"Os bons ideais aproximam as pessoas que olham o mundo não apenas para si, mas para todos"Rivaldo R. Ribeiro

RINDAT: Descargas Atmosféricas

3 de agosto de 2011

EM JOSÉ BONIFÁCIO-SP-Praça Sebastião Pereira Lima.Tambem conhecida como JARDIM NOVO???

Depois de ver os danos causados na grama e plantas da praça por causa da construção dos quiosques, é fácil imaginar qual seria o resultado daquele lugar quando for usado pelos  frequentadores:
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Uma "praça" de alimentação ou um espaço para quiosques de alimentação com o nome de praça?
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Talvez fazer um calçamento total, eliminando o gramado, os arbustos, as flores seria mais proveitoso...

Mas depois disso seria um JARDIM, um ponto paisagístico e verde da cidade??
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Sei lá o que pensar dessa gente...
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Enquanto isso o calor aumenta, atrai tempestades, prejuízos, feridos e desabrigados... 
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Clique sobre as fotos para ampliar: 
















Por enquanto a primeira utilidade:Moradores de rua.:




Clique AQUI e conheça o paisagismo de
 ROBERTO BURLE MARX:




2 de agosto de 2011

RIACHO MONTE ALEGRE- JOSÉ BONIFÁCIO-SP

Córrego Monte Alegre.
José Bonifácio-SP


Margens totalmente destruída pelas chuvas do mês de Março, consequência da retirada da vegetação que ali existia.





Resultado foi o assoreamento do riacho, tornando mais dispendioso  as obras para sua recuperação.  




Provável causa do agravamento do assoreamento do córrego Monte Alegre foi a "limpeza" da vegetação das margens à esquerda de quem olha o curso das aguas, aliás apenas um filete poluido e sem vida conforme demonstra as fotos a seguir:





Água poluída que passa por baixo da ponte da Rua Piratininga.:



Esperamos que essa publicação seja compreendida como uma critica construtiva, pois todos os meus blogs que edito nenhum tem objetivo político ou partidário.


17 de julho de 2011

José Bonifácio-SP sofre de novo com o SUFOCO das queimadas nos canaviais: A irresponsabilidade continua...!

Hoje, dia 16/07/2011 eu dirigia pela Avenida Campos Sales na cidade de José Bonifacio-SP quando  notei que sol escurecia, mas era um dia sem nuvens. Estamos vivendo um tempo seco, a chuva foi embora...

Segundo o SIGAM - Sistema Integrado de Gestão Ambiental - SMA/CBRN a umidade relativa do ar nesse dia 16/07/2011 foi de apenas 25% (Região administrativa de São Jose do Rio Preto-SP.)

Olhei para o horizonte e vi a causa: novamente a maldição das queimadas da palha da cana ou queimadas nos canaviais. O Sufoco estaria recomeçando...

As pessoas já sofrem com o clima árido, o cheiro ardido destas queimadas que infelizmente jamais ficaremos livres, mesmo que cumpram as leis , proibição por causa da umidade do ar, mesmo que haja mortes de animais e de pessoas. Mesmo que mecanizem as lavouras. Os incêndios irão acontecer, pois é uma cultura altamente inflamável que somando com o clima seco fatalmente isso irá sempre acontecer.

O nosso horizonte de uma região próspera agora está vendo o retrocesso.

Campos que antes eram verdes e enchia nossos olhos com plantações de arroz, milho, café, algodão, criação de gado, agora domina a cultura feia e nociva da cana de açúcar, que alem de poluir a atmosfera com suas queimadas já vem contaminando o aguifero guarani uma das maiores reservas subterrâneas de água doce do mundo com uso excessivo de agrotóxico.

O governo perde tempo em não planejar um zoneamento agrícola para o Estado de São Paulo, pois tem uma grande densidade demográfica justamente onde concentra a monocultura da cana de açúcar que coincidentemente é um fator negativo a saúde dessa mesma população.

Agora à noite o ar está irrespirável, as luminárias dos postes estão ofuscadas pela fumaça escondida pela noite, sofremos com isso... Cadê as autoridades que elegemos para nos defender? Cadê a justiça que confiamos? Até quando ficaremos aqui como cordeiros à espera das enfermidades que essa poluição possa causar.

Antes que sejamos tosquiados temos uma das maiores armas que a democracia ainda nos permite: eleger realmente quem nos quer bem. Se isso não for possível, cabe apenas devolver o mesmo tratamento que os políticos nos impõem, jogar nosso voto na lata do lixo...

Vejam as fotos no tamanho original clicando sobre elas:
















Nuvem de fumaça indo na direção de José Bonifácio:








CANAVIAIS:



11 de julho de 2011

Lagarto Teiú

Vejam que animal lindo encontrei  lá pelos lados do Bairro Santa Maria-José Bonifácio-SP,  até parecia que éramos velhos conhecidos.

Quando mirei a minha digital na sua direção ele pousou para foto.

Depois continuou andando tranquilo, atravessou a rua entrou num pasto ali perto, enfrentou uma coruja, e depois sumiu no meio do mato.

Isso é natureza, me alegra ver um animal desses. Não teve medo de um possível perigo que eu representava, isso traduz que ele nunca foi molestado pelo bicho homem.

Quem bom! 

OBS.Mas nunca ajam dessa forma, eles podem ser agressivos

Clique nas fotos para aumentar o tamanho:



Pesquise:

Veja vídeo captado no Youtube:






DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA ÁGUA

1. A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

2. A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida e de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceder como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado no Art. 3º de Declaração Universal dos Direitos Humanos.

3. Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo a água deve ser manipulada com racionalidade, preocupação e parcimônia.

4. O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e dos seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente, para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos por onde os ciclos começam.

5. A água não é somente uma herança dos nossos predecessores, ela é sobretudo um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do Homem para as gerações presentes e futuras.

