"Os bons ideais aproximam as pessoas que olham o mundo não apenas para si, mas para todos"Rivaldo R. Ribeiro

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11 de março de 2012

DIFERENÇA CULTURAL (Praça Sebastião Pereira Lima-José Bonifácio-SP e Ponte da Avenida João Pessoa-Porto Alegre-RS)

Em Porto Alegre-RS na época da arborização da Avenida João Pessoa foram plantadas palmeiras até no canteiro central da ponte dessa avenida e estão lá até hoje, enquanto isso em José Bonifácio-SP resolvem arrancar as palmeiras e árvores na Praça Sebastião Pereira Lima apenas para doar espaços a quiosques de lanches.
Tanto se fala em preservação ambiental, desenvolvimento sustentável, mas não é isso que vem acontecendo nessa praça.
O cartão postal de uma cidade geralmente são suas praças e a beleza do seu paisagismo, um reflexo da educação e cultura de seus habitantes.
Nós de José Bonifácio não estamos acompanhando a grande maioria das cidades no que tange na formação e cuidados com suas praças.
Aqui fizemos uma comparação com uma ponte de Porto Alegre-RS e a nossa Praça.
Seria uma questão de cultura? Ou de má vontade dos vereadores e dá própria população. Uma exceção está num protesto do jornalista Hairton Santiago no post anterior.

Palmeiras preservadas na Ponte da Avenida João Pessoa, Porto Alegre, Brasil
Fonte: Vejam nas fotos do Facebook do blog  http://goncalodecarvalho.blogspot.com/ 

 





Palmeiras arrancadas na Praça Sebastião Pereira Lima em José Bonifácio-SP.
Fotos de Hairton Santiago 

                                                                           
                                                                          




9 de março de 2012

O Protesto do jornalista Hairton Santiago no Facebook

Praça Sebastião Pereira Lima,José Bonifácio-SP

Estou com o coração sangrando. Operários da Prefeitura de José Bonifácio, equipados com motosserras, acabam de colocar no chão uma frondosa mangueira plantada na Praça Sebastião Pereira Lima, na região central da minha cidade. Fui eu que plantei essa mangueira, em 1996, cuidei dela com muito carinho. Ela dava frutos saborosos - "manga espada" - que deleitavam muita gente. Sua copa frondosa servia como abrigo para os ninhos dos pássaros. Neste tempo de muito calor, sua sombra era abrigo convidativo. No mesmo dia em que plantei essa mangueira, o saudoso Pacheco, dedicado servidor da Prefeitura que trabalhou com dedicação como zelador da praça, também plantou outra ao lado. Foram dezenas de anos, Pacheco e eu, cuidando das nossas arvorezinhas, que sobreviveram na praça. Pacheco se foi, está com Deus.
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Mas, por que os "homens da Prefeitura" cortaram essa árvore frutífera? Por que o Prefeito de José Bonifácio autorizou a construção de quiosques em alvenaria na praça pública e que serão ocupados por vendedores de lanches. Entendo que as pessoas precisam trabalhar, ganhar seu pão diário e suprir as necessidades da família. Mas, ocupar espaço público com suas microempresas? Considero isso uma ilegalidade, uma transgressão constitucional. Isso é um abuso, um desrespeito às normas legais. De repente, sem nenhuma lógica, meia duzia de gente - alguns são meus amigos, outros apenas conhecidos - transformam-se em "proprietários de um lote" na Praça Sebastião Pereira Lima.
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A mangueira e uma palmeira foram sumariamente cortadas, despedaçadas, seus troncos e galhos triturados, porque "atrapalhavam" a varanda de uma das lanchonetes que estão sendo construídas na Praça Sebastião Pereira Lima. Meu lamento não é apenas porque fui eu quem plantou a mangueira. Meu choro é porque integramos uma campanha mundial inspirada pelo Presidente de Lions Internacional, Dr. Wing-Kun Tam, compromissados com o plantio de um milhão de árvores no planeta. Já plantamos quase sete milhões. E o que os homens públicos estão fazendo aqui em José Bonifácio? Simplesmente ordenando o corte de árvores urbanas.
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Nenhuma explicação vinda do Poder Público me convencerá e, de antemão, peço que não ocupem meu precioso tempo com um eventual "esclarecimento". Tenho mais o que fazer, tenho que continuar plantando árvores para que estas sirvam à sanha ilógica de homens públicos, que as desejam no chão, inertes.
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Nós, moradores e empresários no entorno da Praça Sebastião Pereira Lima, na região central de José Bonifácio, nunca fomos consultados para externarmos nossa opinião sobre a transformação deste aprazível local de lazer urbano, em "lanchódromo". À sorrela, o Poder Público loteou esta Praça, um acinte à minha parca inteligência. Menosprezo ao povo de José Bonifácio, que paga tributos altíssimos.
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E agora? Nada posso fazer, a não ser denunciar o que classifico como abuso, como esbulho ao bem público do povo.
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Estou triste sim, inconformado pela morte imposta à árvore que plantei, à palmeira que vivia ao seu lado.
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Roupa suja se lava em casa. Neste caso específico, envergonhado, torno público ao mundo, o que o Poder Público está fazendo em José Bonifácio, especificamente na Praça Sebastião Pereira Lima, na principal via pública da cidade.
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Quem sabe alguém oriundo da representação dos "Poderes Constituídos da Nação Brasileira", resolva dar uma olhada no que acontece aqui na minha cidade.
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Aviso que não ensarilharei a espada na luta contra os abusos.
Continuo fiel ao lema de vida que adotei:
"Sou Líder Servidor. Eu Acredito!"
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Autor: Jornalista e membro do Lions Clube Hairton Santiago(Publicado inicialmente do seu FACEBOOK)

