"Os bons ideais aproximam as pessoas que olham o mundo não apenas para si, mas para todos"Rivaldo R. Ribeiro

RINDAT: Descargas Atmosféricas

24 de março de 2011

Estudo aponta agrotóxico em leite materno de mulheres de Lucas do Rio Verde, MT.

Pesquisa em cidade de 45 mil habitantes do MT detecta presença da substância em amostras coletadas de 62 mulheres. Em algumas, havia até seis tipos do produto; toxicologista diz que contaminação põe em risco saúde de crianças.

O leite materno de mulheres de Lucas do Rio Verde, cidade de 45 mil habitantes na região central de Mato Grosso, está contaminado por agrotóxicos, revela uma pesquisa da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso). Reportagem de Natália Cancian e Marília Rocha, na Folha de S.Paulo.

Foram coletadas amostras de leite de 62 mulheres, 3 delas da zona rural, entre fevereiro e junho de 2010. O município é um dos principais produtores de grãos do MT.

A presença de agrotóxicos foi detectada em todas. Em algumas delas havia até seis tipos diferentes do produto.

Essas substâncias podem pôr em risco a saúde das crianças, diz o toxicologista Félix Reyes, da Unicamp. “Bebês em período de lactação são mais suscetíveis, pois sua defesa não está completamente desenvolvida.”

Ele ressalta, porém, que os efeitos dependem dos níveis ingeridos. A ingestão diária de leite não foi avaliada, então não é possível saber se a quantidade encontrada está acima do permitido por lei.

“A avaliação deve ser feita caso a caso, mas crianças não podem ser expostas a substâncias estranhas ao organismo”, diz Reyes.

A bióloga Danielly Palma, autora da pesquisa, afirma que a contaminação ocorre principalmente pela ingestão de alimentos contaminados, mas também por inalação e contato com a pele.

Entre os produtos encontrados há substâncias proibidas há mais de 20 anos.

O DDE, derivado do agrotóxico (DDT) proibido em 1998 por causar infertilidade masculina e abortos espontâneos, foi o mais encontrado.

MÁ-FORMAÇÃO

Das mães que participaram da pesquisa, 19% já sofreram abortos espontâneos em gestações anteriores. Também relataram má-formação fetal e câncer, mas não é possível afirmar se os casos são consequência da ingestão de agrotóxicos.

Mais de 5 milhões de litros de agrotóxicos foram utilizados no município em 2009, segundo a pesquisa.


Associação afirma que danos à saúde não são provados
DE SÃO PAULO
A Associação Nacional de Defesa Vegetal, representante dos produtores de agrotóxicos, diz desconhecer detalhes da pesquisa, mas ressalta que a avaliação de estudos toxicológicos é complexa.

Segundo a entidade, faltam estudos que comprovem prejuízos à saúde provocados por produtos usados adequadamente. “Não há evidências científicas de que, quando usados apropriadamente, os defensivos agrícolas causem efeito à saúde”.

A Secretaria de Saúde de Mato Grosso diz que problema semelhante foi detectado em uma pesquisa feita há cinco anos, quando multas foram aplicadas. O caso “não se tornou um problema de saúde” na época, diz a pasta.

O governo afirma que vai avaliar a situação atual.

EcoDebate, 24/03/2011

Nota do EcoDebate: Apesar da burocrática argumentação da Associação Nacional de Defesa Vegetal os casos de contaminação por agrotóxicos em Lucas do Rio Verde estão bem documentados, conforme podem ler na matéria “Campo Verde e Lucas do Rio Verde, MT: Agrotóxicos em amostras de ar, água da chuva, sangue e urina”

[ O conteúdo do EcoDebate é “Copyleft”, podendo ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, ao Ecodebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]

NOTA DO BLOG "ALDEIA MUNDUS II":No Brasil o ser humano sempre fica em ultimo plano nos casos ambientais x financeiros, mesmo com Leis Ambientais e a Constituição Federal referente ao meio ambiente nos diz a desrespeito.

Alem disso o PRINCIPIO DA PRECAUÇÃO é usado em muitos países quando existe alguma dúvida sobre os maleficios a saude humana e ao meio ambiente, principio que aqui no Brasil dificilmente é praticado. Só depois de alguma catástrofe ou vários casos de doenças e mortes que as “autoridades” resolvem tomar providências.

Assim é impossivel nos tornarmos um país de primeiro mundo...


FONTE:
http://www.ecodebate.com.br/




17 de março de 2011

Ex-pesquisador da Nasa ensina como se livrar da poluição em ambientes internos

Cristina Almeida - 12/01/2009

O que uma nave espacial, uma casa e uma empresa têm em comum? A resposta é a existência de várias substâncias voláteis químicas capazes de fazer com que o ar que se respira nesses ambientes seja até dez vezes mais poluído do que o ar externo.

Especialistas afirmam que nesses locais há uma forte concentração de elementos altamente poluentes, o que pode ser a causa de alergias e asma, entre outras patologias mais graves.

O engenheiro ambiental Bill Wolverton, ex-pesquisador da Nasa, e autor do livro "Plants: how they contribute to human health and well-being" ("Plantas, como elas contribuem para a saúde e o bem-estar"), com lançamento previsto para abril de 2009 nos EUA, explica que, durante as missões da base espacial Skylab, mais de 100 tipos de substâncias poluidoras foram encontradas dentro das naves espaciais.

Constatado o fato, cientistas e pesquisadores da Nasa mobilizaram-se para descobrir soluções para o controle do problema antes que as missões de longo prazo iniciassem.

A partir dessa descoberta, a U.S. Environmental Protection Agency (EPA - Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos) , vistoriou prédios públicos como escritórios, hospitais e creches, e neles identificou mais de 900 poluentes transportados pelo ar.

O elemento prevalecente era o formaldeído (formol). Altamente tóxico, esse composto tido como cancerígeno é utilizado em vários materiais de construção e também em móveis, vidros, espelhos, roupas e até no papel higiênico. Além desse gás, as pesquisas revelaram a presença de benzeno, xileno e tricloroetileno, (componentes de tintas, monitores, tapeçarias, fotocopiadoras e cigarros), bem como do clorofórmio (encontrado na água potável), amoníaco, álcool e acetona (carpetes e cosméticos), todos nocivos à saúde.


Filtros naturais

A solução foi encontrada na própria natureza. Os pesquisadores identificaram várias plantas de fácil cultivo em locais com pouca luz, cujos filtros naturais são capazes de neutralizar a poluição interna.

Muitas espécies podem ser utilizadas para esse fim, como a dracena, a samambaia e a babosa, mas as mais eficientes entre as plantas são a palmeiras areca e ráfis, de baixo custo e muito conhecidas por suas qualidades ornamentais.

Embora essas duas espécies se destaquem, o engenheiro americano esclarece que todas as plantas são capazes de remover poluentes transportados pelo ar. E isso ocorre porque "as folhas das plantas podem absorver certas substâncias químicas orgânicas, destruindo-as por meio de um processo chamado colapso metabólico, o que foi provado por um grupo de cientistas alemães que testou o formaldeído com o carbono-14, observando sua absorção e destruição metabólica dentro do clorófito (pigmentação verde)".

"O formaldeído é metabolizado e convertido em ácidos orgânicos, açúcares e ácidos de amido: quando as plantas transpiram vapor de água por meio de suas folhas, elas puxam o ar para as raízes. Isso nutre os micróbios com oxigênio, que consomem as substâncias químicas tóxicas contidas no ar, que lhes servem como fonte de alimento e energia", esclarece.


Vasos de água

Para melhorar a qualidade do ar em casas e escritórios, Wolverton sugere a utilização do maior número de plantas que um determinado espaço permita.

Ele recomenda que as plantas sejam cultivadas por meio da hidrocultura (hidroponia). "Nossos estudos revelaram que plantas cultivadas na água são mais eficientes na redução do transporte de fungos e bactérias do que as cultivadas em terra". O ideal, segundo o especialista, é ter uma planta para cada 9,29 m² quando cultivadas em hidrocultura, e duas no mesmo espaço, quando se utilizam vasos de terra.