6. A água não é uma doação gratuita da natureza, ela tem um valor econômico: é preciso saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

7. A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento, para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração de qualidade das reservas atualmente disponíveis.

8. A utilização da água implica o respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo o homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo Homem nem pelo Estado.

9. A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

10. O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.


http://www.uniagua.org.br/

4 de julho de 2011

Riacho Cerradão: Poluição e Mau cheiro perpétuo - José Bonifácio SP.

Por Rivaldo R.Ribeiro

Nós que lutamos a favor do meio ambiente, frequentemente somos abordados por cidadãos e cidadãs reclamando de algum possível crime ambiental.

Entre eles estão podas de arvores indevidas e sem critérios, falta de conservação dos nossos riachos, poluição do ar pelas queimadas de cana, desmatamento, falta de arborização no centro da cidade e por ai vai...

Mas nessa semana uma cidadã me disse que não suporta mais o mau cheiro que vem do riacho Cerradão.

O Cerradão é um riacho que agoniza por causa da poluição que sofre há vários anos provavelmente vinda de um frigorífico que fica logo acima, ele corta a cidade de Jose Bonifácio-SP entre o centro e o Bairro da Saudade.
Quando alguém levanta o problema, o argumento e a geração de empregos que o frigorífico oferece para centenas de trabalhadores.
Mas o problema tem que ser resolvido, pois já se arrasta há anos. José Bonifácio é uma cidade já com quase 40 mil habitantes, um comercio pujante, e seus moradores já não agüentam mais esse MAU CHEIRO INSUPORTAVEL que já se tornou perpétuo.

Até quando o riacho Cerradão será útil apenas como esgoto de uma empresa frigorífica?

No momento que as fotos eram tiradas, o mau cheiro era insuportável. Por causa daquele cheiro fétido interrompi as fotos, pois já me causava mal estar e irritação nas narinas e garganta.

"A agua é um patrimônio do homem, poluí-la é um crime contra a humanidade."

Fotos do riacho Cerradão:Aguas escuras pela poluição.

"Clique nas fotos para ve-las no tamanho real"  







Depois do desrespeito o riacho continua...Mas sem vida...


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Foto tirada a partir da margem do Riacho, ao fundo a Camara dos Vereados de Municipio de José Bonifácio-SP:

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Frigorifico: maior fonte poluidora do Riacho Cerradão:







18 de junho de 2011

URGENTE-CRIANÇA DESAPARECIDA.



Menino de 4 anos desaparece em fazenda em Catiguá , SP



Se alguém ver esse menino, entre em contato com a policia de Catigua-SP. Ele sumiu sábado dia 04/06/2011.

A familia está desesperada e o caso está comovendo a todos nós da região de São José do Rio Preto

14 de junho de 2011

Palhada da cana auxilia na diminuição do efeito estufa-Por Sandra O. Monteiro - sandra.monteiro@usp.br

Estudo desenvolvido no Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA) da USP, em Piracicaba, comprova por meio de um modelo matemático denominado Century, que manter a palhada — restos da cana que ficam no solo após a colheita — aumenta significativamente a fixação de carbono na terra. O trabalho também confirma que a colheita mecanizada da cana-de-açúcar diminui a emissão de gás carbônico para a atmosfera, atenuando o efeito estufa.

Manter a palhada aumenta fixação de carbono na terraOs dados para o estudo foram obtidos pelo pesquisador Marcelo Valadares Galdos, atualmente no Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), de duas formas distintas. A primeira, por meio da coleta de amostras de solo em locais de colheita com queimada e de colheita mecanizada a partir da cronossequência, que consiste na retirada de amostras distintas do solo que possam demonstrar as diferenças ocasionadas pelo tempo. E, a outra, por informações do Instituto de Pesquisa da Cana-de-açúcar da África do Sul sobre solos com até 60 anos consecutivos de colheita sem queima.

A partir disto, utilizando-se o modelo matemático Century, desenvolvido pela Colorado State University (EUA), adaptado para a análise de dados de solos de plantações de cana-de-açúcar, foi possível prever cenários futuros para estas regiões.

Galdos explica que o procedimento dele e de outros pesquisadores foi “calibrar e validar um modelo computacional com dados de plantações da África do Sul e das cidades de Goiana (Pernambuco), Timbaúba (Pernambuco) e Pradópolis (São Paulo), para simular fluxos de carbono e nutrientes entre o solo, a planta e a atmosfera.”

Em Pradópolis, por exemplo, a manutenção da palhada no solo aumentou a fixação de carbono em 1200 Kilos por hectare por ano.

O professor Carlos Cerri, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA) da USP, em Piracicaba, que também participou da pesquisa, diz que “a quantidade de carbono que será fixada no solo depende do tipo de solo, do clima, do manejo da cultura, da forma da colheita, entre outros fatores. O solo argiloso, por exemplo, consegue fixar muito mais carbono do que o solo arenoso. Assim, como a fixação do carbono em lugares de climas frios é bem melhor do que em locais de climas quentes, onde a decomposição ocorre mais rapidamente.” A colheita mecanizada propicia a manutenção da palhada sobre o solo. Galdos complementa que “durante o processo de decomposição desse material, parte do carbono fica incorporada ao solo. Esse processo é conhecido como ‘sequestro de carbono’. Sua importância reside no fato de representar uma diminuição significativa no resultado do cálculo do ‘carbon footprint’ do etanol”.

Queimadas versus mecanização

A cana-de-açúcar durante a fotossíntese, processo de obtenção de energia da planta, retira gás carbônico do ar. O gás carbônico é transformado pela planta em compostos orgânicos que são incorporados pelas raízes, colmo (caule da cana) e folhas.