F O T O S

Para aumentar clique nas fotos-(Foto Rivaldo R.Ribeiro)



Esse ninho estava entre as folhas do pé de mangueira suprimida. 
Foi um crime ambiental.



A fotos abaixo são de autoria de Hairton Santiago.



      












21 de fevereiro de 2012

O fim da floresta representa o desaparecimento das espécies, com consequências devastadoras

Bosque de José Bonifácio-SP. Clique sobre a foto para ampliar.
                      Foto: árvore morta.

Valor da biodiversidade – O desaparecimento da floresta é também o desaparecimento das espécies. Isso tem consequências devastadoras – inclusive para a economia.

A borboleta Rainha Alexandra, da Nova Guiné, é a maior do planeta

Aqui, a maior borboleta do mundo, a Rainha Alexandra, de 28 centímetros de envergadura, bate suas asas. Mais adiante, pousa uma ave-do-paraíso, que com sua plumagem colorida e exuberante é o pássaro símbolo da Nova Guiné. Na árvore seguinte, você pode encontrar um canguru-de-manto-dourado ou, no chão, um sapo “Pinóquio”. A biodiversidade da Nova Guiné é incomparável – mas está ameaçada.

Ave-do-paraíso: não apenas bela

Ainda existem florestas intocadas, por enquanto a ilha ainda é pouco povoada, mas a população de Papua Nova Guiné está crescendo. E com isso cresce também a pressão sobre a mata e sobre os animais. A floresta é desmatada para dar lugar a lavouras e plantações, para o uso da terra e para o corte seletivo de madeiras nobres. Muitas espécies animais da Nova Guiné já estão ameaçadas, por pertencerem exclusivamente a zonas muito restritas. Se o seu habitat desaparece, elas não têm para onde ir e, na pior das hipóteses, morrem.

Mais de 100 espécies por dia

Projetos com as populações indígenas, que separam as áreas de manejo das áreas de proteção permanente, ajudam a estabelecer zonas de retiro. Tais medidas são urgentemente necessárias: dois milhões de espécies da fauna e da flora estão atualmente catalogados pela ciência. Segundo estimativas da ONU, cerca de 130 espécies desaparecem por dia no mundo.

“Isso corresponde a um ritmo cem a mil vezes mais rápido do que o processo evolutivo natural”, diz Andrea Cederquist, especialista em biodiversidade da organização ambiental Greenpeace. A variedade genética da vida sobre a Terra está diminuindo. Quantas espécies desaparecem por dia na Nova Guiné, ninguém sabe dizer. E ninguém sabe também quais serão as consequências. “O aquecimento global e a perda da biodiversidade estão conectados, e isso leva a uma reação em cadeia que não podemos avaliar”, diz Cederquist.

E se elas desaparecessem?

A ciência é unânime: as repercussões do aquecimento global e da perda da biodiversidade são absolutamente imprevisíveis. Não é apenas uma questão de saber se nas montanhas da Nova Guiné há uma espécie a menos de ave-do-paraíso, mas quais são as relações vitais entre os organismos – e em que velocidade o sistema todo pode entrar em colapso pela falta de um elemento essencial ao ciclo da vida.

O pesquisador de formigas Bert Hölldobler fez uma experiência: se devido a uma epidemia as formigas morressem, haveria uma catástrofe ambiental devastadora. A maioria das florestas iria morrer. Primeiro as plantas, depois os herbívoros. A perda da biodiversidade aceleraria de forma vertiginosa, levando a um colapso de todo o ecossistema terrestre.

Com os recifes o cenário é semelhante. Se os corais morrerem por causa do aumento da temperatura da água, todo o ecossistema entra em colapso rapidamente. “Disso todo mundo sabe, mas não se toma nenhuma atitude”, diz a especialista Cederquist.

Custos gigantescos

Proteção e uso da floresta para os nativos

Talvez haja um aumento de esforços para proteger a biodiversidade quando as perdas econômicas causadas pela degradação ambiental passarem a chamar mais atenção. O montante atual já é de 2 a 4,5 bilhões de dólares por ano, como comprovou o estudo “A economia dos ecossistemas e da biodiversidade” em julho de 2010. O estudo foi feito em parceria entre o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e a consultora PricewaterhouseCoopers.