Como as pessoas que mais se ressentem com a poluição interna são as crianças, idosos, doentes ou indivíduos com sistemas imunológicos comprometidos, Wolverton conta que países como o Japão já estão investindo em jardins ecológicos dentro dos hospitais para melhorar a qualidade do ar para pacientes e funcionários.

"Por precaução, somente plantas cultivadas por meio da hidrocultura devem ser utilizadas nos hospitais, por causa dos fungos e bactérias indesejáveis nesses ambientes".


Jardins supensos

Wolverton revela que a preocupação com a qualidade do ar nos ambientes profissionais coincide com a preocupação crescente em melhorar a qualidade do ar nos grandes centros. Por esse motivo, ele comenta, jardins nas coberturas dos prédios estão se tornando muito populares na Europa e na Ásia.

"No Japão, 20% de todos os novos prédios de Tóquio já possuem coberturas verdes. Na Índia, onde o ar é extremamente poluído, sou consultor em um projeto que prevê a construção de várias estufas nas coberturas de um grande complexo de prédios. O ar do interior desses edifícios circulará pelas estufas para ser purificado antes de retornar para os escritórios. Em essência, as plantas cultivadas na estufa funcionarão como se fossem os pulmões de cada prédio."

FONTE:http://www.ambientebrasil.org.br



Abelhas estão desaparecendo no sul do Brasil


Apicultores gaúchos e catarinenses relatam desaparecimento de abelhas em níveis inéditos. Alguns produtores registram perdas de 25% na produção de mel. Pesquisador diz que uma das causas do fenômeno pode ser a influência de lavouras transgênicas.
Marco Aurélio Weisheimer - Carta Maior

PORTO ALEGRE - As primeiras notícias sobre o fenômeno do desaparecimento das abelhas foram recebidas como uma espécie de enredo de um novo filme de ficção científica. Mas o problema tornou-se muito real. Nos Estados Unidos recebeu o nome de Colony Collapse Disorder (Desordem e Colapso da Colônia). Agora, o problema foi detectado também no Brasil, particularmente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

Matéria publicada no jornal Diário Catarinense, de Florianópolis, afirma que o desaparecimento das abelhas já é motivo de grande preocupação entre apicultores dos dois Estados. E o desaparecimento vem acompanhado de outro problema: as abelhas que permanecem nas colméias estão morrendo infectadas por diversas doenças. Em depoimento ao jornal, o apicultor e pesquisador Leandro Simões, de Campo Alegre, diz que nunca viu algo parecido em 35 anos de profissão.

O fenômeno pode causar graves desequilíbrios ambientais, uma vez que as abelhas são responsáveis por mais de 90% da polinização e, de forma direta ou indireta, por 65% dos alimentos consumidos pelos seres humanos. Alguns produtores já registram perdas de 25% na produção de mel.

Segundo Jair Barbosa Júnior, do Instituto de Estudos Socioeconômicos, com sede em Brasília, uma das possíveis causas do fenômeno pode ser a influência de lavouras transgênicas. No Brasil, lembrou Barbosa, não há estudos aprofundados sobre o impacto dos transgênicos no ecossistema. Outra possível causa apontada pelo pesquisador é o aquecimento global. O sistema de orientação das abelhas funciona por meio dos olhos. As abelhas dependem da luz solar para encontrar o caminho de volta para as colméias. O aumento da incidência de raios ultravioletas poderia, assim, ser uma das causas do fenômeno. Essa possível causa não explica, porém, o que está atingindo o sistema imunológico dos animais.

A advertência de Einstein
O físico Albert Einstein disse que se as abelhas desaparecessem, a humanidade seguiria o mesmo rumo em um período de 4 anos. A razão é muito simples: sem abelhas não há polinização, e sem polinização não há alimentos. O desaparecimento das abelhas começou a ser tema na mídia em 2006, nos EUA e no Canadá, quando criadores que alugam enxames para agricultores começaram a relatar o desaparecimento destes animais em níveis muito elevados.

Em várias regiões destes dois países, apicultores chegaram a perder 90% de suas colméias. O biólogo norte-americano Edward Wilson, chamou o fenômeno de “o Katrina da entomologia”, numa referência ao furacão que arrasou Nova Orleans, nos EUA.

Na Califórnia, entre 30% e 60% das abelhas desapareceram. Em algumas regiões da costa leste dos EUA e do Texas, esse índice chegou a 70%. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o fenômeno foi registrado em 42 estados norte-americanos e duas províncias canadenses. A redução das colônias de abelhas no país vem ocorrendo, pelo menos, desde 1980. De acordo com dados do USDA, o número de colméias hoje nos EUA (2,4 milhões) é 25% do que aquele que existia em 1980.

Já segundo a Associação de Apicultura Americana, o desaparecimento das abelhas atingiu 30 estados dos EUA. A morte repentina de abelhas também já foi registrada em países como Alemanha, Suíça, Espanha, Portugal, Itália e Grécia. Manfred Hederer, presidente da Associação Alemã de Apicultores, relatou uma queda de 25% nas populações de abelhas por toda o país.

Transgênicos entre os suspeitos
Entre as possíveis causas do fenômeno, são citadas a radiação de telefones celulares, o uso indiscriminado de herbicidas e o uso de transgênicos, em especial os do milho Bt (com gene resistente a insetos; contém pedaços do DNA da bactéria Bacillus thuringiensis).

Diversos países proibiram, recentemente, variedades transgênicas do tipo Bt, o segundo transgênico mais plantado hoje no mundo (fica atrás apenas da soja). O governo peruano proibiu a variedade da batatinha transgênica Bt, em razão do país ser o centro de origem e biodiversidade desta cultura. O México proibiu totalmente o plantio ou consumo do milho Bt pelas mesmas razões. O governo da Grécia tomou a mesma decisão, estendendo a proibição a 20 variedades do milho Bt, por risco de ameaça à espécie humana, à vida silvestre e à indústria de criação de abelhas. O Brasil, por sua vez, vem aprovando a liberação de transgênicos Bt.

Outra hipótese levantada relaciona o problema à radiação dos telefones celulares. O jornal inglês The Independent publicou matéria a respeito, afirmando que a radiação dos celulares poderia estar interferindo no sistema de navegação das abelhas, provocando a desorientação das mesmas, que, assim, não conseguiriam mais voltar para suas colméias. Além disso, citou pesquisas alemãs que apontaram mudanças de comportamento das abelhas nas proximidades de linhas de transmissão de alta tensão.

Ainda não foi encontrada nenhuma prova sobre a real causa do problema. A possibilidade de uma praga causada por algum produto químico é questionada pelo fato de que não são encontrados restos mortais das abelhas em grande número. Quando uma colônia é afetada por algum microorganismo, há muitos insetos mortos em torno delas. Nos casos relatados nos EUA e em outros países, as abelhas simplesmente estão desaparecendo.

Alguns cientistas, por outro lado, minimizam o problema. O professor emérito de entomologia da Oregon State University, Michael Burgett, disse ao jornal The New York Times que as grandes baixas em abelhas em algumas regiões poderiam simplesmente ser um reflexo de picos populacionais superiores à taxa normal de mortalidade em décadas recentes. Segundo ele, no final dos anos 70 houve um fenômeno similar a este, que, na época, foi chamado de “doença do desaparecimento”. Não foi encontrada uma causa específica para o desaparecimento.

Mas não se trata de uma simples repetição. A novidade é que, desta vez, o problema está aparecendo ao mesmo tempo em várias regiões do planeta, inclusive no Brasil.


FONTE:http://www.cartamaior.com.br







O SUMIÇO DAS ABELHAS. Estamos perto do fim???.Por Rivaldo R.Ribeiro


De várias partes do mundo vem noticias do desaparecimento das abelhas, isso é muito preocupante, pois a abelha é o principal agente de polinização das plantas, sem polinização não teremos frutos e alimentos.