Quando a colheita é feita por meio da queimada das folhas, o carbono presente nos compostos orgânicos vai direto para a atmosfera em forma de gás carbônico, como produto da combustão. Em contrapartida, quando a cana é colhida mecanicamente sem queima, parte do carbono não volta para a atmosfera e é fixado no solo.


Etanol ou gasolina

Segundo o pesquisador, a vantagem de colheitas mecanizadas faz com que “plantações de cana-de-açúcar destinadas à produção de etanol tornem este biocombustível duplamente mais benéfico do que a gasolina. Pois, o gás carbônico liberado na combustão do etanol é o mesmo consumido durante a fotossíntese da cana. Na combustão da gasolina esta reciclagem não ocorre.”

O estudo foi contemplado com o 2º Prêmio Top Etanol, na categoria Trabalho Acadêmico. O artigo resultante do estudo, publicado na Soil Science Society of America Journal, é parte da tese de doutorado do agrônomo Marcelo Valadares Galdos que foi defendida na Esalq e orientada pelo professor Carlos Cerri do CENA.

Também participaram do estudo, Keith Paustian da Colorado State University (EUA), Rianto Van Antwerpen, do Instituto de Pesquisa da Cana-de-açúcar da África do Sul, e Carlos Eduardo Cerri, da Esalq

Com informações da Assessoria de Imprensa do CENA

Agência USP de Notícias 


9 de junho de 2011

Laudos concluem que casal de extrativistas teve morte instantânea

Da Redação
Agência Pará de Notícias

A polícia civil do Pará recebeu na tarde desta quarta-feira (8), no município de Marabá, os laudos relativos à necropsia e ao local das mortes do casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santos da Silva, ocorridas no último dia 24 de maio, em Nova Ipixuna, município do sudeste do Estado. Com a conclusão dos laudos, a polícia dá um passo importante para a elucidação dos crimes, informou o delegado geral adjunto da Polícia Civil, Rilmar Firmino de Sousa, que há 16 dias acompanha as investigações da sede da Delegacia de Conflitos Agrários (Deca), em Marabá.

De acordo com o laudo, o casal foi atingido por arma de fogo, uma espingarda, em disparos feitos da esquerda para a direita. O chumbo ou “balim” perfurou órgãos vitais, causando morte imediata. Os laudos integram outras três peças importantes para o esclarecimento das mortes, como o georreferenciamento da área do crime, a perícia técnica no aparelho celular de uma das vítimas e o exame de balística. Estes três últimos ainda não têm prazos para a entrega.

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5 de junho de 2011

AS MORTES DOS AMBIENTALISTAS, OS' ÚLTIMOS MOMENTOS -(Felipe Milanez-CARTA CAPITAL)

A noite ainda cobria a floresta quando, por volta das 4h30 da manhã da terça-feira 24 de maio, uma moto vermelha passou em frente à Encruzilhada da Morte, apelido de um boteco localizado no assentamento Praia Alta-Piranheira, na área rural de Nova Ipixuna, no Pará. Seguiu em alta velocidade e cruzou a pequena vila de Maçaranduba. Sobre ela, dois homens carregavam uma mochila comprida. A dupla andava rápido por um motivo: era preciso chegar antes ao local planejado e preparar a tocaia. Certamente, não haveria outra oportunidade tão cedo.

Alguns quilômetros adiante, a moto parou em frente a uma ponte em más condições sobre um igarapé: uma tora de madeira semiafundada e, ao lado, uma prancha levantada. Passar ali exige cuidado. No fim da ponte, uma ladeira encobre a visão de quem a atravessa, local perfeito para emboscada. A dupla camuflou-se no mato, em um ponto de onde era possível enxergar até o topo da ladeira e não ser visto. E esperou.

Não muito longe, Maria do Espírito Santo se levantou assim que o sol surgiu por entre as árvores. Despertou o marido, José Cláudio Ribeiro, saiu pela varanda da casa, caminhou cerca de 5 metros e foi até a cozinha preparar o café. José Cláudio veio em seguida. Por volta das 7 da manhã, dia claro, o casal saiu. Passaram, como de costume, na casa de Laíse Santos Sampaio, vizinha, irmã e confidente de Maria. E foram para a cidade. Precisavam buscar logo o dinheiro que faltava para enviar à irmã de José Cláudio, que vive no Tocantins e está mal de saúde. Haviam conseguido com uma vizinha 700 reais emprestados. Mas os outros 1,3 mil reais viriam de uma amiga em Marabá. José Cláudio guiava a moto, Maria ia na garupa...
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2 de junho de 2011

Para que mais uma morte de pobre não vire estatística ou vaia de ruralista, por Eliane Brum

A semana passada foi uma vergonha para este país. No mesmo dia em que a Câmara dos Deputados aprovou um Código Florestal que beneficia quem vem acabando com o meio ambiente e comprometendo o futuro de todos os brasileiros – e também do planeta –, foram assassinados dois líderes extrativistas que defendiam o manejo sustentável da floresta. José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo Silva foram mortos a tiros na terça-feira, 24/5, em Nova Ipixuna, no sudeste do Pará. Depois, José Cláudio teve parte da orelha decepada. Quando foi anunciado na Câmara o duplo assassinato, o que fez a bancada ruralista? Vaiou. Dois brasileiros foram executados – e alguns de nossos representantes vaiaram.

Como Chico Mendes e Dorothy Stang, o casal também avisava há muito, como mostra este vídeo, que estava “com uma bala na cabeça”. E, como parece sempre acontecer nesse país, a profecia se realizou. Mas, diferente de Chico Mendes e de Dorothy Stang, o espaço dado à sua morte na imprensa foi bem menor. Possivelmente porque a luta de Chico Mendes foi noticiada primeiro pelo New York Times – e Dorothy Stang tinha família americana. Assim como os outros 18 executados no ano passado no Pará por conflitos agrários, como mostra a matéria Eles morreram pela floresta, José Cláudio e Maria eram brasileiros pobres que lutavam pelo que nós todos deveríamos estar lutando. E morreram porque não foram escutados. Também por nós.

