáng foram registradas, e apontam um total de 10 mil araucárias plantadas em suas terras. A estimativa é de 2019, anterior à pandemia, e reflete ações dos Kaingáng com apoio de parcerias das universidades federais da região Sul.


FONTE: MONGABAY-Notícias ambientais.


11 de novembro de 2022

O QUE É SER COMUNISTA?

 



A "lista de novos comunistas" é atualizada quase diariamente nas redes sociais brasileiras: Rede Globo, Leonardo DiCaprio, Supremo Tribunal Federal, MBL, The Economist, Bill Gates… Você já deve ter se deparado com um meme parecido com o descrito acima inúmeras vezes nos últimos anos — e nem é preciso insistir que nenhuma das pessoas ou instituições citadas é realmente comunista. A brincadeira, no entanto, ilustra a polarização que domina a política brasileira nos últimos anos e como o vocábulo comunista virou uma espécie de xingamento usado por alguns adeptos da direita no Brasil — mesmo quando o alvo está no lado oposto do comunismo no espectro político. Para além dos memes e ataques contra adversários, o que realmente significa ser comunista? Quais as origens da ideologia política que inspirou ideais, revoluções e massacres ao redor do mundo? Neste vídeo, nosso repórter Matheus Magenta traça um panorama das origens das ideias comunistas, passando pelas diversas vertentes em que a ideologia se dividiu e explicando como a ideologia impactou a política brasileira. Assista e confira. Reportagem em texto:




Entenda 4 alegações falsas sobre fraude nas urnas

 


BBC News Brasil


Depois do segundo turno da eleição presidencial ter dado vitória a Luiz Inácio Lula da Silva, parte dos apoiadores de Jair Bolsonaro tem levantado alegações de fraudes nas urnas brasileiras. 
Essas acusações, porém, são contestadas pelo Tribunal Superior Eleitoral e por especialistas em segurança do voto - inclusive alguns que participaram de testes públicos das urnas eletrônicas brasileiras. 

Neste vídeo, nossa repórter Mariana Schreiber investiga quatro alegações de fraudes nas urnas.

Confira essas reportagem em texto:



28 de outubro de 2022

VENEZUELA E BRASIL: ONDE ESTÃO AS CONVERGÊNCIAS?

A afirmação que o Brasil pode se tornar uma Venezuela caso o Lula vença as eleições, é algo que pode ser considerado apenas para o uso em campanhas políticas para amedrontar o povo ou causar desinformação, pois segundo analistas políticos da BBC Bolsonaro é mais parecido com Chaves do que o Lula. E o Brasil está longe de se tornar uma Venezuela, visto que suas economias são totalmente diferentes.  

Voltando as comparações políticas, a Venezuela tem nos seus gestores centrais os Militares, como Bolsonaro também os tem. 

Seria a Venezuela comunista sendo administrada por militares? Ou é apenas uma ditadura civil socialista assegurada por militares? 

Acredito que a Venezuela está mais para uma ditadura militar, não comunista. Dessa forma eu tenho mais medo do Bolsonaro que é um populista, tem o exército do seu lado. Enquanto o Lula, não. 

E o Bolsonaro pode criar uma crise em toda a América Latina por causa da sua intromissão nas políticas dos países vizinhos, desrespeitando a autodeterminação dos povos. E nas relações internacionais vem devendo políticas que sejam positivas para o Brasil, a principal deles sobre o meio ambiente e povos indígenas.  

Sem dúvida para quem pretende escolher um Presidente que resolva os problemas do Brasil, essa eleição está sendo uma das mais difíceis na escolha na hora do voto. 

Os eleitores que estão longe do fanatismo e perto da sensatez, naturalmente ficam em cima do muro, isso porque tendem a longas reflexões em quem votar.

Veja no AQUI mais informações sobre a Venezuela, e Bolsonaro e Chaves:

 


18 de outubro de 2022

Como era a vida na Venezuela sob chuva de petrodólares

 



Um dos maiores poderes de compra da América Latina, a menor inflação, os maiores consumidores de uísque do mundo e obras de infraestrutura de fazer inveja aos vizinhos. 
Quem vê a Venezuela mergulhada em sua pior recessão econômica e em meio a uma grave tensão política, pode não imaginar o passado de glória que o país já teve, como um dos países mais ricos dos anos 50 e 80 – quando chegou a ser chamado de ‘Venezuela saudita’, em referência a sua riqueza do petróleo, ou ainda de “a milionária da América”. 

É essa a história que a repórter da BBC News Brasil em Londres, Renata Moura, conta neste vídeo.

*******

As origens da crise na Venezuela

 



Os 28 anos de golpes, protestos e perseguições que levaram os venezuelanos à encruzilhada atual.




* * * * * * *

BBC: Mais sobre a Venezuela 

As semelhanças nas políticas de Bolsonaro e Chávez

Um dos motes de campanha de Jair Bolsonaro (PL) é que uma vitória do adversário Luiz Inácio Lula da Silva (PT) traz o risco de o Brasil se tornar uma Venezuela. Para além de afinidades ideológicas, porém, especialistas em política latino-americana ouvidos pela BBC News Brasil dizem que, na verdade, é o atual presidente brasileiro o líder mais próximo ao estilo de Hugo Chávez que o Brasil já teve no período democrático recente. Neste vídeo, nossa repórter Mariana Sanches explica quais são as semelhanças entre Brasil e Venezuela e quais medidas chavistas têm ou não sido usadas no Brasil.
Reportagem em texto: Veja Aqui




======================

As origens da crise na 'rica' Venezuela:




BBC News Brasil
Não faltaram perguntas dos nossos seguidores sobre como a Venezuela chegou aonde chegou. E será que é possível que o Brasil acabe no mesmo buraco?   A situação da Venezuela, definitivamente, foi um tema importante nessa campanha eleitoral. Neste vídeo, te mostramos como o país caribenho, que tem a maior reserva de petróleo do mundo e ganhou muito dinheiro com isso, agora vive um colapso econômico e enfrenta a fome.

Se você quer saber mais leia a reportagem em:

Crise na Venezuela: o que levou o país ao colapso econômico e à maior crise de sua história


Apresentação e roteiro: Lígia Mesquita Edição: Elisa Kriezis



14 de outubro de 2022

Como o Estado Brasileiro tratou os Povos Indígenas ao longo da história do Brasil?

 



Exterminacionismo. Integracionismo e Multiculturalismo.

Vamos falar um pouco sobre o tratamento dado pelo Estado e pela sociedade brasileira aos seus povos indígenas ao longo da história, a duração de cada período e como esses paradigmas afetam os povos originários até os dias atuais.