A humanidade se preocupa com o crescimento econômico, mas sistematicamente se esquecem da natureza e do nosso meio ambiente. A fauna e a flora são ignoradas em muitos casos, mas nosso principal sustentáculo para vida não é as maquinas, veículos, construções diversas, belas roupas e automóveis...

Nada disso importa se não houver alimentos e água.

(NO JAPÃO: Apesar de ser um desastre no inicio sem interferência humana, o JAPÃO um dos países mais rico do mundo, alto desenvovimento tecnológico, veículos de alto pradrão, estamos vendo um povo desesperado pelo básico: AGUA E ALIMENTOS. )
Os animais lutam para sobreviver num planeta cada vez mais inóspito, os ambientalistas fazem de tudo para protegê-los, mas é uma luta desigual contra os grandes interesses econômicos que sempre tem em primeiro lugar o lucro imediato.

As monoculturas apoiadas pelos governos financeiramente, as indústrias poluidoras, entretanto todos nós somos responsáveis por essa catástrofe que se avizinha, porque consumimos em muitos casos o supérfluo. Mudanças que já vem ocorrendo com a desordem climática no mundo todo.

O homem se recusa a abandonar o consumo predador e destrutivo de seu próprio habitat e dos nossos irmãos animais, o desespero tomou conta de cada ser humano ávido pelo consumo, uma disputa generalizada pelo materialismo desenfreado, onde cada um quer dar sua amostra de sucesso e poder de compra frente aos outros...

Entre tantos animais que já demonstram que o planeta se tornou desconfortável para sua sobrevivência, estão as abelhas um dos principais insetos que contribuem para manutenção da vida no planeta.

A humanidade precisa encontrar a humildade enquanto ainda pode respirar....

"Se as abelhas desaparecer da superfície do planeta, então ao homem restariam apenas quatro anos de vida. Com o fim das abelhas, acaba a polinização, acabam as plantas, acabam os animais, acaba o homem" Albert Einstein.



Um mundo sem abelhas, artigo de Efraim Rodrigues

Não é só na União da Ilha que a ala dos Insetos e Aracnídeos neste ano ficou meio decaída. Ao redor do mundo, colônias de abelhas estão morrendo maciçamente desde o carnaval de 2006.

Em cinco continentes o sintoma é o mesmo. Colônias com poucos indivíduos maduros, ou absolutamente sem indivíduos. A rainha permanece viva e não há abelhas mortas na colméia.

Como será o mundo sem abelhas ? O problema é bem mais sério do só que não haver mais mel no mundo. Muitas plantas dependem de serem polinizadas para produzirem. Apesar de todas transformações genéticas, fruto não existem só para a gente comer. Plantas produzem frutos para nutrir o desenvolvimento da plantinha pequena ou para serem comidas por animais que irão dispersar a semente. De toda forma, sem semente não tem fruto, e sem pólen não tem semente. Como as abelhas são grandes transportadoras de pólen, o resultado é que acabando as abelhas, irão acabar também muitos frutos. Café, abacate, maça e cacau são alguns dos produtos que irão sofrer com a falta de abelhas. As perdas podem chegar a 212 bilhões de dólares em todo mundo

Ao contrário do incêndio na cidade do samba, a causa do sumiço das abelhas não é conhecida. Já sabemos que há uma combinação de vírus e fungos nas abelhas encontradas mortas e que grandes apiários sofrem danos proporcionalmente maiores que os pequenos, reforçando a idéia que alguma doença esteja envolvida, mas ela não é a causa única. Para complicar ainda mais, o vírus é transmitido por um ácaro. A pesquisa tem enfocado em quatro áreas: Parasitas, estresses ambientais e cuidados com as abelhas, como má nutrição.

Algumas possibilidades inusitadas têm sido aventadas, como a telefonia celular, espécies transgênicas e agrotóxicos (esta última nem tão inusitada assim). Neste momento não me apresso para excluir nenhuma, mas um fato curioso mostra as forças envolvidas. No site do Serviço de Pesquisa Agrícola dos EUA há um destaque para um estudo que mostra não haver relação entre o declínio das colméias e agrotóxicos. Achei estranho e fui ler o artigo na PLOS-ONE de março de 2010, que encontrou “121 tipos de pesticidas nas amostras” e 98% das amostras de cera contaminadas”, “representando um nível notavelmente alto de elementos tóxicos na alimentação destes polinizadores”. Apesar dos termos empregados pelos autores, o Serviço de Pesquisa Agrícola estampa lá que “Não foram encontrados padrões específicos entre os resíduos e a morte de abelhas” colocando sob a vítima o custo de provar a culpa de seu algoz.

Empresas de agrotóxicos têm profundas e antigas ligações com a pesquisa governamental, em tese feita para auxiliar todos, não uns poucos. Não é só no Brasil que estas ligações são perigosas. Preste atenção no declínio das abelhas. Você vai pagar a conta com seu bolso ou sua saúde.

Efraim Rodrigues, Ph.D. (efraim{at}efraim.com.br), colunista do EcoDebate, é Doutor pela Universidade de Harvard, Professor Associado de Recursos Naturais da Universidade Estadual de Londrina, consultor do programa FODEPAL da FAO-ONU, autor dos livros Biologia da Conservação e Histórias Impublicáveis sobre trabalhos acadêmicos e seus autores. Também ajuda escolas do Vale do Paraíba-SP, Brasília-DF, Curitiba e Londrina-PR a transformar lixo de cozinha em adubo orgânico e a coletar água da chuva

EcoDebate, 14/03/2011

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8 de março de 2011

DEUS NOS ACUDA


A Terra está doente. Nossos termômetros já registraram a febre convulsiva, seguida da morbidez gélida. Extremos dos extremos, quente e frio, a provocar ânsias à pobre paciente. Painel claro das visões apocalípticas. Enfim, chegou o fim? Antes que me definam como mais um profeta do fim dos tempos, ouçamos o arfar sorumbático, o pulsar de agonia, o ressonar de um ventre em reboliço, os estertores claros desse planeta a nos pedir piedade. É possível sentir o descompasso com a harmonia do universo. A Terra agoniza! Ouço já os clarins celestiais. Aquela trombeta, aqueles acordes...


Ouçam: não seria o “Silêncio”? Não. É um brado, um grito dos anjos: “Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que tenhamos assinalado os servos de nosso Deus em suas frontes” (Ap 7,3). Não destruamos, antes que o tempo se cumpra, esse paraíso que herdamos como morada provisória, acampamento transitório da vida que ainda aprimoramos. Enquanto não cumprirmos a tarefa de levar todos os homens à ciência de Deus, enquanto houver um único vivente sem que lhe tenha sido dado a oportunidade de conversão ou a graça do batismo na fé que nos move, a Terra continuará sendo chão de oportunidades, solo da esperança, base dos nossos sonhos.

Não descartemos, antes da hora, o que é essencial para a compreensão dos mistérios que nos cercam. A matéria é o invólucro necessário para a percepção e descoberta do espírito. A Terra, mãe geradora de toda e qualquer fórmula de vida, é o veículo sagrado que nos conduz e nos gera para a vida plena, a perfeição que nos oferece Deus-Pai. Infelizmente, e por conta do individualismo dos interesses, da ganância pessoal e da torpe cegueira que nos impede de respeitar o bem comum, já é possível visualizar sinais de alerta quanto ao incerto futuro do nosso planeta. “O primeiro anjo tocou. Saraiva e fogo, misturados com sangue, foram lançados à terra, e queimou-se uma terça parte da terra, uma terça parte das árvores e toda erva verde” (Ap 8,7). O dia seguinte ainda é sinal de esperança; pior quando inexistir o amanhã!