Foi uma semana feliz para os assassinos do Brasil – os assassinos de gente, e os de futuro que circulam pelo Congresso. Prestem atenção na votação do novo Código Florestal no Senado, anotem o nome de quem faz o que, porque é uma ideia de país que está em jogo. Não custa lembrar que todos aqueles homens e mulheres que estão decidindo o nosso futuro – boa parte deles mais preocupado com o próprio presente – foram escolhidos e legitimados pelo nosso voto, o que nos coloca na condição de cúmplices da ruína ética a que assistimos no Congresso mandato após mandato. Na sexta-feira, 27/5, Adelino Ramos, outra liderança que combatia o desmatamento da floresta, foi assassinado quando vendia verduras. Desta vez, em Rondônia. Coincidência?
Não é com parlamentares como estes – capazes de queimar a Amazônia em benefício próprio e vaiar quando é anunciado o assassinato de brasileiros que defendiam a floresta – que vamos a algum lugar. Nem com cidadãos que testemunham a indignidade e seguem calados. Essa classe de políticos só tem a ousadia de ser tão vil em suas barganhas e em seus atos porque sabe que sempre pode contar com a nossa omissão.

Não há nenhuma discussão, hoje, no país, mais importante que a do Código Florestal. Seu desfecho determinará muito do que seremos – ou não seremos. Quem sabe ainda dê tempo para mais gente estranhar um Código Florestal que anistia desmatadores ser aprovado pela Câmara em pleno ano de 2011, quando o desafio urgente é – ou deveria ser – o desenvolvimento sustentável do país. E mais gente comece a desconfiar que assassinatos de defensores da Amazônia não combinam com as pretensões do Brasil de ocupar um lugar de destaque no cenário mundial.

Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).

Artigo originalmente publicado na coluna de Eliane Brun, na revista Época Online

EcoDebate, 01/06/2011

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30 de maio de 2011

“Se nos calarmos, as florestas gritarão”.

Qua, 25 de Maio de 2011 19:08


Coordenação nacional da CPT divulga Nota Pública sobre o assassinato dos dois ambientalistas no sudeste do Pará. A Nota destaca que "Esta é mais uma das ações do agrobanditismo e mais uma das mortes anunciadas. O casal já vinha recebendo ameaças de morte. O nome deles constava da lista de ameaçados de morte registrada e divulgada pela CPT. O de José Cláudio em 2009 e em 2010, e o de sua esposa Maria do Espírito Santo, em 2010".




NOTA PÚBLICA


“Se nos calarmos, as florestas gritarão”


A Coordenação Nacional da CPT, reunida em Goiânia para uma de suas reuniões ordinárias, recebeu com extrema tristeza e indignação a notícia do assassinato do casal Maria do Espirito Santo da Silva e José Cláudio Ribeiro da Silva, ocorrido na manhã do dia 24 de maio, no Projeto de Assentamento Extrativista, Praia Alta Piranheira, no município de Nova Ipixuna, sudeste do Pará.


Esta é mais uma das ações do agrobanditismo e mais uma das mortes anunciadas. O casal já vinha recebendo ameaças de morte. O nome deles constava da lista de ameaçados de morte registrada e divulgada pela CPT. O de José Cláudio em 2009 e em 2010, e o de sua esposa Maria do Espírito Santo, em 2010. Esta lista, junto com a dos assassinatos no campo de 1985 a 2010 foi entregue ao Ministro da Justiça, no ano passado. Mas nenhuma providência foi tomada.


“José Cláudio e Maria do Espírito Santo se dirigiam de moto para a sede do município, localizada a 45 km, ao passarem por uma ponte, em péssimas condições de trafegabilidade, foram alvejados com vários tiros de escopeta e revólver calibre 38, disparados por dois pistoleiros que se encontravam de tocaia dentro do mato na cabeceira da ponte. Os dois ambientalistas morreram no local. Os pistoleiros cortaram uma das orelhas de José Cláudio e a levaram como prova do crime”, registra nota CPT de Marabá, que esteve no local do crime.


José Cláudio e Maria do Espírito Santo foram pioneiros na criação da reserva extrativista do Assentamento Praia Alta Piranheira no ano de 1997. Devido à riqueza em madeira, a reserva era constantemente invadida por madeireiros e pressionada por fazendeiros que pretendiam expandir a criação de gado no local.


Mas nossa indignação aumentou com a notícia, veiculada pelo jornal Valor Econômico do dia de hoje, 25, de que o deputado José Sarney Filho ao ler, em plenário, a reportagem da morte dos dois lutadores do povo, foi vaiado por alguns deputados ruralistas e pessoas presentes nas galerias da Câmara Federal, que lá estavam para acompanhar a votação do novo Código Florestal. Este fato nos dá a exata dimensão de como a violência contra os trabalhadores e trabalhadoras do campo é tratada. Certamente a notícia destas mortes foi recebida com alegria em muitos espaços, pois mais um “estorvo” no caminho dos ruralistas e dos defensores do agronegócio foi removido.


A Coordenação Nacional da CPT reafirma a responsabilidade do Estado por este crime. A vida das pessoas e os bens natureza nada valem se estes se interpuserem como obstáculo ao decantado “crescimento econômico”, defendido pelos sucessivos governos federais, pelos legisladores do Congresso Nacional que aprovam leis que promovem maior destruição do meio ambiente, e pelo judiciário sempre muito ágil em atender os reclamos da elite agrária, mas mais que lento para julgar os crimes contra os camponeses e camponesas e seus aliados. A certeza da impunidade alimenta a violência.


Parafraseando o Evangelho, não podemos nos calar diante desta barbárie, pois se nos calarmos, as florestas falarão (Lc 19,40).