Comprovou-se, por exemplo, o desempenho econômico dos insetos: só com a polinização das plantas, eles têm uma contribuição de até 190 bilhões de dólares por ano na produção agrícola.

Autor: Oliver Samson (ff)

Revisão: Roselaine Wandscheer

Matéria da Agência Deutsche Welle, DW, publicada pelo EcoDebate, 14/02/2012


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4 de janeiro de 2012

Era uma vez um bosque...Ali havia um bosque!- (Alguém teria o poder de ressuscitar uma espécie extinta?)-José Bonifácio-SP

O bosque, que alem de ser um nome de um bairro e de muitas histórias, é um micro bioma de muitas espécies vegetais e animais, um produtor e mantenedor da vida.
Dele vem muito do nosso oxigênio e o equilíbrio no nosso clima e temperatura.
A sua importância é inquestionável, mas pode estar ameaçado pelo progresso que avança como um exército impiedoso e por falta de cuidados. 
Hoje o bosque é punhado de árvores mirradas com aparência de doentes.
Quem conheceu aquele lugar há algum tempo atrás podem constatar a diferença: estamos acabando com um tesouro ambiental.

Nas fotos abaixo poderemos ver a perigosa aproximação do homem dessa reserva ambiental, que vem sendo cercada por todos os lados.
Uma ameaça distinta de incêndio que já houve num passado próximo, e agora com as construções de residências nas proximidades o perigo se torna real.

As secas estão vindo cada vez mais intensas e longas. Aquela vegetação poderá se transformar num amontoado de galhos e ramos esturricados e secos pelo calor, pela baixa umidade do ar que ano a ano vem se intensificando.

É fácil deduzir o perigo de um incêndio de grandes proporções naquela área por causa da pouca distancia dos imóveis.
Não duvido que logo terão a "ideia genial" que para resolver esse problema da proximidade dos imóveis vão alargar a ruela que fica entre o bosque e o bairro, derrubando centenas de árvores importantes e centenárias... 


A cidade de José Bonifácio precisa com urgência planejar a sua urbanização para interromper a bagunça que está virando, antes que seja tarde demais com consequências danosas na sua infra-estrutura, saneamento básico e no trânsito que já se mostra confuso e difícil.

Clique nas fotos para ampliar:

Futuro Bairro Monte Alegre:














                           As fotos abaixo são recentes, percebe ali que o Bosque Municipal está a cada dia se definhando.











18 de dezembro de 2011

O “problema” da rua fechada as margens do riacho Monte Alegre que ligava ao Bairro Monte Alegre

ATUALIZAÇÃO DA SITUAÇÃO DO LOCAL DATA: 18/08/2021
01)Natureza valente se recupera parcialmente no local onde as vegetações originais foram arrancadas em 2011.
Veja no item 02 as postagens no ano 2011 que mostra como estava essa rua a época.

 





02)AS POSTAGENS ABAIXO FORAM PUBLICADAS NO DIA 18 DE DEZEMBRO DE 2011

Fotos da rua com replantio das árvores que foram suprimidas. 



                               
Nessa semana entre dos dias 12 e 16 de dezembro de 2011,fui dar uma olhada na rua que fica atrás do bosque (Prolongamento da Av. Monsenhor Ângelo Angioni cruzamento com a Rua do Cedro) que a Promotoria de Justiça do Meio Ambiente havia fechado porque ali é uma área de preservação ambiental,  obrigando a Prefeitura de José Bonifácio a fazer o replantio de novas mudas de árvores no leito da rua que foi aberta irregularmente(fotos), nota-se um total descuido com as mudas replantadas. 

Quando vi fiquei espantando, a rua havia sido aberta novamente, não dava para distinguir se foi por vândalos e desrespeitadores da Lei ou com autorização da própria Promotoria. Não fiz imagens alguma. Pra que? A força econômica é assim mesmo...

E na sexta feira dia 16 de dezembro de 2011, passei por lá para confirmar se realmente a rua estava aberta. E fui surpreendido com a rua novamente fechada, com um diferencial, agora com montes de terra (Fotos) que irá impedir de vez que alguém tente desrespeitar essa ordem da Justiça do Meio Ambiente.

Isso trouxe aos moradores que compraram seus terrenos no Bairro Monte Alegre uma dificuldade maior, mas não ficaram isolados porque existem outros acessos.

Não sei como foi a negociação da venda dos terrenos naquele local, mas houve falta de informação e planejamento por parte da Prefeitura Municipal de José Bonifácio e do loteador da área. Tudo indica que não informaram aos futuros moradores desse possível transtorno de acessibilidade, que não é de tudo sem solução. “E como dizem por ai: não é o fim do mundo.”
Pelo contrário, conservando o meio ambiente naquele  local, o Riacho Monte Alegre será protegido nas suas nascentes. E a água vem em primeiro lugar sobre qualquer coisa, pois ela essencial a vida.

Rivaldo R.Ribeiro

Abaixo fotos da rua que agora realmente foi fechada.









Um dos poucos pontos de reserva florestal na cidade de José Bonifácio-SP onde foi cortada pela rua. 




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