Eis o alerta global: “Pela primeira vez, cientistas afirmam que a temperatura da Terra bateu o recorde dos últimos cem anos!” Querem mais? Pois vejam as catástrofes que se sucedem, observem o murmurinho das centenas ou milhares de vítimas que a “fúria” da natureza contabiliza aqui e acolá, ouçam o rufar monótono dos furacões e tempestades cada dia mais corriqueiro... É, que Deus nos acuda! Que Deus, força criadora e geradora de tudo, até de nossa fé, possa lançar seu olhar de misericórdia sobre sua obra. Quem sabe ainda tenhamos uma nova chance, mais uma oportunidade de recomposição diante das maravilhas que nossos olhos ainda contemplam. Porque, crentes ou ateus, não importa, todos somos unânimes em reconhecer na natureza, na vida, no universo que nos cerca a mais bela das poesias, o mais inspirado dos acordes, a mais perfeita das declarações de amor à vida. Deus seja louvado!

Porque sua obra canta os louvores que deixamos de cantar... Mas não seja por isso! Se deixarmos de lado a espiritualidade que nos é peculiar, as pedras vejam bem, as pedras louvarão ao Senhor. Nossa esperança se prende ao bom senso coletivo, ao instinto de sobrevivência que ainda perdura entre os vivos... Oxalá, esse instinto esteja presente também na vida espiritual. Do contrário, não restará pedra sobre pedra, nem na igreja de Pedro!

WAGNER PEDRO MENEZES



Fonte blog Palavra de Deus:

http://www.wmeac.blogspot.com/

6 de fevereiro de 2011

SUFOCO 3: POLUIÇÃO DAS QUEIMADAS NOS CANAVIAIS, DESRESPEITO A UM DOS MAIS FUNDAMENTAIS DIREITO DO HOMEM , A SAUDE...

JOSÉ BONIFÁCIO-SP, POLUIÇÃO DAS QUEIMADAS NOS CANAVIAIS, DESRESPEITO A UM DOS MAIS FUNDAMENTAIS DIREITO DO HOMEM: A SAUDE...

Nas imagens abaixo feitas da cidade de José Bonifácio-SP, mostra verdadeiros cogumelos de origem das queimadas nos canaviais no ano 2010.
A população sofre com o ar pesado, fuligens e os gases perigosos a saude das pessoas mais velhas, crianças e alérgicas.

O Art. 225 da Constituição Brasileira deixa bem claro sobre assunto, além do PRINCIPIO DA PRECAUÇÃO que qualquer autoridade  que zela pela saúde da população e proteção do meio ambiente poderia por em prática.

Será que vamos passar por aquilo de novo em 2011?

Imagens Rivaldo R. Ribeiro

Clique nas fotos e veja na forma de SLIDES.







SUFOCO 2: HORIZONTES TRISTES NAS TARDES DE JOSE BONIFACIO-SP.

As fotos abaixo foram feitas em meados de 2010 e nos monstram tardes escurecidas pela fumaça das queimadas nos canaviais, uma trágedia a vida e aqueles que não sabem reclamar, pois por lá está havendo um holocausto de animais. 

Na atmosfera formam nuvens escuras compostas de gases perigosos a saude humana e coopera para o aquecimento global.

Será que vamos passar por aquilo de novo em 2011?

Clique sobre as fotos e veja na forma de SLIDES. 

Imagens feitas por Rivaldo R.Ribeiro







3 de fevereiro de 2011

SUFOCO: ÉPOCA DAS QUEIMADAS NOS CANAVIAIS,

As fotos abaixo são lembranças do SUFOCO que as queimadas nos canaviais causaram aos moradores da cidade de JOSÉ BONIFÁCIO-SP, região de SÃO JOSÉ DO RIO PRETO, em meados do ano 2010.

Será que vamos passar por aquilo de novo em 2011?

Clique sobre as imagens e veja na forma de SLIDES










 




18 de janeiro de 2011

NUVENS DE CHUVA-Região de São José do Rio Preto-SP.

Ao olhar para o horizonte eu vi estas nuvens, uma beleza imensa que me levou ao fascínio e resolvi fazer estas imagens.

Uma beleza que antes levava os agricultores alegria por causa das promessas de boas colheitas, e hoje desconfiados por causa das fortes chuvas que mais destroem do que irrigam a terra, ainda é a esperança dos produtores rurais.

Nuvens que traz a força destruidora das tempestades e as poderosas descargas elétricas (raios), o céu com um azul cinzento formando uma espécie de obra de arte que nos mostra a força de Deus e amedronta os homens das cidades...

Uma beleza que nos aflige... Uma beleza perigosa...

Agredida em demasia a natureza reage muitas vezes com violência, pois nunca se defendeu, e agora nos nega o que o homem nunca lhe deu: o carinho a sua devida importância.


Fotos feita no município de José Bonifácio-Região de São José do Rio Preto-SP, por Rivaldo R.Ribeiro





9 de janeiro de 2011

10 razões para não precisarmos de transgênicos:

1. Os transgênicos não resolvem a crise alimentar. O próprio Banco Mundial garante que o aumento da produção de biocombustíveis é a principal causa do aumento do preço dos alimentos. “A crise climática foi usada para fomentar os biocombustíveis, ajudando assim a criar a crise alimentar, que, por sua vez, está a ser usada para desenvolver as fortunas da indústria dos transgênicos”, afirma Daniel Howden.

2. Os transgênicos não aumentam o potencial de rendimento. Por exemplo, a produção de soja transgênica tem diminuído.

3. Os transgênicos aumentam o uso de pesticidas.

4. Há melhores maneiras de alimentar o mundo. Um estudo das Nações Unidas e do Banco Mundial feito por 400 cientistas em 58 países conclui que os cultivos transgênicos pouco têm para dar à agricultura global.

5. Há outras tecnologias agrícolas melhores para controlar pragas e aumentar a produção.

6. Os transgênicos não são seguros na alimentação. Animais alimentados a transgênicos revelaram efeitos de saúde preocupantes.

7. Transgênicos disfarçados na alimentação animal sem o conhecimento e sem o consentimento dos consumidores. Carne, ovos e lacticínios de animais alimentados a transgênicos e importados para a Europa não precisam de rótulo.

8. Os cultivos transgênicos são um desastre a longo prazo para os agricultores. As estatísticas de 2009 mostram que o preço das sementes transgénicas aumentaram imenso em relação às sementes orgânicas, o que representou uma forte redução nos rendimentos dos agricultores.

9. Os transgênicos não podem co-existir com os orgânicos porque os contaminam.

10. Não podemos confiar nas empresas de transgênicos. Elas têm um longo historial de contaminação tóxica e de enganos públicos. Há agricultores a ser processados por terem transgênicos nos seus terrenos que não compraram, não querem, não usarão e não vão vender.

Lista preparada por Octávio Lima do Blog Ondas3:
http://ondas3.blogs.sapo.pt/  , Portugal.


http://www.gmwatch.org/10-reasons-why-we-dont-need-gm-foods

Água é a primeira coisa que alguém pede quando está moribundo num deserto!

Água não basta evitar o desperdício, antes de tudo temos que não poluí-la.

É só olhar para os rios poluídos por esgotos, resíduos químicos das industrias e agricultura, são milhões de litros que poderia ser potável, contudo é desperdiçada por causa da poluição, não por causa de uma torneira aberta.

Devemos evitar a todo custo à poluição dos lençóis freáticos e aquíferos pelos pesticidas e agrotóxicos usados em demasia pela agricultura, um risco que estamos correndo com as monoculturas cultivada sobre áreas que existem aquiferos, pois se poluídos ao contrário dos rios é impossível de ser limpo, serão milhões de litros água perdidos.

Proteger todo o ecossistema banindo de vez o desmatamento criminoso, pois é ai que brota as nascentes dos rios e ajuda na formação das chuvas.

Dessa forma a campanha para economizar água através duma simples torneira até cento ponto não faz sentido, pois antes precisamos não poluí-la, pois existem milhões de litros de agua potável disponível nos aquiferos, rios e das chuvas.

O desperdício de uma torneira aberta afeta apenas os custos de manutenção do sistema de distribuição do precioso liquido, que é algo que também não devemos desprezar de maneira alguma.

Obs. Excluindo desse raciocínio os países que naturalmente não existe água, como alguns países onde predomina o clima desértico...


















Water is the first thing someone asks when you are dying in a desert!

Water is not enough to avoid waste, first of all we must not pollute it.