Goiânia, 25 de maio de 2011.


A Coordenação Nacional da CPT
___________
Maiores informações:
Cristiane Passos (Assessoria de Comunicação CPT) – (62) 4008-6406 / 8111-2890
Antônio Canuto (Assessoria de Comunicação CPT) – (62) 4008-6412




www.cptnacional.org.br  


Latifundiários, ruralistas, madeireiros e seus pistoleiros contra a vida

Vinte dias antes de serem mortos a tiros, os líderes extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo tinham enviado um documento ao Ministério Público Federal de Marabá denunciando o envolvimento de três madeireiras da região de Nova Ipixuna, no Pará, em crimes ambientais. O casal foi assassinado a tiros no interior do Assentamento Extrativista, Praia Alta Piranheira, no município de Nova Ipixuna, sudeste do Pará, no último dia 24 de maio. Segundo informações da Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Marabá (PA), José Cláudio e Maria do Espírito Santo se dirigiam de moto para a sede do município, localizada a 45 km. Conforme diz a nota da CPT. “ao passarem por uma ponte, foram alvejados com vários tiros de escopeta e revólver calibre 38, disparados por dois pistoleiros que se encontravam de tocaia dentro do mato na cabeceira da ponte. Os dois ambientalistas morreram no local. Os pistoleiros cortaram uma das orelhas de José Cláudio e levaram como prova do crime”.

Isto é uma barbaridade praticada por quem só pensa no dinheiro e não dá valor a vida das pessoas e do meio ambiente. E o pior é que os mandantes do crime tem muitos e bons pistoleiros para atacar a vida. Sabemos que José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo foram assassinados por pistoleiros de madeireiras. Mas, é uma cadeia de exploração, ambição, violência e morte, onde se integram latifundiários, ruralistas e madeireiros, com seus hábeis pistoleiros, que também usam armas sofisticadas para destruir vidas. Por triste e irônica coincidência, no mesmo dia em que os pistoleiros agiram na base, assassinando militantes socioambinetais extrativistas, outros pistoleiros, outrora chamados de picaretas, também atuaram contra a vida no Congresso Nacional. Em Brasília na Câmara Federal, os deputados pistoleiros, a mando de latifundiários, ruralistas e madeireiros atiram fogo contra o Código Florestal, tentando assassinar o meio ambiente e a lei que o protege.

Temos uma prova concreta de que existe uma íntima relação entre os pistoleiros do Pará e os de Brasília. No momento em que foi dado a notícia do assassinato de José Cláudio e Maria do Espírito Santo, defensores do meio ambiente, os pistoleiros de plantão em Brasília, para detonar o Código Florestal, simplesmente entonaram uma vaia, como se o acontecido e as vítimas fossem insignificantes. Talvez os pistoleiros do Pará sejam presos, mas os mandantes do crime, infelizmente, poderão ficar livres para continuarem suas atrocidades. E os pistoleiros de Brasília, com seus colarinhos brancos e mãos limpas, como as de Pôncio Pilatos, naturalmente ficarão protegidos pelo verde das notas de dólar e pelas onças das notas de real. No entanto, temos a chance de puní-los pelo nosso voto. Oxalá Brasil.



Pilato Pereira - Pastoral da Ecologia RS

pilatopereira@gmail.com

http://www.olharecologico.blogspot.com/
 

18 de maio de 2011

ANALFABETO POLÍTICO

"Não há pior analfabeto que o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. O analfabeto político é tão burro que se orgulha de o ser e, de peito feito, diz que detesta a política. Não sabe, o imbecil, que da sua ignorância política é que nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, desonesto, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."



Bertolt Brecht (1898-1956)


NOTA DO AUTOR DO BLOG:
É uma perfeita reflexão, entretanto as atitudes de alguns politicos afastam as pessoas que realmente poderiam contribuir para que nos tornamos uma grande nação. 


8 de maio de 2011

O biocombustível e a fome, artigo de Sergio Sebold

Todos nós temos consciência de que as reservas de petróleo são finitas. Segundo analistas e especialistas nesta área, existe ainda petróleo para os próximos 40 anos dentro dos padrões de consumo atual (75 milhões barris/dia), que em termos de tempo é extremamente exíguo. Por outro lado, o que nos choca é pensar que a natureza levou milhões, talvez bilhões de anos fermentando nas entranhas da terra para se transformar neste precioso líquido que a civilização dos anos recentes está transformando tudo em fumaça ou em produtos que levarão centenas de anos para serem digeridos novamente pela mesma mãe natureza.

Pelo conceito do “sino” de Hilbert, já alcançamos a curva superior em termos de reservas. A não ser que descobertas surpreendentes façam mudar este quadro, a civilização do petróleo está chegando ao seu fim, isto é, durou apenas trezentos anos. Diante deste quadro da extinção próxima do petróleo, o homem se atira desesperadamente, em furar a barriga de nossa mãe terra, cada vez mais profunda na busca deste precioso líquido.

Com os preços do petróleo acima de US$ 100,00 o barril, começou tornar-se viáveis outras alternativas de energia onde uma delas é o da biomassa. No desespero, para não dizer despreparo ou falta de visão das elites políticas, se lançam naquela alternativa que esteja mais próxima, ou seja, solução de curto prazo: Biocombustivel. A natureza nos oferece miríades de possibilidades neste campo, principalmente aqueles que para consumo humano são tóxicos, que poderiam ser opções valiosas como o óleo de mamona e de tungue entre outras.