Just look at the rivers polluted by sewage, chemical waste from industries and agriculture, millions of gallons that could be water, yet it is wasted because of pollution, not because of a faucet.

We must avoid at all costs to the pollution of groundwater and aquifers by pesticides and agricultural chemicals used in agriculture too, a risk we are running from monocultures grown on areas that are aquifers, because unlike the polluted rivers is impossible to clean, million liters will be water lost.

Protect the entire ecosystem instead of banning deforestation criminal, because that is where the flows of rivers and springs helps in the formation of rain.

Thus the campaign to save water through a simple tap up to one point does not make sense, because before we did not pollute it, because there are millions of liters of clean water available in aquifers, rivers and rain.

The waste of one faucet only affects the cost of maintaining the distribution of the precious liquid, which is also something that we must not overlook in any way.

Obs.Excluindo reasoning that the countries that of course there is water, as some countries with predominantly desert climate ...


Aquecimento global terá efeito devastador sobre Agricultura.

Segundo estudo, se não houver adaptação, metade do mundo enfrentará uma grande escassez de alimentos.

WASHINGTON – O rápido aumento das temperaturas no mundo todo terá, provavelmente, um grave efeito sobre as colheitas nas zonas tropicais e subtropicais no fim deste século, prevê um estudo publicado nesta quinta-feira, 8, pela revista Science. Como resultado, se não houver uma adaptação, metade do mundo enfrentará uma grande escassez de alimentos, advertiu o estudo. Matéria da Agência EFE, com informações complementares do EcoDebate.

Para pior, a população dessas regiões (entre 35 graus de latitudes norte e sul) é uma das mais pobres e com maior crescimento demográfico.

Calcula-se que cerca de 3 bilhões de pessoas vivam nessa área, que vai do sul dos Estados Unidos ao norte da Argentina e o sul do Brasil; do norte da Índia e o sul da China ao sul da Austrália e toda África.

“As pressões do aumento de temperaturas sobre a produção mundial de alimentos serão enormes e isso sem levar em conta o abastecimento de água”, assinalou David Battisti, professor de Ciências Atmosféricas da Universidade de Washington.

Segundo Battisti, serão necessárias muitas décadas para se desenvolver variedades de colheitas que suportem melhor os aumentos de temperatura.

Battisti e Rosamond Naylor, diretor do Programa de Segurança Alimentaria da Universidade de Stanford (Califórnia), tiraram esta previsão de 23 modelos climáticos.

Destes modelos, estabeleceram a existência de mais de 90% de probabilidade de que até 2100 as temperaturas nos trópicos e subtrópicos serão as mais altas registradas na história.

Os cientistas determinaram também os períodos históricos de maior insegurança alimentar e estabeleceram que é provável que esses períodos se tornem mais frequentes.

Entre os episódios estudados, estão um na França, em 2003, e na Ucrânia, em 1972.

Na então república soviética, uma onda de calor sem precedentes arrasou as colheitas de trigo e causou uma alteração do mercado mundial desse grão que durou dois anos.

“Quando olhamos esses exemplos históricos vimos que sempre houve formas de resolver o problema. Sempre havia um lugar onde encontrar o alimento”, disse Naylor.

“No entanto, no futuro, não haverá nenhum lugar onde possamos achar esses alimentos a menos que reconsideremos as fontes de provisão”, previu.

Além disso, os problemas do clima não se limitarão às zonas tropicais, e como exemplo os cientistas, além do caso ucraniano, citam as temperaturas recorde registradas na Europa em 2003 e que causaram a morte de cerca de 52 mil pessoas.

Segundo eles indicam, as temperaturas que prevaleceram nesse verão de 2003 na França serão normais até 2100 e reduzirão a provisão de alimentos primários como milho e trigo entre 20% e 40%.

As maiores temperaturas, segundo eles, também alterarão de forma radical a umidade do solo o que causará uma maior redução das colheitas.

Fonte:

http://www.ecodebate.com.br/

Pó de café usado combate dengue, remove odores e é bom adubo orgânico.

Do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente.

O Brasil consome anualmente 1 milhão de toneladas do produto; em vez de jogar no lixo, veja como reaproveitar :

http://www.akatu.org.br/central/noticias/2010/po-de-cafe-usado-combate-dengue-remove-odores-e-e-bom-adubo-organico

Saúde vai criar normas para melhorar condições de trabalho em canaviais de SP

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo acaba de finalizar estudo inédito sobre as condições de trabalho nas lavouras de cana-de-açúcar paulistas. O levantamento, feito com base em inspeções coordenadas pela Vigilância Sanitária Estadual, irá nortear regulamentação estadual neste ano, para melhorar as condições sanitárias no trabalho dos profissionais do setor.

Segundo o estudo, a cana-de-açúcar é cortada manualmente na grande maioria das lavouras. O trabalho é repetitivo e exaustivo. A cada um minuto trabalhado são feitas 17 flexões de tronco pelo cortador, aplicados 54 golpes de facão, o joelho fica todo o tempo semiflexionado e há extensão da cervical.

Não há sombra nos canaviais e o cortador não se hidrata adequadamente. Por dia, são cortadas e carregadas em média 12 toneladas de cana e percorrido um percurso de quase nove quilômetros. No final de um dia de trabalho, o cortador perdeu oito litros de água.

Os trabalhadores normalmente já levam de casa a água para consumo na lavoura e depois reabastecem nos reservatórios dos ônibus quando possível. Esses reservatórios não são refrigerados e apresentam péssimas condições de armazenamento e higiene. A água fornecida não vem de fontes tratadas em 40% dos casos e, por isso, nem sempre atende aos requisitos de potabilidade.

Quanto à alimentação, os trabalhadores também não têm local adequado para realizarem refeições e nem local apropriado para acondicionar a refeição. Enquanto trabalham, os cortadores carregam consigo suas marmitas. Muitas vezes, o alimento fermenta ou azeda. Porém, como o trabalho consome muita energia, eles acabam consumindo a comida mesmo que esteja estragada.

O setor sucroalcooleiro apresenta grande contrastes em sua cadeia produtiva. Apesar de ser uma indústria altamente lucrativa, as condições de trabalho ainda são, geralmente, de qualidade ruim, colocando em risco a saúde dos trabalhadores.

“A Vigilância Sanitária está olhando para esse setor e discutindo políticas de saúde. O empregador tem que saber que está sendo vigiado”, afirma Maria Cristina Megid, diretora da Vigilância Sanitária Estadual.

Desde 2007, a Secretaria capacitou 500 profissionais de todo o estado para fazer a fiscalização desse setor. Nesse período, foram inspecionadas 148 usinas e feitas 102 autuações.

Hoje a Secretaria já possui normatização estadual para condições sanitárias dos alojamentos onde ficam os canavieiros. A fiscalização é feita em parceria com as vigilâncias sanitárias municipais.

Autoria: Assessoria de Imprensa - 06/01/11

Site da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo.

Belo Monte: ‘Essa barragem vai acabar com a gente, vai acabar com tudo’,afirma líder indígena.

Treze famílias de índios maias que vivem na margem da Volta Grande do Xingu, no Pará, temem que a construção da hidrelétrica de Belo Monte reduza o nível da água a ponto de inviabilizar a navegação e a pesca, fonte de alimentação da população. O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – órgão do governo federal que participou das pesquisas para Belo Monte –, Maurício Tolmasquim, afirmou que os indígenas não serão diretamente impactados.

“O projeto original previa área inundada de 1,2 mil quilômetros quadrados e a área atual é de 516 quilômetros quadrados. Mudou justamente para evitar impactos sobre as terras indígenas”, declarou. Segundo ele, os estudos mostram que a Volta Grande pode ter vazão reduzida, mas não vai secar nem perder a navegabilidade.

A reportagem é de Mariana Oliveira e publicado pelo G1, 25-03-2010.