A insanidade do ser humano, na busca de lucros imediatos, encontrou a solução justamente naqueles produtos nobres de consumo enérgico humano que são a cana de açúcar, o milho, oleaginosas comestíveis (soja) etc. Ou seja, estamos desviando a energia do ser humano, para uso em fins industriais e mais particularmente em combustível para automóvel. Diante deste absurdo, toda a cadeia alimentar do ser humano, pela lógica de mercado, os preços irão para as nuvens. É fácil raciocinar que milhões (talvez bilhões) de seres humanos serão sacrificados, pela força dos preços de mercado a morrerem de fome, para que outros milhões possam andar impunemente de automóveis ou adquirindo bens para satisfazerem seus sonhos e prazeres lúdicos.

Sem perda de generalidades com outras fontes de energia mais barata e menos poluente, a busca alternativa dos chamados biocombustíveis, tem se revelado como uma oportunidade de eficiência promissora, se os atuais preços do petróleo no mercado continuarem em ascensão, mas que tenhamos ao mesmo tempo superprodução de alimentos.

A grande questão está centrada no fator ambiental. O raciocínio é obvio, se a produção de alimentos for desviada para o combustível, teremos (talvez) um preço para estes mais barato, mas em contra partida o preço dos alimentos serão elevados a níveis socialmente insuportáveis. Haverá assim uma população reduzida com os confortos da civilização contra um exército de miseráveis de pires na mão. Em outros termos, o fosso entre ricos e pobres (ou miseráveis) será simplesmente humilhante. Jacques Diouf presidente da FAO, alerta para os biocombustíveis como o maior responsável pelo aumento geral dos preços dos alimentos no mundo, embora não seja a única, diante das catástrofes climáticas que estamos presenciando.

Se por outro lado, for explorado outras fontes para combustível de massa biológica não consumível pelo ser humano, veremos grandes áreas devastada para seu plantio comprometendo cada vez mais a biodiversidade. A não ser que tenhamos bom senso de explorar imensas áreas de deserto em todo o mundo com a utilização da tecnologia hoje disponível em termos agrícola.

Estamos diante do paradoxo do petróleo, embora as quantidades sejam limitadas que leva a condição de extinção, ele jamais será consumido totalmente em decorrência do efeito mercado. Ou seja, a medida do esgotamento das reservas o preço assumirá valores tão elevados, onde neste caso outras formas de energia serão utilizadas, de sorte que as reservas jamais serão esgotadas.

Sergio Sebold – Economista e Professor de Pós-Graduação do ICPG/UNIASSELVI – Blumenau – SC – sebold@terra.com.br


Artigo socializado pela ALAI, América Latina en Movimiento e publicado pelo EcoDebate, 28/04/2011

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7 de maio de 2011

Ecossistemas, artigo de Roberto Naime

A biologia favorece a aplicação de modelos para diagnósticos e prognósticos de situações através de modelos que desenvolve a partir da definição de relações hierárquicas. Um modelo é uma formulação que imita um fenômeno real, e pela qual se podem fazer projeções consistentes. Citando a Biologia clássica, a partir do livro Ecologia de Eugene Odum (Ed. Guanabara, 1988), emerge o conceito de ecossistema, como a inter-relação entre organismos vivos e não vivos que interagem entre si de forma hierarquizada.

Ecossistema é qualquer unidade que abranja todos os organismos que funcionam em conjunto em uma determinada área de espaço físico e que interajam com o ambiente com fluxos de matéria e energia que produzam estruturas bióticas definidas e ciclagem de materiais entre as partes vivas e não vivas.

O ecossistema é a unidade funcional básica da ecologia, estando parametrizada pelos níveis de organização e relações sistêmicas para definir a emergência das propriedades. Os ecossistemas têm estrutura e podem ser abordados de forma “holológica” ( por inteiro) ou “merológica” (em partes).

Dentro da biologia, é expressiva a corrente que defende o controle biológico do ambiente geoquímico, também conhecida como “Hipótese Gaia”. Este enunciado sustenta que os organismos evoluíram junto com o ambiente físico, formando um sistema complexo de controle que mantém as condições da Terra favoráveis a vida.

A dimensão biológica da abordagem ambiental em alguns aspectos, ressalta os fatores limitantes da vida (como temperatura, pressão, salinidade, umidade e outros), e as necessidades de preservação ambiental para manutenção das inter-relações.

O conceito de fator limitante pode ser bem compreendido a partir da Lei dos mínimos de Liebig. A idéia de que os organismos não são mais fortes do que o elo mais fraco de suas cadeias ecológicas foi expressa por Justus Liebig em 1840. Ele foi o pioneiro na pesquisa de fertilizantes inorgânicos na agricultura.

A presença de um organismo ou grupo de indivíduos e o sucesso de suas ações dependem da adaptação de condições próprias aos limites determinados por fatores como temperatura, salinidade, insolação, exposição, presença de nutrientes e outros atributos do meio físico que determinam as possibilidades dos seres vivos.

Este conceito se aprofunda com a idéia dos limites de tolerância, tão utilizados em medicina, onde os excessos ou ausências de determinados fatores, como os já citados, impede a evolução da vida. Então, qualquer condição que se aproxime ou exceda o limite de tolerância de um determinado fator para um organismo ou grupo de organismos, pode ser considerado um fator limitante.

Para avaliação dos impactos ambientais são utilizados bioindicadores, que são organismos ou comunidades cujas funções vitais se correlacionam tão estreitamente com determinados fatores ambientais que podem ser empregados como indicadores em determinadas situações.

Esta definição inclui conscientemente a indicação de comportamentos naturais. Na agricultura, podemos inferir sobre as características de uma região, apenas pela presença ou ausência de determinadas espécies vegetais ou animais.

O termo biomonitoramento ou monitoramento biológico, pode ser definido como o uso sistemático de respostas biológicas para avaliar mudanças ambientais com o objetivo de utilizar esta informação em um programa de controle de qualidade.

No Brasil, algumas iniciativas no uso de bioindicadores tem sido propostas para bacias hidrográficas que sofrem a influência do lançamento de esgotos domésticos e efluentes industriais. Muito ainda pode ser dito nesta área, mas é possível avaliar a importância do meio biológico no contexto das análises ambientais sistematizadas.