Tolmasquim afirmou ainda que os índios foram ouvidos pelo governo durante o processo de audiências públicas com a população. “A grande maioria das comunidades indígenas é favorável [à hidrelétrica]. Tem um grupo de militantes locais contra, mas a massa da população local é favorável. Um grupo atua com a questão ideológica e pretende que [o local] fique intocável, mas não é necessariamente a visão de todos”, afirmou o presidente da EPE.

Os índios dizem, porém, que deveriam ter sido feitas audiências específicas para tratar dos interesses das tribos. Para o líder Leôncio Arara, da tribo maia, se a hidrelétrica for construída, o povo vai “cair em tristeza”. “Se vier a barragem, para mim significa uma crise. O Xingu vai ficar mais baixo, e a gente vai ser prejudicado. Estamos acostumados com essa floresta, essa riqueza. O que vai ser de nós?”, questiona. “Essa barragem vai acabar com a gente, vai acabar com tudo.”

Leôncio Arara disse que a população indígena está preparada para resistir à força. “Os parentes (outras tribos) falam em mobilização de 5 mil a 10 mil índios para acampar na barragem e daí vão dispostos a tudo para proteger nossa vida”, afirmou.

O índio Josinei Arara disse que a resistência ocorrerá porque eles precisam navegar no rio para garantir a alimentação da tribo. “A gente vai lutar fortemente contra isso. Estamos dispostos a tudo. Se ficarmos de braço cruzado vai ser pior.”

Josélia Arara, 27 anos e mãe de oito filhos, disse que as mulheres também vão ajudar. “Não somente os homens que estão dispostos a qualquer coisa. As mulheres vão ser prejudicadas e ajudarão para o que der e vier. Nós somos mais afetadas. E se as crianças ficarem doentes, como faremos se não tivermos navegabilidade para deixar a tribo?”

José Carlos Arara, teve um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ano passado e guarda em um porta-retrato de sua casa a lembrança daquele dia. “Ele disse que jamais construiria algo que fosse prejudicar alguém e que não iria enfiar caminhão goela abaixo de ninguém, mas infelizmente não é o que parece”, afirmou.

Para José Carlos Arara, a tribo está em um “beco sem saída”. “Não tem nenhum documento que diga que seremos afetados, mas está claro que todos os meios de vida serão afetados. E não temos ideia de como será a situação com a qual iremos nos deparar. Para nós, significa uma perda em relação ao meio de vida da população indígena.”

Ribeirinhos

Em uma vila de ribeirinhos na margem do Xingu, a Ilha da Fazenda, território pertencente ao município de Senador José Porfírio, os moradores também dizem temer a seca na Volta Grande.

“Desde o início, eu não acho que vai ser bom porque vai ser uma morte. Um lado vai encher e o outro vai secar. Eu tenho a pesca como sobrevivência e não sei como vai ficar”, diz o pescador Miguel Carreiro de Souza, de 52 anos, que tem como função na vila transportar as crianças para a escola em outra vila maior.

Fátima Ribeiro, de 59 anos, tem filhos e netos na ilha. “Para a gente vai ser muito ruim. A gente vive do que planta e colhe e não sabe direito como vai ficar tudo. E as crianças, como vai ser?”, pergunta. Ela disse ainda temer que a “fúria” dos índios contra a hidrelétrica acabe prejudicando os ribeirinhos. “A gente se preocupa com violência, essas coisas. A gente só quer ficar aqui em paz.”

Fonte Portal Ecodebate: http://www.ecodebate.com.br/

28 de dezembro de 2010

Secretaria do Meio Ambiente divulga ranking ambiental dos municípios paulistas. SÃO JOSÉ DO RIO PRÊTO alcança 88,20 pontos ficando 35º posição. José Bonifácio alcança 80,58 pontos: 131 posição.


A adesão dos municípios ao Protocolo Verde é voluntária. Seu endosso resulta no comprometimento com uma agenda de 10 diretivas ambientais. São elas:
1. Esgoto Tratado
Realizar a despoluição dos dejetos em 100% até o ano de 2010, ou, sendo financeiramente inviável, firmar um termo de compromisso com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, comprometendo-se a efetivar o serviço até o final de 2014.

2. Lixo Mínimo

Estabelecer no município gestão que garanta inexistência de qualquer tipo de disposição irregular de resíduos sólidos e promover coleta seletiva e a reciclagem do resíduo gerado no município.

3. Mata Ciliar
Participar em parceria com outros órgãos públicos e entes da sociedade da recuperação de matas ciliares, identificando áreas, elaborando projetos municipais e viabilizando e execução de outros projetos com este fim.

4. Arborização urbana
Programar, aprimorar as áreas verdes municipais, diversificando a utilização das espécies plantadas e garantir a manutenção destas áreas e o suprimento de mudas destinadas à re-vegetação de áreas degradadas e para arborização preferencialmente de espécies nativas e frutíferas.

5. Educação ambiental

Estabelecer programa de educação ambiental na rede de ensino municipal, promovendo a conscientização da população a respeito das ações da agenda ambiental e participar em parceria das iniciativas da Secretaria de Estado do Meio Ambiente.

6. Habitação sustentável

Definir critérios de sustentabilidade na expedição de alvarás da construção civil, restringindo o uso de madeira nativa, principalmente oriunda da Amazônia e favorecendo o desenvolvimento e a aplicação de tecnologias para economia de recursos naturais.

7. Uso da água

Implantar um programa municipal contra o desperdício de água e apoiar mecanismos de cobrança pelo uso da água em sua bacia hidrográfica, favorecendo e se integrando ao trabalho dos Comitês de Bacia.

8. Poluição do ar
Auxiliar o governo no controle da poluição atmosférica, especialmente no controle das emissões veiculares de fumaça preta nos veículos a diesel da prefeitura e nos prestadores de serviço do município, além de participar de demais iniciativas na defesa da qualidade do ar.

9. Estrutura ambiental
Constituir na estrutura municipal executiva, órgão responsável pela política ambiental, sendo que nos municípios com população superior a 100 mil habitantes seja estabelecida uma Secretaria de Meio Ambiente e garantir a capacitação do corpo técnico que compõe esta estrutura.

10. Conselho de Meio Ambiente

Constituir órgão de representação e participação da sociedade, de caráter consultivo, deliberativo e paritário, envolvendo a comunidade na agenda política administrativa ambiental local.


Veja Pontuação todos municípios:

http://www.cetesb.sp.gov.br/municipioverde/relatorio_2010/default.asp

FONTE:
http://www.ambiente.sp.gov.br/municipioverdeazul/

NOSSO MUNICÍPIO OBTEVE EM 2010: 80,58 PONTOS.
Ficando assim em 131 lugar entre os municípios classificados. 

Veja a relação dos municípios certificados com o SELO VERDE em
Ordem descrecente conforme a sua pontuação


1º SANTA ROSA DE VITERBO 94,31
2º SARUTAIÁ 94,23
3º PAULO DE FARIA 93,54
4º MARTINÓPOLIS 93,16
5º ANHUMAS 92,94
6º ALTINÓPOLIS 92,59
7º SOROCABA 92,47
8º LINS 92,29
9º PONTALINDA 92,09
10º CORONEL MACEDO 92,08
11º TORRE DE PEDRA 92,05
12º NOVO HORIZONTE 91,54
13º PEREIRA BARRETO 91,51
14º TAMBAÚ 91,49
15º TEODORO SAMPAIO 91,23
16º ORINDIÚVA 90,96
17º POTIRENDABA 90,90
18º GUZOLÂNDIA 90,69
19º TAQUARITUBA 90,63
20º JALES 90,60
21º BENTO DE ABREU 90,49
22º SANTA FÉ DO SUL 90,33
23º REGENTE FEIJÓ 90,27
24º FRANCA 90,08
25º ARARAQUARA 89,87
26º VOTUPORANGA 89,52
27º VIRADOURO 89,43
28º ESTRELA DO NORTE 89,27
29º GUARACI 88,89
30º RIOLÂNDIA 88,72
31º GUAIÇARA 88,59
32º SANTO ANTONIO DA ALEGRIA 88,52
33º BERTIOGA 88,36
34º VALPARAÍSO 88,31