Dr. Roberto Naime, colunista do Ecodebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.


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EcoDebate, 20/04/2011

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21 de abril de 2011

BELO MONTE

Questão ambiental:

A região pleiteada pela obra apresenta incrível biodiversidade de fauna e flora. No caso dos animais, 174 espécies de peixes, 387 espécies de répteis, 440 espécies de aves e 259 espécies de mamíferos, algumas espécies endêmicas (aquelas que só ocorrem na região), e outras ameaçadas de extinção. O grupo de ictiólogos do Painel dos Especialistas tem alertado para o caráter irreversível dos impactos sobre a fauna aquática (peixes e quelônios) no trecho de vazão reduzida (TVR) do rio Xingu, que afeta mais de 100 km de rio, demonstrando a inviabilidade do empreendimento do ponto de vista ambiental. Segundo os pesquisadores, a bacia do Xingu apresenta significante riqueza de biodiversidade de peixes, com cerca de quatro vezes o total de espécies encontradas em toda a Europa. Essa biodiversidade é devida inclusive às barreiras geográficas das corredeiras e pedrais da Volta Grande do Xingu, no município de Altamira (PA), que isolam em duas regiões o ambiente aquático da bacia. O sistema de eclusa poderia romper esse isolamento, causando a perda irreversível de centenas de espécies.

Questão cultural e impactos da obra sobre as populações indígenas:

O projeto tem desconsiderado o fato de o rio Xingu (PA) ser o ‘mais indígena’ dos rios brasileiros, com uma população de 13 mil índios e 24 grupos étnicos vivendo ao longo de sua bacia. O barramento do Xingu representa a condenação dos seus povos e das culturas milenares que lá sempre residiram.

Thales Pereira

9 de abril de 2011

São Jose do Rio Preto/SP é uma cidade quente e no verão isso se agrava por causa da falta de arborização. A criação de bosques e florestas ao seu redor e uma forte arborização urbana pode diminuir os temporais que sempre caem sobre a cidade.






São Jose do Rio Preto é a maior cidade sita a noroeste do Estado de São Paulo e junto com todo o planeta também está elevando a sua temperatura, mas existem causas locais e regionais que podem ser combatidas. Uma delas é a poluição da grande frota de veículos e a isso podemos somar a queima de cana de açúcar mesmo proibida no seu município, mas recebe a influencia dessa poluição, pois a cidade está encravada entre outros municípios onde a queima ainda é permitida.

E o aquecimento centralizado a torna uma ilha de calor, atraindo tempestades com fortes ventos e grandes índices pluviométricos em curto espaço de tempo. Causando enchentes muitas vezes devastadoras com mortes e perdas materiais.

Mesmo sendo uma das cidades mais arborizadas do estado de São Paulo, aumentar ostensivamente a sua arborização é uma solução possível para resolver o problema do seu aquecimento. Formando corredores arborizados nas avenidas e destinando áreas na periferia para formação de bosques ou pequenas florestas.

Um exemplo incontestável é a cidade de Belém do Pará-cidade das mangueiras que é densamente arborizada com mangueiras, por isso é conhecida como Cidade das Mangueiras, essas arvores conseguem reduzir o calor no verão em até 4 graus no centro da daquela cidade.

O resfriamento de uma cidade repele ou diminui as pesadas nuvens de chuvas por um simples razão: quando somos atingidos pelas frentes frias ela atua com mais violência nas regiões mais quentes, um fenômeno por causa da equação entre a densidade do clima frio X clima quente. Pois o ar mais quente é de pouca densidade e não oferece resistência a força das frentes frias. Porque os balões que são inflados com ar quente sobem mais com o clima frio?

Assim uma cidade como São Jose do Rio Preto que já é uma ilha de calor se torna como se fosse uma foz de um rio. Um ponto ideal para despejar toda a agua dos temporais naquela única região onde a temperatura está mais elevada, portando com baixa resistência atmosférica incapaz de barrar a violência dos temporais.

Concluindo as autoridades das grandes cidades devem urgentemente arborizar suas cidades na tentativa do resfriamento do calor localizado evitando essas ilhas de calor, que quase certo é a principal causa das grandes tempestades localizadas exatamente sobre essas cidades.

E São José do Rio Preto/SP como uma cidade quente não deixa de ser um exemplo da minha teoria.

Vamos resfriar São Jose do Rio Preto/SP, alem de transformá-la numa cidade de clima agradável provavelmente irá diminuir bastantes à quantidade de agua das chuvas que despejam sobre essa bela cidade. Livrando o município das vultosas despesas por causa dos danos das tempestades que vem aumentando.

“A humanidade deve conscientizar que a vida está alicerçada nas florestas, portanto devemos respeitar e amar cada pé de arvore.”


7 de abril de 2011

A quem serve a transposição das águas do São Francisco?

"O risco final é que, atravessando acidentes geográficos consideráveis, como a elevação da escarpa sul da Chapada do Araripe - com grande gasto de energia!-, a transposição acabe por significar apenas um canal tímido de água, de duvidosa validade econômica e interesse social, de grande custo, e que acabaria, sobretudo, por movimentar o mercado especulativo, da terra e da política", escreve Aziz Ab´Sáber, geógrafo, professor e escritor, em artigo publicado pela Agência Envolverde. Segundo ele, "no fim, tudo apareceria como o movimento geral de transformar todo o espaço em mercadoria".

É compreensível que em um país de dimensões tão grandiosas, no contexto da tropicalidade, surjam muitas ideias e propostas incompletas para atenuar ou procurar resolver problemas de regiões críticas. Entretanto, é impossível tolerar propostas demagógicas de pseudotécnicos não preparados para prever os múltiplos impactos sociais, econômicos e ecológicos de projetos teimosamente enfatizados.