35º SÃO JOSÉ DO RIO PRETO 88,20
36º ESPÍRITO SANTO DO TURVO 87,89
37º BORBOREMA 87,80
38º GABRIEL MONTEIRO 87,69
39º BOFETE 87,43
40º POMPÉIA 87,38
41º TUPÃ 87,29
42º LOURDES 87,28
43º ITAPIRA 86,99
44º SANTOS 86,97
45º TAGUAI 86,80
46º ITU 86,57
47º PIRANGI 86,54
48º GUAPIAÇU 86,48
49º ANGATUBA 86,45
50º BARRETOS 86,33
51º GASTÃO VIDIGAL 86,31
52º LUIS ANTONIO 86,31
53º CERQUILHO 86,27
54º ADOLFO 86,22
55º SÃO FRANCISCO 86,12
56º RIBEIRÃO PRETO 85,99
57º PIACATU 85,98
58º TAQUARIVAÍ 85,94
59º ASSIS 85,86
60º MAGDA 85,84
61º GUARARAPES 85,77
62º GARÇA 85,68
63º PALMITAL 85,50
64º DIRCE REIS 85,33
65º IPUÃ 85,22
66º CAIABU 85,20
67º ITAJOBI 85,11
68º TARABAI 85,07
69º FERNANDÓPOLIS 85,05
70º SANDOVALINA 84,80
71º OUROESTE 84,78
72º CRISTAIS PAULISTA 84,59
73º RIBEIRÃO DO SUL 84,57
74º FLORA RICA 84,26
75º AMERICANA 84,25
76º ALFREDO MARCONDES 84,14
77º MONTE ALTO 84,06
78º SANTO ANTONIO DO ARACANGUÁ 83,99
79º SÃO CAETANO DO SUL 83,94
80º NARANDIBA 83,87
81º JUNQUEIRÓPOLIS 83,76
82º LAGOINHA 83,74
83º SALESÓPOLIS 83,65
84º JABOTICABAL 83,65
85º RIBEIRÃO PIRES 83,54
86º SANTA SALETE 83,53
87º PIRAJU 83,53
88º CLEMENTINA 83,44
89º BILAC 83,36
90º COSMORAMA 83,22
91º TUPI PAULISTA 83,16
92º SÃO JOÃO DA BOA VISTA 82,98
93º TANABI 82,91
94º AVANHANDAVA 82,90
95º LORENA 82,84
96º IBIRAREMA 82,73
97º LAVÍNIA 82,70
98º GUARANI D'OESTE 82,51
99º RESTINGA 82,49
100º POPULINA 82,33
101º IRAPURU 82,27
102º MERIDIANO 82,15
103º URUPÊS 82,14
104º CÂNDIDO RODRIGUES 81,91
105º PENÁPOLIS 81,83
106º UBATUBA 81,80
107º CÂNDIDO MOTA 81,75
108º ITAPORANGA 81,74
109º TURMALINA 81,67
110º OSVALDO CRUZ 81,59
111º SANTO ANTONIO DO JARDIM 81,55
112º PARANAPUÃ 81,40
113º SANTO ANDRÉ 81,30
114º TERRA ROXA 81,27
115º PIRATININGA 81,20
116º CEDRAL 81,12
117º TABAPUÃ 80,98
118º ASPÁSIA 80,97
119º CARDOSO 80,96
120º VINHEDO 80,96
121º NHANDEARA 80,91
122º BROTAS 80,85
123º BURITAMA 80,85
124º RINÓPOLIS 80,72
125º NOVA CANAÃ PAULISTA 80,71
126º GUARAÇAÍ 80,69
127º SALMOURÃO 80,69
128º BOCAINA 80,68
129º ÁLVARES MACHADO 80,67
130º PEDRINHAS PAULISTA 80,62
131º JOSÉ BONIFÁCIO 80,58
132º MACATUBA 80,51
133º TRÊS FRONTEIRAS 80,42
134º CAMPINA DO MONTE ALEGRE 80,31
135º SÃO JOÃO DAS DUAS PONTES 80,30
136º ADAMANTINA 80,28
137º MIRA ESTRELA 80,28
138º INDAIATUBA 80,21
139º VALENTIM GENTIL 80,20
140º FERNÃO 80,18
141º IACRI 80,17
142º SÃO PAULO 80,13
143º ESTRELA D'OESTE 80,10

12 de dezembro de 2010

Queimadas nos Canaviais nos arredores da cidade de JOSÉ BONIFÁCIO, região de São José do Rio Preto-SP.


Triste lembrança do ano 2010:
Fotos: Rivaldo R. Ribeiro

As queimadas nos canaviais no município de José Bonifácio-Região de São José do Rio Preto- SP em 2010 nos trás uma triste lembrança.

Um crime ambiental que levou centenas e até milhares de espécies a morte de um  modo cruel : O FOGO. 

Um ato agressivo a natureza que leva a possibilidade da extinção de algumas espécies já ameaçadas.

Além disso a terrível poluição das fuligens que causa doenças respiratórias a população,  e os gases que se acumula na atmosfera agravando  o efeito estufa.

Porque o Ministério Publico não aplica aqui a LEI DA PRECAUÇÃO? Ou o Art. 225 da nossa constituição que está bem claro sobre o assunto. 
E em 2011 voltaremos a conviver novamente com esse incômodo covarde?

Clique nas fotos para ver na forma de SLIDES:
 








Populações de borboletas caem 70% nos campos europeus como resultado da agricultura intensiva

Publicado em dezembro 10, 2010 by HC

As populações de borboletas em campos de toda a Europa estão em declínio, indicando uma perda catastrófica de prados floridos em muitos países do continente.

Dezessete espécies de borboletas encontradas amplamente na Europa, incluindo a Adonis azul e a Lulworth skipper, caíram mais de 70% nos últimos 20 anos, segundo um novo estudo da Butterfly Conservation Europe.

A diminuição drástica do número de borboletas indica uma maior perda da biodiversidade. Muitos outros insetos, como abelhas, moscas-das-flores, aranhas e traças, além de plantas e aves, também vêm desaparecendo junto com a perda das paisagens tradicionais. Reportagem em The Guardian.

A borboleta é uma das espécies com melhor monitoramento de vida selvagem na Europa. A entidade luta para que o inseto seja adotado como indicador agrícola na próxima reforma da Política de Agricultura Comum da UE (CAP, na sigla em inglês), em 2013.

Martin Warren, diretor executivo da Butterfly Conservation (Reino Unido), disse que os dados de 3 mil áreas em 15 países mostraram uma necessidade urgente de financiamento da UE para apoiar o crescimento da agricultura sustentável.

Muitos dos 4,5 milhões de fazendeiros da Romênia, por exemplo, cultivam sob métodos ecologicamente corretos, mas são pequenos demais para se enquadrarem nos pagamentos da CAP.

“Essas pessoas praticam provavalmente a agricultura mais sustentável do mundo, mas não recebem nenhuma ajuda por isso, enquanto que se eles arassem suas terras e as intensificassem, receberiam grandes aportes da UE”, afirma Warren. “Nós precisamos do financiamento da União Europeia para ajudar políticas sócio-econômicas em áreas rurais e para manter os agricultores no campo.”

Os campos europeus ricos em flores, originados por regiões de feno e pasto para o gado por séculos de ocupação humana, estão sendo abandonados, desgastados ou arados por agricultura intensiva, especialmente na Europa Oriental e regiões montanhosas.

Em áreas como as montanhas dos Picos, na Espanha, os agricultores mais tradicionais têm uma média de 80 anos. Seus prados de feno e seus negócios no comércio de leite e queijo estão sendo abandonados pelas gerações mais jovens, por não serem mais rentáveis.

Reportagem de The Guardian, em Estadão.com.br.

EcoDebate, 10/12/2010

http://www.ecodebate.com.br/

10 de dezembro de 2010

O Planeta Agoniza-João Fidélis de Campos Filho*

Países ricos e pobres reunidos em Cancun (México) na décima sexta Conferência da ONU sobre o clima (COP16) colocam sobre a mesa suas divergências numa disputa renhida onde cada centímetro do cabo de guerra puxado pelos oponentes vale milhões de dólares ou muito prestígio político. Em um mundo cada vez mais atento e preocupado com os efeitos nocivos da poluição, o desmatamento e a emissão de gases industriais que têm aumentado a temperatura do planeta, as pressões fluem de todos os setores representativos da sociedade mundial para que se chegue a acordo que amplie as responsabilidades de cada nação. O Greenpeace realizou um criativo protesto esta semana colocando maquetes dos principais símbolos de importantes nações, como a Estátua da Liberdade, a Torre Eiffel, as Pirâmides do Egito, o Cristo Redentor, no mar e deixando-as afundar para demonstrar a indignação com o posicionamento dos governos em relação a um acordo que beneficie o planeta em Cancun.

Como foi dito no início os países ricos permanecem irremovíveis em aderir integralmente ao Protocolo de Kyoto, em especial EUA e China (os vilões da emissão de poluentes) que até agora não assinaram o Protocolo e se negam a fazer a sua parte. Para piorar o Japão, Canadá e Rússia ameaçam a abandonar o acordo, que expira em 2012, se os países emergentes, principalmente China e Índia, não se comprometerem a fazer a parte deles, reduzindo também a emissão. Pelo que se vê nesta queda de braço mesmo as conquistas adquiridas até o momento podem ir por água abaixo.

Por outro lado os países pobres e os emergentes, incluindo aí o Brasil, lutam pela aprovação de um fundo internacional para os ajudarem a se adaptar às novas mudanças climáticas e também os prejuízos com a sua parte no acordo. Estes países culpam as nações desenvolvidas pelo atual estado de deterioração do meio ambiente e cobram deles a doação para o fundo. Este quebra-cabeça tem um apimentado ingrediente neste ano que é a atual crise econômica, cujos efeitos recessivos e alto nível de desemprego na Europa e EUA, levanta reações nacionalistas e provoca desinteresse destas nações em mudanças que afetem ainda mais este quadro.

As pressões de ambientalistas continuam, principalmente agora que os efeitos do aquecimento global têm provocado tantos estragos em todo planeta, com inundações, incêndios, aumento da desertificação, etc. e ocasionando mortes e uma série de catástrofes e mortes. È importante lembrar que os adiamentos de medidas essenciais para a melhoria das condições climáticas podem agravar e acelerar os problemas ambientais do mundo todo, pois sabe-se que apesar das diferenças de raça, cultura, poder econômico e bélico, a população mundial faz parte de um único ecossistema gigantesco e constitui uma aldeia global.

Teme-se que as divergências entre ricos e pobres na COP 16 em Cancun repitam o que aconteceu em Copenhague no ano passado onde os debates não resultaram num compromisso efetivo de redução dos gases estufa. De qualquer fica claro que as medidas não podem ser colocadas em baixo do tapete, pois as conseqüências podem ser drásticas.

João Fidélis de Campos-Cirurgião-Dentista-Votuporanga-SP

6 de dezembro de 2010

Queimada.

Desenho Kleber Ribeiro

De repente, uma fuligem leve e queimada é selecionada pelos longos braços do vento que a arremessa pelo céu já não mais azul. O pequeno resíduo voa involuntariamente como se estivesse finalmente livre do inferno que o aprisionara, o assustara e o transformara em meio as chamas amarguradas de um canavial.

Lembra-se de quando, ainda preso ao chão, admirava os destemidos gaviões, os estranhos urubus e as tagarelas maritacas que, conforme suas características planavam sobre os relevos irregulares das matas e dos solos. Acompanhou o crescimento dos longelíneos pés de cana-de-açúcar. Viu todos se agruparem enquanto se constituíam prontos como uma comunidade unificada. Ineficientes contra o fogo.

As chamas devoravam insandecidamente tudo que estava ao seu alcance, num ato de extremo egoísmo e gula.

Aquilo que antes parecia um belo refúgio, em ardentes instantes, se transformou num labirinto de sofrimento e mortal.

De repente uma fuligem leve e queimada atravessa a fresta de minha janela e aterriza sobre minha mesa. Agora apenas uma poeira, sujeira, um borrão. Antes, talvez, um tamanduá, uma capivara, uma onça ou até mesmo um pé-de-cana.

1 de dezembro de 2010

MISTÉRIOS QUE NOS RONDAM


O gigantismo do Universo foge dos padrões métricos e numéricos que bem conhecemos. Imagine: cada estrela que cintila sobre nossas cabeças é um Sistema Solar. Presume-se que sejam bilhões, talvez trilhões deles. Em 1600, o monge Giordano Bruno foi queimado vivo, por acreditar na existência de “um número infinito de sóis”. Estava certo.

Hoje, a fogueira crepita por dentro de nossas imaginações; nossa ansiedade por desvendar os mistérios. Segundo Marcelo Gleiser, colunista versado nos mistérios interestelares, “o cosmo é um jardim encantado”. Neste, a mão poderosa do Criador agiu com a profícua generosidade de seu coração. Fez do Universo a máxima expressão de seu infinito amor, um paraíso sem limites.

Nele nos colocou. O mais espetacular é a consciência que hoje temos de quão insignificante é nosso território. Diz Gleiser: “nosso Sistema Solar não é único. Pelo contrário, parece que a maioria absoluta das estrelas tem planetas girando à sua volta, se bem que poucos com propriedades da Terra, ou seja, na distância “certa” de suas estrelas para que a água ocorra no estado líquido. Mesmo assim, se apenas 0,1% das estrelas na nossa galáxia tiverem planetas semelhantes à Terra, são ainda em torno de 100 milhões de Terra”. Isso mesmo: cem milhões de planetas iguais ao nosso, numa escala de possibilidades próxima a 0,1%!

Números astronômicos, no seu sentido pleno. Se quiséssemos “visitar” a estrela mais próxima do nosso Sistema, eis alguns dados da viagem: à velocidade da luz (300 mil km por segundo), levaríamos quatro anos e meio para atingir nosso objetivo. Como ainda não possuímos um transporte tão eficiente, tomemos uma sonda espacial terrestre, capaz de atingir a espantosa velocidade de 840 km por segundo. Chegaríamos à nossa vizinha após uma viagem de aproximadamente 78 mil anos. Quer mais?

Isso nos dá um parâmetro do quão insignificante somos diante do Universo que Deus nos deu. Façamos uma escala proporcional. Sendo o Sol uma pequena azeitona, a Terra seria um grão de areia, a uma distancia de 90 cm. A estrela mais próxima estaria a 220 km de distância do nosso “Sol”. Melhor engolirmos essa azeitona!

Como vemos, nossa prepotência e presunção de nos acharmos donos da verdade e maiorais neste universo de mistérios, não tem razão de ser. “A ciência não consegue decifrar o mistério da natureza, porque nós somos parte dele”, disse Max Planck, físico alemão ganhador do Prêmio Nobel de 1918. Mistérios por mistérios, o maior deles ainda é nossa própria existência, o privilégio de conquistarmos, dominarmos, usufruirmos todas as riquezas que nos concede Deus-Pai neste insignificante, porém precioso grão de areia que nos dá guarida. Aqui somos senhores absolutos. Conservá-lo ou destruí-lo, transformá-lo para melhor, depende de cada um de nós. Somos os guardiões desse planeta, o paraíso que Deus nos confiou.

“Vós o fizestes quase igual aos anjos, de glória e honra o coroastes. Destes-lhes poder sobre as obras de vossas mãos, vós lhe submetestes todo o universo (Sl 8,6-7)”. Só a fé nos fornece as respostas que buscamos, para compreender nossa odisséia neste universo. Para os povos da Bíblia, a simples contemplação dos mistérios se constituía em matéria de fé e gratidão a Deus. Para o homem moderno, a cegueira de sua pretensa sabedoria impede a visão do óbvio, o milagre da Criação. “Narram os céus a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de suas mãos” (Sl 18,20).

WAGNER PEDRO MENEZES -Assis-SP


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