Nesse sentido, bons projetos são todos aqueles que possam atender às expectativas de todas as classes sociais regionais, de modo equilibrado e justo, longe de favorecer apenas alguns especuladores contumazes. Nas discussões que ora se travam sobre a questão da transposição de águas do São Francisco para o setor norte do Nordeste Seco, existem alguns argumentos tão fantasiosos e mentirosos que merecem ser corrigidos em primeiro lugar. Referimo-nos ao fato de que a transposição das águas resolveria os grandes problemas sociais existentes na região semiárida do Brasil.

Trata-se de um argumento completamente infeliz lançado por alguém que sabe de antemão que os brasileiros extra-nordestinos desconhecem a realidade dos espaços físicos, sociais, ecológicos e políticos do grande Nordeste do País, onde se encontra a região semiárida mais povoada do mundo.

O Nordeste Seco, delimitado pelo espaço até onde se estendem as caatingas e os rios intermitentes, sazonários e exoreicos (que chegam ao mar), abrange um espaço fisiográfico socioambiental da ordem de 750.000 quilômetros quadrados, enquanto a área que pretensamente receberá grandes benefícios abrange dois projetos lineares que somam apenas alguns milhares de quilômetros nas bacias do rio Jaguaribe (Ceará) e Piranhas/Açu, no Rio Grande do Norte. Portanto, dizer que o projeto de transposição de águas do São Francisco para além Araripe vai resolver problemas do espaço total do semiárido brasileiro não passa de uma distorção falaciosa.

Um problema essencial na discussão das questões envolvidas no projeto de transposição de águas do São Francisco para os rios do Ceará e Rio Grande do Norte, diz respeito ao equilíbrio que deveria ser mantido entre as águas que seriam obrigatórias para as importantíssimas hidrelétricas já implantadas no médio/baixo vale do rio - Paulo Afonso, Itaparica e Xingó.

Devendo ser registrado que as barragens ali implantadas são fatos pontuais, mas a energia ali produzida, e transmitida para todo o Nordeste, constitui um tipo de planejamento da mais alta relevância para o espaço total da região.

Segue-se na ordem dos tratamentos exigidos pela ideia de transpor águas do São Francisco para além Araripe a questão essencial a ser feita para políticos, técnicos acoplados e demagogos: a quem vai servir a transposição das águas?

Os "vazanteiros" que fazem horticultura no leito dos rios que "cortam" - que perdem fluxo durante o ano - serão os primeiros a ser totalmente prejudicados. Mas os técnicos insensíveis dirão com enfado: "A cultura de vazante já era". Sem ao menos dar qualquer prioridade para a realocação dos heróis que abastecem as feiras dos sertões. A eles se deve conceder a prioridade maior em relação aos espaços irrigáveis que viessem a ser identificados e implantados. De imediato, porém, serão os fazendeiros pecuaristas da beira alta e colinas sertanejas que terão água disponível para o gado, nos cinco ou seis meses que os rios da região não correm.

Um projeto inteligente e viável sobre transposição de águas, captação e utilização de águas da estação chuvosa e multiplicação de poços ou cisternas tem que envolver obrigatoriamente conhecimento sobre a dinâmica climática regional do Nordeste. No caso de projetos de transposição de águas, há de ter consciência que o período de maior necessidade será aquele que os rios sertanejos intermitentes perdem correnteza por cinco a sete meses.

Trata-se, porém, do mesmo período que o rio São Francisco torna-se menos volumoso e mais esquálido. Entretanto, é nesta época do ano que haverá maior necessidade de reservas do mesmo para hidrelétricas regionais. A afoiteza com que se está pressionando o governo para se conceder grandes verbas para início das obras de transposição das águas do São Francisco terá consequências imediatas para os especuladores de todos os naipes.

O risco final é que, atravessando acidentes geográficos consideráveis, como a elevação da escarpa sul da Chapada do Araripe - com grande gasto de energia!-, a transposição acabe por significar apenas um canal tímido de água, de duvidosa validade econômica e interesse social, de grande custo, e que acabaria, sobretudo, por movimentar o mercado especulativo, da terra e da política.

No fim, tudo apareceria como o movimento geral de transformar todo o espaço em mercadoria.

http://www.cptnacional.org.br


25 de março de 2011

ALERTA DAS ABELHAS - AJA AGORA!

Silenciosamente, ao redor do mundo, bilhões de abelhas estão sendo mortas, ameaçando assim nossas plantações e segurança alimentar. Porém a proibição de um tipo de pesticida, poderia salvar as abelhas da extinção.

Desde que este veneno foi proibido em quatro países europeus, a população de abelhas já está se recuperando. Mas empresas químicas estão fazendo um lobby forte para manter a sua pesticida letal no mercado. Um chamado para baní-la nos EUA e na União Europeia, onde o debate é mais forte, poderá desencadear ações de outros governos ao redor do mundo.

Vamos fazer um zumbido global gigante para banir este veneno perigoso nos EUA e Europa a não ser que hajam evidências de que ele seja seguro. Assine a petição para salvar abelhas e as nossas plantações e encaminhe para todos:

Para governantes dos EUA e UE:
Nós pedimos que vocês proibam agrotóxicos à base de neonicotinóide até que novos estudos científicos independentes comprovem que esta substância é segura. A morte catastrófica de colônias de abelhas poderão colocar toda a nossa cadeia alimentar em perigo. Se você agir urgentemente com precaução, nós poderemos salvar as abelhas da extinção.


Seja um cidadão do mundo:

clique num dos links e assine a petição das abelhas.

http://www.avaaz.org/po/save_the_bees?vc  

http://www.avaaz.org/po/save_the_bees/?copy



Acesse o site do AVAAZ e participe de várias petições ao redor do mundo: